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É possível dizer que NQS, Arouca Jrs., Rio-Sampa, Corleone, Elite e Elefantes Indomáveis vivem má fase? Tentamos explicar os atuais maus (?!) momentos desses times e damos uma nota a elas

Má fase é igual chiclete. Gruda e pra tirar do cabelo dá um trabalho danado. Dizem que é quase sempre uma questão psicológica, em que quanto mais se pensa nela, mais foco e peso voltados para o erro, para o que não dá certo, mais pressão se coloca em si, mais cobrança e aí... só piora! O ideal seria não pensar nela (como se fosse possível), jogar tranquilamente (rá-rá-rá), que as coisas acontecem naturalmente. É isso, mas não são isso.
 
Após 4 rodadas da temporada 2017, alguns times se mostram muito abaixo do esperado e outros engatilham uma má fase descomunal e sem perspectivas de melhora. Para onde se olhe, só se vê o breu. Vamos falar a respeito de alguns times ponto a ponto para entender seus atuais momentos, dando uma nota para o nível da má fase. Nem todos estão em má má má fase, é bom já frisar antes que falem que estamos criando pelo em ovo.
 
Bicampeão em baixa


Golpe baixo no campeão: Arouca e Zenite arrancam empates improváveis no final
 
Pode parecer piada dizer que um time está em má fase ou em decadência por perder 1 jogo e empatar outros dois, mas há algo de diferente no ano do Nois Que Soma após o bicampeonato em 2016. Mais visado, o time é aquele a ser batido, e todos entram com muito mais vontade para enfrentar os atuais campeões.
 
Entretanto, já se foram 4 de um total de 9 partidas da 1ª fase e duas coisas inéditas indicam que algo não anda tão bem assim:
 
1) Pela primeira vez, o Nois Que Soma está fora do G-6, ou seja, estaria fora do mata-mata se a 1ª fase acabasse hoje
 
2) Nunca antes o time ficou 3 partidas consecutivas sem vencer
 
Desde a estreia, em março, com um sofrido 1 x 0 ante o SPQSF, com gol aos 25 minutos do segundo tempo, o NQS não vence. Na semana anterior à estreia, na final da I Copa Hua dos Campeões, foi campeão na disputa de shoot out ante o Wake ‘n’ Bake, após empate em 1 x 1.  Assim, em 5 partidas no ano, foram 1 vitória (SPQSF), 3 empates (Wake, Arouca e Zenite) e 1 derrota (TáLigado).
 
Aos que querem crer que o time não é mais o mesmo, é bom lembrar as campanhas de quando Bollito e cia. chegaram ao título: no primeiro semestre de 2016, campanha de 5v e 3d; no segundo, 5v, 3e e 1d. Ou seja, o NQS ainda está dentro da sua margem histórica na Série Ouro. A contar os adversários que ainda faltam a enfrentar (Fora de Série, Divino, Bode, Absolutos e Camaro), é de se supor que fiquem próximos às campanhas passadas. Resumindo: o NQS faz o necessário para passar de fase e aí sim cresce quando precisa. Tirando as 3 partidas seguidas em que a vitória não veio, o resto está dentro do script.

NOTA da má fase: 5 (cinco)
 
- Volta, Nelsinho, volta!


Alguém ajuda a levantar o Arouca Jrs.? Sem Nelsinho, como será a vida dos tricolores nessa metade final de campeonato?

Fugindo do script está a campanha do Arouca Jrs., hoje dentro do Z-2 com apenas 1 vitória (mais 3 derrotas). A equipe de Nelsinho é famosa por boas campanhas na 1ª fase, caindo sempre prematuramente nos playoffs. Na atual edição, no Grupo B, porém, só não está pior que o Real Paulista Classic, que nem pontuou ainda.
 
A favor dos juniores, o fato de já ter enfrentado (e perdido) Mulekes e Peneira. Na 4ª rodada, contra o Real Madruga, acendeu o sinal de alerta. Foram 3 derrotas em 3 jogos após a vitória na estreia ante o Ras Time. Encara o Morada Choque no feriado. Como virá a equipe para essa partida? Uma quarta derrota e a briga passa mesmo a ser apenas sobrevivência na divisão...
 
O atual momento português remete a outro, há 3 anos, na 18ª edição da Ouro, quando o Arouca Jrs. só não foi rebaixado porque teve melhor saldo de gols que o Real Madruga. Na ocasião, ambos terminaram com 7 pontos e empataram o confronto direto – no saldo, -6 ante -15 do Madruga. A campanha foi de apenas uma vitória com 4 empates e 4 derrotas. Nas últimas 4 edições, o Arouca Jrs. não deixou de ganhar ao menos 4 jogos, tendo vencido 6 em 8 partidas na 21ª edição, quando acabou a 1ª fase na liderança.
 
A perda de Vitinho (de mudança definitiva para o Villa Verde) deve ser muito sentida, mas não explica a queda de rendimento, que parece residir mesmo na ausência de seu craque, Nelsinho, machucado. A perspectiva de volta não é das melhores - segundo ele, só em junho - o que coloca o Arouca Jrs. jogando toda a 1ª fase sem seu camisa 10. Notícia ruim para as bandas tricolores, pois, quando ele joga, o time é outro - mais dinâmico, criativo, agressivo. O time vai ter de rebolar para permanecer dourado para o segundo semestre. Porém, mais duas vitórias provavelmente livram o time da queda.

NOTA da má fase: 7 (sete)
 
- Mais derrotas e menos empates!


Com 12 empates no currículo, ao Rio-Sampa seria melhor 8 derrotas e 4 vitórias
 
Os cariocas do Rio-Sampao estacionaram na Série Bronze, mas trazem uma curiosidade que poucos devem ter se atentado – o time é osso duro de roer e de ser batido! O time nem completou ainda dois anos de liga e coleciona dois acessos seguidos. A pedra no sapato da equipe foi o Wake ‘n’ Bake, algoz das quartas de final do IV Chuteira 5 e da semifinal do VII Chuteira de Aço. O Wake, hoje, é prateado, mas a turma do Kahe tem um ótimo histórico – quase não perde na 1ª fase.
 
O leitor mais atento lembrará que o Rio-Sampa foi eliminado nas oitavas de final da 13ª edição da Bronze pelo Mulekinhos após 1ª fase sem derrota. Na Aço e no Chuteira 5, sofreu apenas uma derrota na fase de classificação em cada competição. Ou seja, o Rio-Sampa perdeu apenas 2 vezes quando se fala em 1ª fase, ou seja, são 27 jogos feitos e apenas 2 derrotas. Na atual edição, já se foram 4 jogos – 2 vitórias e 2 empates (É Verdadeee e Fúria F. Moleque). Eis aqui o problema: O TIME EMPATA DEMAIS! E empate, mais que um ponto somado, são dois perdidos!
 
Na campanha invicta da 1ª fase da Bronze passada, foram nada menos que 5 empates (mais 3 vitórias)! Na Aço, 2 empates com mais 3 vitórias no Chuteira 5!  Somando tudo, a campanha do Rio-Sampa é essa (apenas 1ª fase): 13 vitórias, 12 empates e 2 derrotas! Em porcentagem, 48% de vitórias, 44,4% de empates e 7,4% de derrotas! Precisa dizer algo mais? Um time que empate quase 50% de seus jogos não vai muito longe mesmo. É aquela coisa: não perde mas não ganha. E vencer significa 3 pontos... Irá o Rio-Sampa repetir a sina de não perder, mas ao mesmo tempo não chegar lá?
 
NOTA da má fase: 6 (seis)
 
- Descendo a ladeira!
 
Refomulação que não acaba - quando o elenco mafioso começará a colher frutos?

Corleone e Elite, dois times que mudaram completamente sua cara no último ano. Daí o jejum de viótias abarcar duas temporadas. Ambas caíram da Bronze para a Aço com a reformulação. O Corleone viu mais de um time formar o TeJanto, até agora com grande sucesso, e abandonar o barco. Sobrou a reformulação para Lukinhas e Johnny, que seguem tentando mas as coisas não vingam em termos de resultado. A última vitória foi na 12ª edição da Bronze, ainda com a galera do jantar. Depois disso, uma Bronze de 0v-1e-7d e rebaixamento. Agora, 4 jogos e 4 derrotas na Aço, totalizando 14 partidas sem vitória.
 
O Elite fez o mesmo trajeto, mas já vai para sua segunda Série Aço. No XII Chuteira de Bronze, 7 derrotas e um empate. Caiu. Na 8ª edição da Aço, 8 derrotas, 1 empate e um WO. Em 2017, já são 3 jogos e 3 goleadas. Total de 20 partidas sem vitória, reformulação que não acaba, futebol que não aparece...
 
 
Goleiro Diego é dos poucos da formação original elitista; novo elenco é experiente, mas tem cacife para mais no Chuteira?

NOTA da má fase: 9,5 (nove e meio) ao Corleone e 10 (dez) para Elite
 
- O fundo do poço é aqui!
 
No Elefantes, a má fase do time se juntou à má fase do extinto Os Mostarda - má fase em dose dupla?

Em se tratando de má fase, ninguém supera o Elefantes Indomáveis. Eis um caso raro de má sorte, persistência e amor à camisa. O leitor avesso a estatísticas não está ciente, mas a trupe indomável já tem o recorde no Chuteira de maior sequência sem vitória da história! São exatos 29 jogos consecutivos sem vencer e contando!
 
O buraco que não parece ter fim do Elefantes começou na rodada final de classificação do X Chuteira de Bronze (maio de 2015), quando goleou o Séloco por 5 x 1, mas acabou não indo para os playoffs. A partir dali, o time não venceu mais! Foram 29 jogos, com 6 empates e 23 derrotas! Nenhum time apanhou tanto e permaneceu de pé como os indomáveis.
 
Podemos explicar isso com a mudança de elenco constante, a não regularidade de jogadores importantes, a fragilidade tática do elenco, a maldita cachaça, o que quiserem, mas nada disso é capaz de abrigar uma explanação minimamente plausível para o time não vencer uma partida sequer em 20 disputadas em Série Aço! Talvez numerologia, astrologia, religião, qualquer coisa que fuja da lógica racional.
 
Em se tratando de Elefantes, o mistério dessa má fase ninguém consegue explicar.
 
NOTA da má fase: 11 (onze)
 
PS: O bom leitor já se perguntou: cadê o Real Paulista Classic nessa lista??? Acalme-se, teremos tempo para falar de Gará, Jean, Portuga, Cadu e cia... 
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