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Decisões da Ouro e da Bronze foram marcadas por grandes lances e gols, mas também por ações individuais que modificaram os respectivos placares; no Girls, Thami e Lili comandaram o Competition na conquista do título

No final da década de 1980 quem dava as cartas era o policial John MacClane (interpretado pelo ator Bruce Willis) no filme Duro de Matar. Em 1990, a sequência do longa foi lançada e um de seus chamarizes no pôster do filme era “Veja quem está de volta no lugar errado mas na hora certa”. A frase marcava o retorno do personagem que, novamente, teria de salvar o dia das mãos de “terroristas”. Adaptada a 2016, ela serve para explicar duas situações ocorridas nas decisões da Ouro e da Bronze, no último dia 10.
 
Dois jogadores, um em cada final, acabaram marcados por erros até de certa forma simples, mas que custaram o título para Vingadores e Roleta Russa. Nos casos de Gaúcho e Caio Mazini, a frase atribuída a Duro de Matar 2 seria “um jogador no lugar certo, mas na hora errada”. No caso da decisão da Série Ouro, o placar apontava 1 x 1 e um equilíbrio interessante, e, até certo ponto, esperado – já que se tratava de uma final entre equipes com jogadores experientes. Até que Tete se cansou e pediu para sair. Seu substituto, no caso o jogador Gaúcho, que jogou muito ante o Real Paulista nas quartas de final, pediu um minuto a mais quando se preparava para entrar. Teté ficou e saiu quando estava pronto.
 
Justamente em seu lado, o esquerdo da defesa do Vingadores, acabaram saindo os tentos de Tuco e Thales, que colocaram o Nois Que Soma em vantagem para não a perderem mais e serem bicampeões. Um infortúnio para o camisa 6, que entrou frio em uma partida que estava ligada no 220 volts. De maneira alguma pode ser culpado pela derrota ou até mesmo ser o bode expiatório. Aqui, apenas um fato ocorrido que acabou se desdobrando em ganhos e perdas.
No futebol muitos trabalham a ideia do “e se...?”. Esta coluna, não. O Nois Que Soma foi campeão porque teve mais lucidez e paciência nos momentos cruciais da finalíssima. Soube avançar suas linhas quando o Vingadores passou a trocar seus jogadores e, usando a experiência de ser o atual campeão, explorou os buracos deixados a cada substituição pelo adversário. Percebeu seu lado direito do ataque mais efetivo e, por ali, construiu o placar favorável. Gaúcho estava no lugar certo, mas na hora errada. Algo semelhante a Caio Mazini, um dos nomes que mais se destacaram na fase final da Série Bronze.
 
O Roleta Russa chegar à decisão foi até de certa forma inesperado se analisada apenas a primeira fase. A maioria dos simpatizantes da divisão esperava ver o Condor's encarando Wake 'n' Bake ou Mulekinhos na final. Acabou a lendária equipe do Chuteira disputando a taça e, na fase final, o camisa 11 comandou a equipe ao lado de Gio. Quis o destino que Caio cometesse a 6a falta justamente na prorrogação. Uma infração no meio da quadra, para impedir um avanço talvez sem pretensão, e que muitos disseram ser possível a evitar. Novamente cairá ao “e se...?”. Caio fez a falta porque achou que tinha de fazer e ponto. Se quisessem, as mesmas pessoas do “e se…?” poderiam falar “e se Viola tivesse perdido o shoot out decisivo para o título do Condor's?”.
 
Não, o Roleta Russa não perdeu por causa da 6a falta. Perdeu, pois encontrou uma equipe sólida, habilidosa e que sabe jogar uma decisão. Mesmo sem sua dupla de ataque (Bahia e Zé Henrique), o técnico Roberto Solcia armou um time rápido e que atacasse nos momentos certos para furar um sistema defensivo quase perfeito. Talvez o gol logo com menos de 1 minuto tenha abalado a confiança russa em uma primeira instância. Depois, não. O time de Ceron jogou com gana e vontade para levar a final à prorrogação. E o destino já citado fez com que Caio, que fez a jogada para o gol de empate de Gio, estivesse no lugar certo, mas na hora errada.
 
Parabéns, Competition! – O futebol prega peças. Talvez seja o único esporte coletivo no qual uma inferioridade numérica pode ser transformada em arma poderosa. E o Rabisco estava usando dessa artimanha até a decisão. Porém, na grande final, prevaleceu o futebol objetivo e ofensivo do Competition, que foi uma máquina de estufar as redes durante o certame – inclusive no jogo da taça. Nas baladas das artilheiras Troiani e Thami, além da segurança de Kika na zaga (autora do passe para Troiani abrir o placar de 4 x 0) e da frieza de Ana Carolina na meta, a equipe laranja e preta foi a grande campeã. Tudo isso sob a batuta da maestrina Lili, que comanda o time com sua liderança, categoria e raça. Defende, arma o jogo, serve o ataque e finaliza – é a “motorzinha” e a capitã. Uma jogadora completa que conduziu o Competition nessa conquista.
 
Parabéns, Madruga e StarFucks! - Hala, Madruga! Depois de bater na trave algumas vezes, o time finalmente levantou sua primeira taça no Chuteira. Jogando de forma constante e intensa, os madrugueiros bateram o Camaro por 2 x 1 para, finalmente, poderem soltar o grito de campeão engasgado na garganta. Vencedores da Série Prata, agora terão um desafio ainda maior: não bater e voltar na Série Ouro, já que o desafio de calar críticos fizeram com louvor. O outro campeão do último sábado foi o StarFucks. Que time surpreendente! Pareciam nervosos e aflitos com a decisão. Chegaram a sofrer com os ataques de Interior e Balãotelli. Contudo, conseguiram segurar o ímpeto adversário, levaram a decisão para a morte súbita após empate no tempo normal e, no gol decisivo, Gucê acabou com a angústia verde e branca.
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