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Neste semestre, quem avançou nas duas primeiras colocações teve um problema a mais: o acavalamento de folgar as oitavas de final com o feriado, totalizando 3 semanas inativo

No Chuteira, terminar a fase de classificação nas duas primeiras colocações significa avançar um estágio importante. É garantia de não ter de disputar as oitavas de final. O contraponto é esperar uma semana a mais em relação aos outros para poder jogar as quartas de final, fazendo com que o ritmo seja diferente no momento do confronto. Este semestre reservou um problema a mais para quem avançou diretamente às quartas: com o feriado prolongado de 15 de novembro, 16 equipes ficaram exatas três semanas sem atuar na competição. Um fator a mais na já complicada disputa pela taça.
 
“É ruim porque você não tem atividade com o time, e isso prejudica a continuidade do trabalho”, constata o técnico do Condors's, Roberto Solcia, que continua explicando o porquê ser ruim tanto tempo parado: “Tem de ter jogo toda semana, principalmente aqui que é amador. Ninguém treina todos os dias, o máximo que faz é um amistoso durante a semana. Ficar muito tempo sem jogar, por mais que a pessoa se esforce, demora demais para entrar no jogo”.
 
O time grená ficou em primeiro no Grupo B bronzeado e teve de aguardar o resultado de Basicus x Allzuis. Definida a Fênix como adversária, foi para o embate mas teve muita dificuldade – vencendo por placar apertado de 2 x 1. “Tivemos de fazer um treino e um amistoso a mais para deixar o time equilibrado para o jogo”, completa o treinador. A estratégia acabou dando certo, e o Condor's avançou, assim como o Vingadores, na Série Ouro.
 
Classificado como o segundo colocado no Grupo A, os vingadores descansaram uma semana por conta do regulamento, e mais uma semana pela coincidência do feriado. Antes do duelo no qual eliminaram o Real Paulista Classic, o craque Diogão confessou: “Não nos preparamos muito, mas todos os jogadores estavam ativos com seus compromissos”. A partida chegou a ficar equilibrada, mas o placar final pode dar a ideia que, ao Vingadores, a paralisação a mais não foi tão prejudicial.
 
“Fizemos uma campanha muito boa e fizemos por merecer a segunda colocação. Entre os considerados favoritos ao título ganhamos do Arouca e do Mukekes, e empatamos com atual campeão Nois Que Soma. Foi ruim ficar esse tempo todo parado, porém, é melhor folgar e ter a vaga assegurada para as quartas, já que mata-mata pode sempre acontecer imprevistos”, opinou Diogão.
 

Quem viu vantagem por não avançar nas duas primeiras colocações da chave A da Prata foi Raphinha, já que o Raça teve muitos problemas para acertar a equipe durante o certame. Mesmo não atuando por conta de uma contusão, ele foi enfático ao comentar sobre ter jogado as oitavas ante o Roleta Russa Clássico, enquanto o Absolutos descansou. “Jogar as oitavas nos ajudou muito, pois conseguimos ter mais um jogo para ir nos acertando. Neste semestre mudamos muito nosso estilo de jogo por conta de mudanças de jogadores e algumas lesões, então, quanto mais partidas jogarmos mais vamos nos acertando nesse novo estilo”, analisa Raphinha.
 
O Raça terá pela frente, na semifinal, o Camaro – única equipe prateada que terminou nas duas primeiras posições e que chegou a esta fase. As outras três caíram e deram adeus ao desejo pela taça: Império Celeste, Morada Choque e o citado Absolutos. “Nesse jogo, abrir 2 x 0 no primeiro tempo deu mais tranquilidade para jogarmos e colocarmos a bola no chão, que é nossa característica”, argumenta Raphinha, que espera melhores finalizações de seu time.
 
A pausa pode ser prejudicial, mas se comparados os dois semestres de 2016, a paralisação a mais acabou não sendo tão crucial como se esperava. Em ambos foram 7 as eliminações de times que chegaram nas duas primeiras posições. Nenhuma divisão acabou destoando de um semestre para o outro.
 
Na Ouro, Fora de Série e Bode repetiram o que fizeram Arouca e Mulekes na edição passada e ficaram de fora das semifinais. Na Prata, 3 equipes eliminadas tanto no primeiro quanto no segundo semestres (Fora de Série, Ras Time e Bronx ficaram de fora na 15ª edição prateada). Nas Séries Bronze a Aço, houve um equilíbrio na balança. Enquanto The Veras e Só Quem Sabe não avançaram no semestre anterior (passaram apenas Raça e Só Risada), neste, só o Competition ficou pelo caminho (Shakthar dos Leks, Wake 'n' Bake e Condor's se classificaram). Já na Aço, o primeiro semestre foi de alegria às 4 equipes que ficaram nas primeiras posições (Wake 'n' Bake, Rabisco, Mulekinhos e Rio-Sampa passaram). No segundo semestre, um time quebrou a corrente e foi eliminado: o Spartacus.
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