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Normalmente, ser citado em alguma matéria ou análise é sinônimo de injeção aos ânimos, mas nos casos de HidroNG, Raça e SPQSF o efeito foi contrário

No dia 19 de março de 2013, escrevi, para o antigo site do Chuteira de Ouro, uma análise da então 3a rodada da fase de classificação das divisões então em andamento. Ali eu destacava o mau início de algumas equipes, entre elas o Bacana – então vice-campeão da Série Ouro. Na rodada seguinte, o time de Marcelão venceu seu jogo e o mesmo comentou comigo: “Suas palavras mexeram com os brios dos meus jogadores”.
 
Três anos e meio depois, a situação do passado se repetiu com HidroNG e Raça: chegaram à rodada 3 sem marcar pontos e com uma matéria especial citando tal fato na semana que antecedeu seus jogos. Perderam de novo e amargam as últimas posições de seus grupos em suas divisões (Ouro e Prata respectivamente). Para os dois casos, as palavras não tiveram poder. A injeção de ânimo que uma crítica poderia fornecer simplesmente não aconteceu. Neste caso pode até ter inflamado seus adversários. Assim, complicaram-se justamente quando a metade da fase de classificação está próxima.
 
Tá certo que o HidroNG fez boa partida e quase surpreendeu o atual campeão Nois Que Soma. Vencia por 1 x 0 e segurou o resultado até levar a virada e mais um prejuízo à sua atual campanha. Aliás, o time azul e branco vem jogando de igual para o igual com seus adversários, mas a vitória lhe escapa. Tem uma equipe forte e vencedora, com jogadores já experientes de Chuteira de Ouro. Porém, algo não está dando certo aos aquáticos. Talvez não faltem palavras, mas sim sorte em alguns lances.
 
Já o Raça acabou surpreendido pelo Abusados, que armou uma arapuca e engaiolou um dos então favoritos à vaga direta para a Série Ouro no Grupo A. Não que a equipe de Raphinha tenha dado adeus a essa chance, mas teria de vencer seus próximos 7 jogos para alcançar a meta – e ainda torcer contra alguns adversários. Tarefa mais que complexa, já que perdeu para equipes até então coadjuvantes nas bolsas de apostas e certamente entrará em campo na rodada 4 com o psicológico abalado. E se lerem as críticas durante a semana, sejam em análises, matéria do jogo ou comentários da galera, poderão ficar mais abalados. Isso não pode acontecer. Será necessário ao campeão da Aço e Bronze evocar a tática do então técnico do Bacana, Marcelão, há mais de 3 anos, e usar as palavras para mexer com os brios dos jogadores.
 

Se os times reagirão na 4a rodada só porque leram esta análise ou qualquer outra resenha é um exercício de imaginação desnecessário. As palavras andam com efeito contrário. Além de Hidro e Raça, outro bastante comentado na semana passada, o SPQSF, acabou caindo pelo seu lado direito ante o Roleta Russa Olímpico e deu um tempo no então conto de fadas da liderança. O elenco sabia que a realidade após a rodada 2 era frágil e até mesmo uma questão de tempo para ser destronado do Grupo B. Porém, ficar em evidência atrai mais responsabilidade, e o Roletinha pode ter se valido da exposição do rival na semana para vencer (o mesmo valerá ao Roleta na rodada 4, quando entra pressionado pela liderança). As palavras podem também motivar os adversários.
 
Certo mesmo é que as palavras que escrevem os diários dos times neste semestre percorrem em linhas distintas. O SPQSF já abriu 5 pontos de vantagem ao Z-2 e pode se preparar para o confronto ante o atual líder Peneira com mais tranquilidade. HidroNG e Raça, não. O primeiro terá o indispor de encarar justamente agora o líder isolado Fora de Série. O segundo fará o jogo da morte contra o Bronx, penúltimo colocado. Ou seja, palavras poderão não abalar o planejamento do SPQSF, já para as preparações de Hidro e Raça…
 
Olha a Fênix renascendo... – Devagarzinho vem chegando o Basicus. Começou sua jornada perdendo para o La Buça Romana, mas venceu seus dois jogos seguintes e já está na segunda colocação do Grupo A bronzeado. No último sábado despachou o Paraguay por 5 x 2 e vem se fortalecendo para poder brigar até por vaga direta à Prata com Wake 'n' Bake, Shakthar e Furinha. E ainda por cima dependerá apenas de si, já que terá confronto direto com os três.
 
Certo mesmo é que a equipe já ganhou de adversários teoricamente mais tranquilos e ainda jogará contra times que estão mal na tabela ou estarão merecidamente esfacelados a partir da 4a rodada por conta de confusão desnecessária e lamentável. O Basicus tem tudo para chegar na reta final da fase de classificação com chances reais de uma primeira colocação.
 
Além da experiência do comandante Barath e de jogadores como Puff, Zé Roberto e Starck, hoje a Fênix conta com os irmãos Bim e Caballero. A cada rodada que passa o elenco vai se entrosando, e as palavras poderão se transformar em pontos na tabela. 
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