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Na última rodada da fase de classificação ainda é possível ver equipes dando W.O., prejudicando outros competidores; no Chuteira Girls, vitórias de Rabisco e SóCanela embolaram a tabela

 

 Uma questão é deveras complicada: o Walkwolver (W.O.). Chegar a este ponto é porque a equipe ou teve problemas para reunir um elenco para determinado horário e dia impostos ao jogo, ou porque a vergonha alheia falou mais alto do que o espírito esportivo. Não compete aqui julgamentos sobre qual foi o motivo para A ou B não comparecer tanto na penúltima como na rodada final da fase de classificação. Apenas é de se lamentar posturas que deixam a competição um pouco sem graça.
 
Como o Chuteira de Ouro flexibiliza horários, fazendo com que a tabela seja moldada durante o andamento do torneio para justamente ocorrer regulagem entre interesses dos times, a única explicação para que Shakthar dos Leks (Prata), Fátima Team (Aço) e Atlético Grená (Chuteira 5) tenham abandonado a competição recai na falta de esportividade dessas equipes. Essa é a impressão que fica. E basta olhar as respectivas tabelas.
 
O caso mais grave é do Shakthar, que anunciou sua retirada da competição ainda na 8ª rodada. Uma atitude surpreendente de um dos times ao qual mais se aguardava ver o desempenho, após um segundo semestre de 2016 quase perfeito – acesso à Prata vencendo seu grupo, que tinha, por exemplo, o Wake ‘n’ Bake, semifinalista da Bronze. A equipe deu azar de cair em um grupo complicado, muitas vezes alcunhado por nós da imprensa, sobretudo nesta coluna, de o “grupo da morte” (http://www.chuteiradeouro.com.br/noticias?id_t_noticias=820). Perdeu as 5 partidas iniciais e broxou. Na sexta, foi apenas um paciente terminal recebendo a extrema-unção. No 7º jogo, o penúltimo, a decepção de não honrar seu compromisso firmado antes de a bola rolar na rodada de abertura.
 
Imaginem, leitora e leitor, a “felicidade” do pessoal do Bronx, que disputava a fuga do rebaixamento justamente nas rodadas finais. Ou a “satisfação” de equipes como Condor’s, HidroNG, entre mais algumas, que viram suas campanhas serem afetadas por ter em seu grupo um time que preferiu ser saco de pancada a jogar futebol e tentar surpreender – assim como no semestre passado. Novamente, aqui não compete julgamentos. O grupo pode ter se desinteressado, ou rachado etc. Apenas se questiona o “desceu para o playground, tem de brincar”. O Allzuis, por exemplo, mesmo lanterna e virtualmente rebaixado, apareceu para jogar ante o Astúcia com um jogador de linha a menos. Porém, apareceu.
 
O W.O. é complexo e não deve ser banalizado, como os casos de Fátima Team e Atlético Grená. Não tinham mais chances de classificação em suas divisões e cumpririam tabela na rodada final. Porém, “fizeram a alegria” de Elite e Lokomotiv respectivamente. No caso do Elite, o time venceu pela primeira vez desde 2015, mas sem jogar. No caso do Lokomotiv, somou-se a segunda semana seguida não atuando (folgou na rodada passada), fazendo com que a equipe perca um pouco o ritmo de jogo. Ou seja, vitórias sem-graças. Sendo assim, quem sai prejudicada é a competição – que tem um alto nível.
 
Para embalar ou embolar?  – A 3ª rodada do Chuteira Girls prometia embalar algumas equipes, mas outros times acabaram na verdade embolando: a tábua de classificação. O Roleta Russa Dasmina continua embalado nas bolas aéreas e na ponta da tabela, com 9 pontos. No sábado, impôs seu ritmo e sua estrutura de jogo, liquidando o Imperial FF – este teve um primeiro tempo abaixo de sua média. Assim, as roleteiras –  quem têm na endiabrada Denise (líder das MVPs) uma de suas principais destaques – estão virtualmente classificadas à fase final e vão despontando como favoritas ao caneco.
 
Já as responsáveis por embolar a tabela foram Rabisco e SóCanela. Poucos acreditavam que Só Risada e Villa Verde pudessem perder pontos às equipes que amargavam as duas últimas posições. Sorte de quem apostou nas zebras. As rabisqueiras acionaram a dupla Lica-Vivi na frente e a arqueira Carla na meta para segurarem as risadeiras e saírem com o primeiro triunfo no certame. Com muita objetividade e raça, as meninas de roxo mostraram que SóCanela e Villa Verde terão de jogar demais nas duas últimas rodadas se quiserem parar uma equipe fadada à classificação.
 
Na última partida da rodada, o SóCanela soltou dois gritos: o da primeira vitória, e o do primeiro gol. Até então, em duas partidas, as atacantes caneleiras passaram em branco – derrubando as meninas à lanterna do torneio. Porém, ante o Villa Verde, colocaram a bola no chão, a cabeça no lugar, e a tranquilidade no coração para fazer 4 x 0 e botar fogo nas bolsas de apostas. Destaques para Mamá, autora do primeiro tento do time em 3 partidas, e ao sistema defensivo, liderado nesta partida pela excelente zagueira Flávia. Ainda tem Thomé, a destemida goleira que abdica de luvas – o lendário arqueiro Manga aprova.
 
Parabéns e boa sorte – Esta coluna parabeniza Condor’s, Camelo, Abre o Olho, Catado, All Games, Guaxupé, Magnatas e Casa Mimosa pelos respectivos acessos diretos às divisões subsequentes e deseja a todos boa sorte no próximo semestre, quando os desafios em uma nova divisão serão certamente maiores. A coluna também deseja boa sorte às 56 equipes que começarão, no próximo dia 3 de junho, a disputar as tão sonhadas taças da Ouro, Prata, Bronze, Aço e Chuteira 5. Vencerá quem tiver mais objetividade e comportamento exemplar – não se portando como um torcedor comum de arquibancada quando estiver em quadra. O colunista tem seus palpites, mas o silêncio neste momento é um Jardim do Éden. 
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