Diferente do Chuteira 100|Aço, tanto Real Migué quanto Sexta-Feira mostram no Grupo B da 15ª edição da Série Aço que mudaram suas posturas em relação à edição especial da divisão realizada no semestre passado. Nem tanto o RM, que ainda conseguiu avançar aos playoffs – mas isso não se traduziu em respeito necessário (aos olhos dos demais times) a uma equipe que vem se fortificando dentro da Liga Chuteira de Ouro F7. Já o Sexta, sim, deixou a desejar ao ficar de fora da fase final, quando era apontado como um dos principais favoritos a levantar o troféu. Amanhã, os times se encontram com os mesmos 10 pontos, na mesma segunda posição do Grupo B, mesmos 17 gols a favor (o que os diferencia é o saldo de tentos), e na vontade de, em caso de uma vitória para algum lado, continuar a perseguição ao líder Fúria.
A volta da classificação direta à próxima Série Bronze vencendo o grupo motiva ainda mais as duas agremiações. Porém, mais do que isso, buscam as afirmações desejadas pelos seus principais expoentes. A real miguezada sempre foi competitiva, mas era tachada como uma equipe de uma jogada de ataque apenas: o "Gutobol", arremesso (lateral ou escanteio) feito por Guto ao encontro das cabeças de Biel ou Alê. Reforçou-se nesta temporada e os frutos estão sendo colhidos agora. Com os sextas-feiras, a decepção do semestre passado dá lugar à confiança necessária para as recuperações individuais de Gui (líder entre os MVPs da fase de classificação ao lado de K10, do Danonight), Marcelo Facchini, Ronny, Renan Rocha, entre outros, potencializando o coletivo. Até o retorno de Saraiva aconteceu.
O duelo vale a continuidade da caçada ao Fúria, líder do Grupo B com 12 pontos. Real Migué e Sexta-Feira se encontraram apenas uma vez na história chuteirense. Curiosamente, há quase 2 anos. No dia 21 de maio de 2019, a manchete "
Do Oiapoque Ao Chuí Faz Um 21 Que É Daqui" abria a notícia do jogo disputado três dias antes à data da publicação. Seria ininteligível se não fosse acompanhada pela linha-fina: "
Sexta-Feira só precisou ligar para Marcelo derrotar 'sozinho' o Real Migué" (
leia aqui). O Marcelo supracitado pelo repórter Alexandre César de Mello é o mesmo Marcelo Facchini que aceitou responder a três perguntas do jornalismo do Chuteira de Ouro. Pelo lado do RM, Guto assumiu a responsabilidade de ser a voz do time ao encarar as mesmas três questões. Confira o esquenta para o duelão de amanhã:
Qual foi, os quais foram, o(s) motivo(s) que levaram Real Migué e Sexta-Feira a terem uma campanha tão distinta do Chuteira 100|Aço neste semestre? Sente que a motivação é diferente?
Guto (Real Migué) – A grande diferença de um ano para o outro está no elenco. Tínhamos 16 jogadores inscritos, mas por conta de lesão, ou até mesmo falta de comprometimento, acabávamos indo para os jogos com 8, 9, no máximo, 10 jogadores. Para essa temporada corremos atrás de reforços que estivessem a fim de se comprometer com o time e assim conseguimos inscrever 22 jogadores e ter uma média de 14 deles disponíveis por partida, o que faz toda a diferença com jogos tão fisicamente desgastantes. Em relação à motivação, acho que os resultados, junto com o tempo de quadra que todo o elenco está tendo, ajuda bastante a manter o time competitivo e em alto nível. Na Aço sabemos que não tem mais jogo fácil, todo jogo sempre vai ter alguma coisa diferente que acaba deixando o duelo mais complicado. Sabemos que existem times velhos de casa, experientes, assim como times com uma molecada que vêm voando. Mas, como já disse, nosso elenco está grande e com uma variedade de jogadores que nos dá opções para todo tipo de confronto. Por conta dessa renovação de elenco, e por ser uma divisão nova, nós entramos na competição com o objetivo de fazer um bom campeonato, buscar a classificação e jogar o mata-mata da melhor forma possível. O entrosamento da equipe foi muito rápido, mas estamos mantendo os pés no chão, pois sabemos que ainda faltam 3 jogos muito duros.
Marcelo Facchini (Sexta-Feira) – O principal motivo desta campanha estar bem diferente do ano passado foi a volta do time titular. No Chuteira 100|Aço jogamos com o nosso “terceiro time”. Não é a dificuldade que nos assusta, pois sempre jogamos contra times da Série Ouro em outros torneios, como na Copa Apertura e a Red&Blue.
Você acha que o Real Migué/Sexta-Feira está na divisão certa, ou pensa que séries acima seria o mínimo? Por quê? E como enxerga o falatório da imprensa do Chuteira de Ouro apontando os três primeiros colocados do outro grupo como os maiores candidatos ao título?
Guto (Real Migué) – Entramos nesse campeonato com a mentalidade de que essa seria uma divisão muito dura, com jogos muito difíceis e que, pelo que estávamos apresentando nas outras temporadas, essa já seria a nossa divisão limite para o nosso futebol. Mas com os novos reforços, o time comprometido do jeito que está, com certeza podemos começar a sonhar um pouco mais alto. Sobre ser candidato ao título, acho que no início sempre os times com mais camisa e entrosamento acabam sendo apontados como favoritos. Logo, os três primeiros do outro grupo, assim como o Fúria, já estão um passo à frente. Mas, como eu disse, o Migué veio para esse campeonato com a intenção de melhorar o entrosamento, fazer boas partidas e pensar cada jogo como se fosse uma final para assim chegar o mais longe possível. O título era algo distante de se pensar no início, mas, se continuarmos jogando da forma como estamos, evoluindo como estamos a cada partida, nada é impossível.
Marcelo Facchini (Sexta-Feira) – O Sexta devia estar na Série Ouro! Já jogamos diversas vezes com times da divisão e ganhamos, como Wake ‘n’ Bake, TeJanto, Condor’s
(inativo atualmente), entre outros! Quanto ao falatório da imprensa, não concordo que
(os três primeiros do Grupo A) são favoritos ao título, mas como fomos mal no Chuteira 100|Aço, temos que ser humildes e jogar bola!
Amanhã, é confronto direto na luta pelo acesso direto à Bronze via grupo. No único confronto oficial dentro da Liga Chuteira de Ouro F7, vitória do Sexta-Feira na V Copa Estrelato. Como vocês preveem o reencontro, recheado de expectativas, e que valerá – no mínimo – a vice-liderança ao ganhador?
Guto (Real Migué) – Sabemos da força do nosso adversário. Conhecemos alguns dos jogadores deles e já vimos também alguns de seus jogos. Acho que não tem uma “arma” específica para jogar contra o Sexta-Feira, acho que o nosso time precisa continuar fazendo o que vem fazendo, que é manter a intensidade e o foco durante toda a partida. Se dá para alcançar o Fúria? Matematicamente, sim, mas como já disse outras vezes, esse nosso grupo tem muito time forte. Nós ainda vamos enfrentar três times que estão juntos com a gente nas quatro primeiras posições do grupo
(depois do Sexta-Feira restará Fúria e Maestria). Assim como nós, nesta rodada, o Fúria enfrenta outra potência do grupo que é o Maestria, que desde o ano passado já vem mostrando um ótimo futebol. Então, agora é pensar no Sexta-Feira, fazer um bom jogo e tentar sair com mais 3 pontos para tentar essa vaga direta na semifinal e na próxima Série Bronze!
Marcelo Facchini (Sexta-Feira) – Esperamos a vitória no confronto direto, com garra, pegada e intensidade! E acho que conseguimos chegar no Fúria, pois temos o confronto direto com eles, e só dependemos de nós mesmos para chegar em primeiro!
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