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A culpa é só da Globo no episódio do prêmio ao Sidão? Como são escolhidos os MVPs do Chuteira?

É, acredito, de conhecimento de todos nós aqui — fãs do futebol, bem ou mal jogado, que somos — o episódio da tarde do domingo das mães em que o goleiro Sidão recebeu o prêmio de 'melhor em campo' concedido pela Rede Globo. Para quem não ficou sabendo e para a memória, caso isso seja lido mais pra frente: o Vasco de Sidão perdeu de 3 x 0 pro Santos, e o tal prêmio foi concedido com base na votação popular.
 
A Globo foi muito criticada pela atitude, pediu desculpas e, segundo relato divulgado pelo SporTV, a repórter Julia Guimarães até chorou após a entrega. O que faltou, até onde vi nas críticas, foi falar da total falta de maturidade dos internautas, de se achar engraçadões gastando uma premiação com ironia. Assim que fiquei sabendo dessa história, pelo meu irmão, tão palmeirense quanto eu, disse de pronto "não devia ter entregado" e "tem que mudar a votação". A mudança na votação foi feita. A parte de não ter entregado devia ter partido da própria emissora, e não ficado a cargo da decisão da repórter, que acabou entregando o troféu e se culpando depois. Ela não tem culpa de nada. A Globo tem, claro, mas não é toda a culpa. Boa parte fica, insisto, com a nossa falta de maturidade pra quase tudo.
 
Dito isso, gostaria de aproveitar a oportunidade para compartilhar coisa boa, principalmente com os mais interessados nisso: como eu escolho os MVPs das partidas que cubro pelo Chuteira? É uma espécie de prestação de contas. Vamos lá, então. Como todos sabemos também, são três os escolhidos, não um apenas (e isso, acreditem, mais atrapalha que ajuda, porque a gente pode ser injusto três vezes de uma só vez). Se o placar é apertado, eu busco, na medida do possível, dividir os três premiados entre as duas equipes, normalmente com o primeiro sendo do lado vencedor, mas não necessariamente. Os gols e as assistências acabam, de fato, tendo um peso muito grande também, principalmente nesses placares mais apertados.
 
Então, sim, os defensores acabam preteridos muitas vezes — a não ser quando salvam gols feitos. Dependendo do ângulo que a quadra nos oferece, a nossa percepção também muda. Por exemplo: na quadra 5, a gente tem obrigatoriamente uma visão geral, enquanto em outras costumamos ver o jogo atrás de um dos gols. Se a gente não conhece os jogadores, fica difícil ver os números e acompanhar a participação dos defensores do lado de lá, que, geralmente, por manual, não vão dar as costas aos atacantes, certo? E assim vemos uma defesa de cada vez, uma no primeiro tempo e outra no segundo — e por isso também que muitas vezes eu fiquei andando na lateral das quadras, em vez de ficar sentado junto à mesa, como é o costume. A participação ativa no jogo (de quem joga atrás ou na frente) também conta, mesmo não sendo decisiva.
 
Eu somo as minhas percepções durante a partida com a revisão em casa das anotações que fiz, faço diversas ponderações objetivas e subjetivas e apresento meu veredito ao patrão... Tudo isso pra dizer que essas escolhas, de melhores nas partidas, assim como qualquer escolha de palavra que fazemos, tudo é levado muito a sério – e assim tem que ser. Mais um motivo para a gente se posicionar, portanto, contra a falta de maturidade dos internautas para craque do jogo na Globo. Quem está comigo, ou contra, pode me procurar pelos corredores para conversarmos mais sobre o assunto — e também para contestar alguma escolha minha. Os textos são feitos principalmente para os atletas, e é sempre bom saber o que vocês pensam sobre esses textos. Ah sim, nunca custa lembrar: as escolhas são de UMA percepção da partida. Se dois repórteres vissem o mesmo jogo, os três MVPs escolhidos, neste caso, pelos dois cronistas, poderiam variar. Aliás, o mesmo repórter, vendo o mesmo jogo duas vezes, também possivelmente escolheria dois trios distintos. Poucas escolhas são óbvias e unânimes. E a responsabilidade de quem escolhe, seja o maior campeonato do Brasil ou um torneio amador bastante amado, é sempre grande!
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