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Após 3 rodadas, algumas coisas já podem ser ditas, mas outras ainda é bom guardar para si

As primeiras rodadas da Ouro evidenciaram alguns aspectos interessantes para os fãs do Chuteira. Nesta breve análise, vamos falar de três deles:
 
1 - O ressurgimento do Mulekes

O Mulekes nunca morreu, mas deu uma boa cochilada nas últimas edições. A pecha de time sem sangue na veia motivou uma renovação nas cercanias rubro negras. Alguns jogadores de história deixaram a equipe, enquanto outros, como Thiaguinho, chegaram.
 
As mudanças surtiram efeito e o time conquistou três vitórias em três jogos – a última delas um convincente 4 x 0 em cima dos atuais vice-campeões Vingadores. Arouca Jrs. e MachuPichu não tiveram sorte melhor.
 
Mais do que uma boa fase, o momento do Mulekes é um resgate da equipe que venceu por três vezes a taça principal do Chuteira. Muitos jogadores do elenco atual vivenciaram esses momentos, e quase todos parecem estar voltando à boa fase.
 

Em um time onde o coletivo quase sempre se sobrepõe ao individual, a coluna vertebral formada por Vitinho Laruccia, VB, Victor Cruz e Pedrinho se destaca. Está para surgir meiuca e defesa mais entrosada que esta, e que faça uma saída de bola com tanta qualidade sem nunca descansar da marcação. Papai Guardiola teria orgulho do futebol total da mulekada. Isso para não falar do talento de Gian, talvez o melhor jogador do Chuteira atualmente. Como cresceu o futebol dele do ano passado para este.
 
Os resultados já se refletem na tabela do Grupo B, ainda que o time esteja atrás do Roleta Russa Olímpico – uma das sensações do torneio até aqui – pelo saldo de gols. Minha aposta é que a situação mude até o fim da primeira fase.
 
2 – A oscilação do Nois Que Soma
 
Alguns analistas mais veteranos afirmam categoricamente: o Nois Que Soma está em decadência e não leva a taça pela terceira vez seguida. Na minha opinião, ainda é cedo para desacreditar do bicampeão com tanta certeza.
 
É evidente que o NQS está enfraquecido com os desfalques de Tuco e Luiz Fernando, que ainda se recupera de lesão e presente aos jogos apenas como auxiliar técnico. Felipinho e Beleti também não aparecem, volta e meia. Esse é o preço de ter um time tão gabaritado, com jogadores requisitados em outros torneios. Mas os que entram no lugar precisam jogar à altura do atual campeão, inclusive Murilo, de volta ao time.

 
Na derrota contra o TáLigado, a irritação entre os jogadores do Nois Que Soma foi palpável. Sem três de suas quatro principais joias, o time foi presa fácil como há muito não se via. Os resultados nas duas primeiras rodadas também não chegaram a animar.
 
Será o fim da hegemonia? Vale lembrar que o Grupo A é bem mais complicado que o B, e que atualmente o NQS é apenas o sexto. Até aqui, o time levou mais gols do que fez (sete contra seis). Na última rodada Bollito teve que antecipar a volta às quadras por conta da falta de suplentes. O Nois Que Soma precisa ficar esperto se quiser manter intacta a história mais impecável do Chuteira até hoje.
 
3 – O campeonato está aberto como nunca (sorte do Zenite e do Forão)
 
Roleta Russa Olímpico e Zenite despontam como únicos times 100% depois de três rodadas, o que não deixa de ser um pouquinho surpreendente. Eu ainda não acompanhei nenhum jogo dos russos até neste momento, portanto “não posso opinar”, no maior estilo Glória Pires. Ainda assim existe uma sensação de déjà vu, já que o mesmo Roleta teve início arrasador na primeira fase da edição passada, murchando a partir do quinto jogo.
 
Já o Zenite vem de uma vitória por nada menos que 9 x 2 contra o Absolutos. Para Lucas Otsuka, a boa fase da equipe não deveria ser motivo para surpresa, já que os zicas são presença habitual na Ouro há muito tempo. No semestre passado, contudo, eles brigaram para não cair até o último segundo.
 
O Zenite está longe de ser um aventureiro na Ouro, mas também não pode ser chamado de potência. Ao lado do Fora de Série e (em menor nível) do TáLigado, a equipe forma uma trinca celeste de equipes médias, mas encardidas, que ainda precisam dar alguns passos antes de entrarem de vez na história do Chuteira. Passos como um título, por exemplo. Será que o time de Dutra, Rampazo e Fábio Henrique tem elenco para tal?
 
No Fora de Série a história é outra. O time nunca entrou tão forte em um Chuteira de Ouro. Além de Masson e Jhoni (dois caras capazes de desequilibrar), a equipe vê um bom momento do jovem Juliano, revelação da edição anterior e artilheiro da atual ao lado do próprio Jhoni e de Brunão, do TáLigado. Sem contar Chico e a defesa ajeitada da equipe.


Não é exagero colocar o Fora de Série na lista dos três favoritos ao título (ao lado de NQS e Mulekes), mas o time tem uma fama de cavalo paraguaio que desencoraja esse tipo de previsão...
 
Curtas considerações sobre outras equipes:

·         O Bode não está disposto a fazer figuração e pode surpreender algum time mais incauto
 
·         O futebol do Vingadores está decaindo muito frente ao que valeu o vice-campeonato ao time
 
·         A ‘Neguebadependência’ está longe de terminar no Peneira
 
·         Arouca e Arouca Jrs., alguém sabe por onde andam?
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