Após 5 rodadas e faltando 2 para o fim da fase de classificação, o TeJanto já deu mostras que é o time mais estável e confiável da competição. Com 12 pontos (4v e 1d), tem 3 pontos de vantagem para o segundo colocado, o All Games, conhecido como o rei do empate (3 até o momento). Na 6ª rodada, os grenás entram em quadra para garantir o acesso antecipado e a 1ª posição independente de qualquer resultado – mesmo que perca na rodada final para o All Games. Isso porque, com 4 vitórias, chegaria a 5 e nem a derrota no confronto direto estragaria os planos de Zé Blois e cia. – o total de vitórias vem antes do confronto direto como critério de desempate. Assim, o TeJanto tem tudo para chegar na rodada final com tudo resolvido – e se acaso venha a não vencer o Casa Mimosa, jogaria pelo empate ante o alvirrubro. A lembrar que, com apenas um grupo, os dois melhores da 1ª fase têm vaga garantida antecipadamente na Aço.
Os ex-mafiosos do Corleone mostraram que a acachapante goleada sofrida na final da I Copa OléIChuteira, em julho passado (8 x 1), não abateu o moral do grupo. Tem o melhor ataque (29 gols, quase 6 por jogo), além do artilheiro e MVP até o momento da competição (Bocão, 11 gols e 14 estrelas). Ao lado do Carrossel Verdi, são os únicos que não empataram ainda. Os alto número de placares iguais (5 partidas terminaram empatadas de um total de 20 até agora disputadas) talvez explique um pouco do equilíbrio na tabela – afinal, do 2º colocado ao lanterna, são apenas 5 pontos de diferença. Isso quer dizer que mesmo o lanterna ainda pode ser ainda vice-líder, faltando duas rodadas.
Bocão é destaque pleno, com time liderando torneio e ele as estatísticas de artilharia e MVP
Como são 6 times a se classificar entre 8 pleiteantes, todos têm chances, inclusive o lanterna Surf & Samba. A equipe de Tuzinho e Natan começou bem, derrotando o Magnatas, mas acabou sofrendo posteriormente e saiu goleado em três oportunidades (0 x 10 Guaxupé, 1 x 7 Carrossel Verdi e 2 x 9 TeJanto). Não é à toa que os surfistas de azul têm o pior saldo entre todas as equipes, com incríveis 32 gols sofridos! Isso dá uma média de mais de 6 gols por partida! Para efeito de comparação, o ataque mais poderoso não marcou tantos gols quanto o S&S sofreu!
Boa parte dessa indefinição toda se deve a campanhas decepcionantes de duas equipes das quais se esperava muito mais para a temporada – Casa Mimosa e Guaxupé. Cada uma delas venceu apenas uma partida em 5 disputadas, o que é frustrante para quem apostou neles no início da competição. 2 derrotas, 2 empates e apenas 1 vitória, ambos somam 5 pontos (empataram entre si) e os mineiros fecham o G-6 pelo saldo de gols. O Mimosa amarga mais uma rodada fora da zona de classificação.
O Guaxupé é caso conhecido desde quando começou na Liga Olé, antes de chegar ao Chuteira. Time de excelente nível técnico, com jogadores experientes e rodados, mas que não conseguem estar presentes em todo o jogo. Na I Copa OlélChuteira, foi assim e o time sobrou em quadra (teve até um dos MVPs da competição, Bilu). Completo, só caiu na semifinal, no gol de ouro, para o campeão Catado. Depois disso, não se tem notícia de jogo que o Guaxu jogou completo. Na atual edição do Chuteira 5, o máximo que conseguiu foi juntar 9 jogadores para uma partida. A aposta do time é, claro, na classificação e crescimento de rendimento e comprometimento para a fase eliminatória. Certo é que os adversários das duas rodadas não vão ceder facilmente. Taurus e Carrossel Verdi, hoje no G-6, estarão a ponto de bala para garantir sua presença no dia 19.
China está em todos os jogos, mas e os demais?; faltam gols para os mineiros,
que podem decidir vaga com o Carrossel Verdi na rodada final
Em termos de números, uma olhada nos do semestre passada ajudam a entender as dificuldades que o Guaxupé enfrenta. Até a 5ª rodada da I OlélChuteira, o Guaxupé tinha feito 39 gols e sofrido apenas 12. A média por jogo era de quase 8 gols marcados e não chegava a 2,5 sofridos. Agora vejamos o momento atual: são 14 gols sofridos, quase 3 por partida, ou seja, basicamente a mesma eficiência defensiva. Entretanto, e aqui a coisa é de causar espanto, os gols marcados foram apenas 21! Isso mesmo, 18 gols evaporaram e viraram 21 no Chuteira 5! Quase a metade! De quase 8 gols por jogo para 4!
Isso contando que o time trouxe Luquinhas, uma das revelações da competição e o destaque do alviverde. Ele já marcou 6 gols e é o artilheiro do time. No semestre passado, quem mais marcou foi Koga (10 gols), atualmente com apenas 3. China, que contribuíra com 8 na edição passada, soma 4. Assim, fica nítida a diferença e a pergunta: quem vai fazer os gols que o time tanto precisa para vencer os dois jogos que faltam e assim se classificar?
O Casa Mimosa é outro que deixou boa impressão na OlélChuteira passada, só sendo eliminado nas quarta de final, nos pênaltis, pelo All Games. Fez a segunda melhor campanha geral da 1ª fase e garantiu o acesso antecipado (6v e 1e), ficando nada menos que 4 pontos à frente do rival Guaxupé (19 pontos ante 15). Se você contar que decisão por pênaltis significa que o jogo acabou empatado, o Casa Mimosa foi eliminado sem saber o que é derrota (7v e 2e). Assim, quando estreou no VI Chuteira 5, contra o Taurus, foi o duelo do time que não havia perdido uma partida sequer oficial pelo Chuteira contra outra que nunca havia ganhado uma partida! O Casa Mimosa perdeu e entrou para a história – sua própria, descobrindo o que era perder, e também do Taurus, por ser a vítima da primeira vitória após duas temporadas de fracassos.
Pois é, o que acontece com esse Casa Mimosa? Na falta de eficiência da defesa pode estar a resposta
O time é basicamente o mesmo, mas os números, muito distintos. Em oposição ao Guaxupé, ressalta aos olhos de qualquer analista a perda de eficiência defensiva da equipe. Comparando com o semestre passado, após 5 rodadas na I OléIChuteira, o Mimosa tinha 27 gols marcados (5,4 por jogo) e apenas 12 sofridos (2,4). Olhando o atual momento, esses números só pioraram – marcou 6 gols a menos e sofreu 9 a mais! Tem saldo de gols zero, já que marcou e sofreu os mesmos 21 gols (média de 4,2 por jogo). O ataque caiu quase 25%, enquanto a defesa piorou 75%! Como melhorar a defesa, eis o foco que o técnico Treze deve ter em mente nas rodadas finais.
A briga pelas 6 posições será intensa e só decidida mesmo na última rodada, dia 5 de novembro. Isso porque teremos confrontos dos times no meio da tabela e qualquer resultado pode inverter tudo. O Magnatas (7 pontos) encara o Carrossel Verdi, com 6. Pode ir a 10 pontos e praticamente garantir classificação, mas pode também ficar nos mesmos 7 pontos e sair do G-6, encarando aí o Taurus na rodada final precisando vencer e podendo valer a vaga no confronto direto!
O Carrossel Verdi bobeou na última rodada, quando começou o jogo ante o Taurus com um a menos. A derrota renasceu o adversário e embolou tudo, obrigando os verdis a ganhar de Magnatas e Guaxupé na 7ª rodada para cravar classificação sem depender de resultados. Se perder dos ricos, joga contra os mineiros em duelo que pode também ser confronto direto por uma vaga.
Surfistas começaram bem e depois tomaram 3 goleadas; mesmo assim, estão na briga pelo G-6
É certo que nada será definido neste sábado. Se o Surf & Samba perder e Mimosa e Guaxupé ganhar, os sambistas estarão eliminados. Qualquer outro resultado diferente disso mantém viva as esperanças azuis. Vitória garante o TeJanto na Série Aço. Se vencer, 100% líder será. O All Games, de Drey, precisa ganhar do lanterna e torcer contra Magnatas e Taurus. Se estes não venceram, o alvirrubro será da Aço já neste sábado. Se ganharem, precisará de um empate ante o líder TeJanto na rodada final para não depender de ninguém. É tudo tão imprevisível que é melhor esperarmos os resultados. Tem sempre alguém aprontando e mudando os rumos da história. Resta ver quem será desta vez.
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