Passados quatro sábados, as divisões vão tomando forma – logo, segregando quem está com planejamento e comprometimento em dia dos times que capengam entre desorganização e desestímulos. Algumas situações já estão bem definidas, como o Nois Que Soma virtualmente classificado para o mata-mata dourado e com IMZT e Bacana esperando o Fúria para saber se polarizam ou não a disputa pelo acesso à Bronze via Grupo A da Aço. Porém, outros casos são ainda latentes, e fiéis da balança farão a diferença. São casos, entre alguns, de Camelo, na Bronze, e Arouca Jrs. e Primatas, na Ouro.
Falando do primeiro, despencou da Ouro para a Bronze em um ano, mas começa a redescobrir seu melhor futebol. Renatinho e Zeka comandam a reformulação que está fazendo o time voltar a ser temido (e não o saco de pancadas desejado pelos adversários). Causou boa impressão quando acabou com seu jejum ante o Camaro na 3ª rodada e, no último sábado, empatou com um dos favoritos ao título, Vikings. Já são 5 pontos em 3 partidas – nenhuma derrota.
O Camelo, então, passa a ser o fiel da balança no Grupo B da Bronze. O Magnatas se valeu do surpreendente empate do então líder Olimpo para assumir a liderança, seguido do time dos irmãos Pimentel e do Interativo – os três separados por 1 ponto, e todos com quatro partidas realizadas. A equipe que conta com Camillinho está distante 4 pontos do atual líder, mas tem um jogo a menos. Mais que isso: o Camelo está se entrosando e mostrando qualidade técnica para enfrentar a concorrência.
Por enquanto, os olhos estão voltados para os líderes e até para o Vikings. Poucos estão percebendo o crescimento do Camelo. Esta coluna, porém, captou os sinais. Na 5ª rodada, o confronto ante o Interativo será fundamental à chave. Dependendo do resultado, o Magnatas poderá até disparar na liderança, já que o Olimpo folgará.
Enquanto isso, no Grupo A da Ouro, os dois times que ocupam hoje as zonas vermelhas da tábua de classificação ainda farão a chave ter muitas reviravoltas. Caso se confirmem as prováveis ascensões depois das apresentações do último sábado, é bom as outras oito equipes ficarem bem espertas. Poderá sobrar até para o atual campeão, já que o Peneira vem fazendo campanha pífia e anda se ressentindo das ausências do comandante Claudião.
No caso do Arouquinha, despachou o bom e focado TeJanto com uma autoridade similar a um campeão. Orley Colla fez um trabalho brilhante à frente do time, que começa a mostrar uma cara diferente do que vinha sendo apresentado. Já o Primatas parece ter acordado após as críticas. Ainda falta para o time recuperar o prestígio de outrora, mas os jogadores passaram a se entender mais em quadra, a falar menos entre si de forma agressiva, e as jogadas começaram a sair a partir do sistema defensivo – tão peculiar à história do time. O TáLigado pagou o preço, assim como outros virão a pagar daqui para frente para quem for encarar Camelo, Arouca Jrs. e Primatas, estes os atuais fiéis da balança.
Paixão sem limites? – Duas situações parecidas na G14 mostram o espírito antigo que pulsa nas veias de algumas pessoas. Nos casos, de Chicão e Tebas. O assistente técnico do Primatas não se controlou com uma marcação da arbitragem para o TáLigado, insistiu na reclamação, e foi amarelado. Já no caso do eterno MachuPichu, como está machucado, assumiu – junto a Ricci – o comando técnico do time frente ao Peneira. Mesmo alertado de que poderia levar cartão amarelo, prosseguiu na discussão com os árbitros e também foi ‘agraciado’. Nos dois casos, uma amostra da paixão que sentem pelos seus times, mas que o atual momento condena. Na teoria, pede-se menos atos passionais e mais racionalidade, já que acumularam falta coletiva, pendurando seus times (Chicão ‘contribuiu’ para um
shoot out ao TL, defendido por Choco).
Abismo logo cedo – Já é grande a diferença em pontos entre os dois primeiros colocados para o 4º no Grupo A da Prata. Isso não é normal. Com apenas quatro jornadas, os líderes La Buça Romana e Real Paulista Classic têm 12 pontos, ao passo que Spartacus, 2 Tok’s, Divino e All Games possuem 3. Entre eles, o Condor’s, que tem 9 pontos e também uma distância respeitável para o bolo do meio da tabela.
Esse distanciamento, em parte, é culpa de 2 Tok’s e Divino, que em teoria deveriam figurar na parte central com mais pontos – ou na ponta. O atual campeão da Bronze finalmente venceu a primeira na nova divisão, mas ainda é muito pouco para quem é considerado favorito ao título.
Já o time de Andrade e Lenarduci dividia atenções com outra competição, mas, findado o torneio ao qual foi campeão, parece ainda de ressaca. Não que perder justamente para o 2T seja anormal, mas para quem pretende disputar o caneco, caso dos divinos, somar duas derrotas num grupo nivelado da parte central para baixo pode ser perigoso a uma até então certa classificação à fase final.
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