A metade da competição, nas suas 5 divisões, chegou justamente no feriado de 21 de abril. Infelizmente. Com a maioria dos times desfalcados, o ponto mais importante de uma determinada campanha foi prejudicado. Mais importante, pois é agora que serão separados os impostores dos honestos. Neste caso, quem vai disputar título ou apenas corroborar o passeio semestral de cada sábado. E se é a metade da balança, faz-se necessário olhar para o meio das tabelas.
Na Prata, por exemplo, Wake ‘n’ Bake e The Veras vivem momentos interessantes. O primeiro é considerado time de Série Ouro, e com justiça, pois tem um elenco talentoso e entrosado, cujo toque de bola rápido faz os adversários ficarem perdidos em quadra. Quis o destino que caísse em um grupo enjoado, no qual praticamente todos os confrontos são verdadeiros testes de sobrevivência. Porém, a oscilação da equipe, por enquanto, é o que chama a atenção. Ora vence, ora perde. Com 6 pontos em seu grupo, está estacionado na 5ª posição.
Hoje, o Wake estaria classificado à fase final (e deverá ratificar essa condição nos próximos jogos), só que o conhecimento de que é uma equipe fora do normal, e que deveria estar na liderança e não na metade da tabela, é o que intriga quem acompanha a divisão. Se for repetir o enredo da 13ª edição da Bronze, chegará às semifinais e ficará em um patamar para subir. Ok. Contudo, a caixa de surpresas do Chuteira poderá colocar um obstáculo pesado no caminho dos meninos de vinho. Por exemplo, só quem sabe o que acontecerá daqui para frente, começando pela rodada do dia 06 de maio.
Já o The Veras faz uma campanha de ascensão. São duas vitórias consecutivas, tirando os comandados de De Luna da rabeira à 6ª posição de sua chave. O time começa a engrenar, mas ainda se encontra em uma posição perigosa. Isso porque a distância ao Z-2 é de apenas um triunfo. Uma derrapada, e vitórias de Imperial, Roletão e BDA, e o Veras despencará de seu atual lugar. É importante que a equipe mantenha a animação e o estilo de jogo apresentado até agora.
Na excelente vitória sobre o Competition, Binho foi sagaz embaixo das traves, Cucio e Renatinho (antes de ser expulso) gigantes na marcação, e a dupla João Claudio e Victor Petreche infernizaram o time da academia, virando uma partida fadada a derrota. Assim, o embolado Grupo B ganhou mais emoção, com apenas 4 pontos separando o novo líder Camelo do 7º colocado, o Imperial. A turma do meio, no caso onde está o The Veras, será o diferencial nas 4 rodadas restantes. Para Nico e cia. frequentarem o mata-mata, a escalada não poderá parar.
A metade também faz parte da vida de outros times. Na Ouro, Divino e Morada Choque tentam provar que estão longe de ser os ‘patinhos feios’. Deixem esse lance de ‘patos’ para quem veste verde e amarelo manipulado por mídia tradicional. O que essas equipes querem é respeito, mas também saírem de uma posição considerada ‘não fede e nem cheira’. Classificados estariam, já que ocupam a 5ª posição em seus grupos. Só que aos dois serve o mesmo aprendizado que o Veras está tendo na Prata: atentou, estará no mata-mata; cochilou, será zona morta ou rebaixamento.
Ambos são dois bons times, com jogadores de qualidade. Por exemplo, os comandos de seus ataques têm donos: Mogi e Lele. Os artilheiros fizeram a festa na rodada de Tiradentes, mas perguntem a eles se ficaram satisfeitos com os placares finais de seus jogos. O primeiro fez 4 dos 5 gols da derrota divina ao Zenite; o segundo, marcou um dos 3 do empate ante o Arouquinha. Individualmente estão bem, mas o coletivo é o que importa, e Divino e Morada Choque estarão atentos para que ninguém atrapalhe os planos dos times de disputar, sim, a taça dourada.
Nas outras divisões, a metade é agora. La Buça Romana e Basicus, na Bronze, vêm crescendo na mesma toada do Veras na Prata. Já La Coruja e Voando Baixo, na Aço, oscilam como o também prateado Wake. Analisando na base do “achômetro”, é quase certo que estarão no mata-mata. Porém, restará saber se mais por seus méritos ou pelas campanhas das equipes que estão abaixo deles na tabela. A metade é interessante pois é sinal de meio caminho percorrido, mas ainda falta a outra metade do todo.
Escondendo o jogo? – Cinco rodadas, e o bicampeão Nois Que Soma está na 7ª posição. Hoje, estaria fora da disputa pelo tricampeonato. Bruno Bollito diz que é má sorte mesmo o que a equipe enfrenta no momento. Porém, tratando-se de NQS, que adora jogar o básico na fase de classificação e arrebentar na fase decisiva, a grande questão é se está ou não escondendo o jogo pelo terceiro ano consecutivo. Vamos esperar.
Mais uma pausa – O Chuteira de Ouro, em sua 5 divisões, dá mais uma parada e retorna no dia 6 de maio – mês de estreias do III Chuteira Girls e Copa Estrelato, além do Chuteira Master. A todos que leram esta coluna, um excelente feriado de Dia do Trabalho. Descansem e voltem com tudo. Porém, com mais responsabilidade. Perder faz parte do espetáculo, e quem gosta de jogar falando ou indo no corpo do adversário, lembre-se que o feitiço se vira contra o feiticeiro e que, toda segunda-feira, a vida volta ao normal – com todos aos seus trabalhos/estudos. Menos testosterona e ‘malandragem’, e mais técnica, é o que queremos.
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