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No próximo sábado, as 4 principais divisões do Chuteira decidem seus novos campeões e as novas ordens daqui para frente; Competition e Rabisco se enfrentam pela final do Girls

Na tarde do dia 10 de dezembro, sábado próximo, teremos 5 decisões de tirar o fôlego. Serão duelos onde a mentalidade junto à técnica fará a grande diferença. E quem chegou até esse momento sabe que terá uma grande responsabilidade: dar o exemplo às demais equipes de que competência e dedicação são fundamentais para se levantar uma taça.
 
A partir de agora, uma rápida análise sobre as finais que fecharão o ano de 2016 do Chuteira. Entenda por que os times chegaram a este estágio tão sonhado.
 
Por que Catado x StarFucks decidindo a Série Aço? – Será a primeira vez que se enfrentam. Na fase de grupos, o Catado terminou na segunda posição da chave B, algo de certa forma surpreendente – já que era o favorito a ficar com a primeira colocação, algo que o Spartacus conseguiu. O StarFucks, por sua vez, finalizou a fase em quarto, mas no outro grupo, mais equilibrado na parte de cima da tabela. A partir da fase decisiva, os finalistas foram crescendo de forma a acompanhar os avanços dos estágios.
 
Nas semifinais, os finalistas encararam líder e vice-líder do Grupo A e saíram triunfantes. Primeiro foi o Catado, que na toada do comandante Interior junto ao faro de gol de Balãotelli despachou o Torce Contra e salvou a temporada – já que era considerado o grande favorito de seu grupo a subir diretamente para a Bronze. Em seguida, foi a vez do StarFucks carimbar seu passaporte à quadra 14 diante de um tira teima ante o Abre o Olho (na 1ª fase, 1 x 1). A determinação do elenco, sobretudo a de Brad Pett, selaram a sorte do time verde, que venceu por 2 x 1 no tempo normal e comemorou os acessos em disputa. Deverá ser uma decisão equilibrada, já que a quadra maior poderá favorecer a rapidez dos dois times.
 
Por que Condor's x Roleta Russa decidindo a Série Bronze? – Qualquer um dos semifinalistas poderia estar na final e também na Série Prata. Por exemplo, quem chegou desavisado à quadra 5 para ver Wake 'n' Bake contra o Condor's bem poderia imaginar se tratar de algum jogo da Ouro. Não seria delírio, tamanha a qualidade dos dois times. Quis o destino que o Wake deixasse pontos pelo caminho da fase de grupos e não terminasse em primeiro na chave A, antecipando o que tinha tudo para ser a decisão para a semifinal. Leite, Fongaro, Fex e demais jogadores formam uma equipe rápida, habilidosa e coesa, mas que não resistiu aos também envolventes jogadores do líder da chave B, que conta com uma dupla do barulho, Bahia e Zé Henrique. No fim, triunfo dos comandados de Roberto Solcia, que terão o Roleta Russa na final.
 
O jogo da tradicional equipe seria contra os habilidosos meninos do Shakthar dos Leks, e também contra seu psicológico. “Um homem roubado nunca se engana”, cantou Chico Science, e o Roleta se valeu dessa máxima: na decisão da sexta edição da Aço havia perdido por 7 x 1 para os meninos do Raça, dessa vez, fechou-se na defesa e explorou como ninguém os contra-ataques.
 
Debaixo de muita chuva, Japa, Tarone, Kaique, Fiore e demais ucranianos tiveram a bola e muito toque de bola, mostrando o futebol que os levou à 1ª posição da fase de grupos e assombrou, sim, os torcedores durante o certame (afinal, para Puff a imprensa é juvenil, mas nem ele que disse conhecer o time em um comentário esperava tanto sucesso), mas pararam no excelente sistema defensivo de uma camisa que ainda pesa dentro do Chuteira.
Por que Real Madruga x Camaro decidindo a Série Prata? – Aqui é permitido um arsenal de “chupa”. Se quiserem, as duas equipes podem sair aos berros dizendo “chupa, imprensa”, “chupa, corneteiros”, “chupa, organizadores”, “chupa, colunista”. Permitido, pois se fosse para apostar em dois times finalistas antes de o campeonato começar dificilmente alguém colocaria uma (ou até as duas) delas no palpite. E os jogadores sabem disso. Porém, se valeram das críticas para justamente se erguerem e avançarem a passos largos, calando bocas, seja com a bola nos pés ou na cuca fresca. Os Cafas, por exemplo, ainda devem estar tentando explicar a ascensão meteórica que os colocaram na final e na Ouro pela primeira vez na história. Reina, um dos expoentes do time, apontou o comprometimento, jogar com reservas todo jogo, coisa que há tempos não acontecia, e se resumiu ao “o time é bom”. Com tamanha campanha (em 10 jogos, foram 7 vitórias e 3 derrotas), sim, é para crer que o time é bom mesmo. Sua última derrota data de 8 de outubro (para o Roleta Russa Clássico na 5ª rodada). Depois disso, apenas vitórias! E parar o Raça não é para qualquer um. O coletivo do Camaro é o diferencial: apenas Tevez aparece em alguma lista individual, mostrando que o grupo está unido rumo à taça.
 
Do outro lado, o Madruga anda sendo chamado de “madrugabol”. Não importa, já que a bola parada também é um recurso futebolístico. Quem bate nessa tecla de que só vencem na bola parada não passa de uma pessoa com dor de cotovelo. Se tem bons cabeceadores, como Rafa Ornelas e Zaron, por que prescindir de uma jogada ensaiada? Mais que certos estão jogadores e o técnico Caíque (Muricy do Chuteira?), que sabem dos limites do elenco e os exploram muito bem.
 
A última vítima a cair na cilada do “madrugabol” foi o Invictus, que teve seu conto de fadas interrompido pela quadra maior – a escancarar determinadas verdades sobre o time: derrota num incrível 7 x 0. Não adiantou a gente falar desde que começou o mata-mata que o Madruga fazia gol de bola parada. A trupe do Leandro parece que não lê a gente e caiu fácil na arapuca... Em 10 minutos, 3 x 0 e dois gols oriundos  de escanteio e lateral... Os madrugueiros, assim, são finalistas e loucos para mandar um “chupa” geral. Só que o Camaro também quer o mesmo. Quem gritará mais alto?
 
Por que Competition x Rabisco decidindo o II Chuteira Girls? – Porque terminaram nas primeiras colocações, respectivamente, dos grupos A e B – ambas com 7 pontos. Porque têm equipes masculinas no Chuteira e isso facilitou uma adaptação mais rápida ao espírito da competição. Porque um tem o ataque mais avassalador, com 17 tentos (Competition) e o outro, a defesa menos vazada, com 2 gols sofridos (Rabisco).
 
Muitos podem ser os motivos, mas a verdade talvez seja apenas uma: as duas equipes foram competentes para estarem nessa decisão. O time de Mah derrubou o Futsamba em uma partida com placar até dilatado, e com muita chuva, e deu mais um passo para ficar com o caneco. Já o Rabisco teve mais dificuldade ante o Tamo Junto, empatou no tempo normal em 0 x 0 e levou a vaga nas cobranças de pênalti. Comparando números, tratar-se-á de um duelo entre ataque e defesa.
 
Individualmente, há várias jogadoras do Competition nas listas de artilharia (Thami é a líder com 6 gols e Troiani vem a seguir com 5), MVP (Mah tem 4 estrelas e está na terceira colocação na corrida) e MVG (a arqueira Ana Carolina lidera), enquanto duas guarda-metas rabisqueiras, Chevis e Mallet, aparecem em destaque entre as jogadoras do Rabisco. Mesmo assim, tudo poderá acontecer na quadra maior, onde o ritmo é diferente e os times não estão acostumados a jogar pelo menos nesta edição. Mais: finalmente o Rabisco deve vir com time completo e mostrar do que é capaz. De favorito apenas o torcedor, que verá uma partida com duelos táticos interessantes antes da grande decisão do dia, a Série Ouro masculina.
 
Por que Vingadores x Nois Que Soma na finalíssima? - Porque simplesmente foram dizimando seus adversários um por um. Porque, de um lado, há craques entrosados (Paulinho, Luiz, Tuco, Felipinho) e do outro, também (Queijinho, R10, Koba, Diogão). Porque têm jogadores experientes e que sabem conduzir a partida em seus diversos estágios. Porque aproveitaram as escorregadas de Peneira e Arouca para saírem vitoriosos nas semifinais. Porque jogaram com a frieza necessária para serem campeões!
 
No duelo entre times que jogam de preto, cada setor da quadra terá um jogador competente desempenhando sua função. Quem será o grande vencedor não é fácil de apostar. Fácil, apenas, será comparecer e assistir ao talvez melhor embate do Chuteira de Ouro em 2016.
 
 
Parabéns aos primeiros campeões do semestre – Esta coluna parabeniza o Primatas Master, campeão da primeira edição do Chuteira Master (após vencer o Fora de Série na disputa de pênaltis), o Taurus, que derrotou o Guaxupé no tempo normal para levantar a taça do VI Chuteira 5, e o Villa Verde, campeão da II Copa Olé|Chuteira! Congratulações a todos!
 
 
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