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Condor’s se impõe, não toma conhecimento do Invictus e fatura o principal título do Festival Bola na Rede

 
A decisão da Divisão Ouro do Festival Bola Na Rede tinha um favorito, e ele se fez presente. Não dando chances ao azar, e nem à boa equipe do Invictus – cada vez mais ganhando corpo rumo ao título do XVIII Chuteira de Prata –, o time comandado por Roberto Solcia não sofreu perigo durante os 50 minutos e saiu triunfante por 5 x 1, conquistando seu quarto título seguido no Chuteira. Com destaques para Viola e Zé Henrique, a turma de vinho se credencia a fazer um bom segundo semestre, quando disputa a Série Ouro após muito tempo.
 
E os primeiros instantes já mostravam a árdua tarefa que o Invictus teria. Além da troca de passes de qualidade, o banco de reservas do Condor’s era recheado de jogadores de categoria. Para se ter uma noção, Jhonny e Zé Henrique começaram entre os suplentes. E, do banco de reservas, viram o placar ser aberto perto do minuto 3. Gui Faria segurou a redonda ainda no meio da quadra pelo lado direito, mesmo sendo incomodado. Segurou, segurou, até rolar atrás para Viola, que saiu da quadra defensiva para desbravar o mundo invictense. O camisa 22 passou por entre dois marcadores e abriu na esquerda para Gio. Aí foi só chutar cruzado à meia-altura e sair à comemoração. 1 x 0! Festa do Condor’s e da família Castro, presente na arquibancada e comemorando muito o tento do jaqueta 4.
 



A tônica da final já estava escancarada. Seria provavelmente um jogo de ataque contra defesa. Não porque o Invictus poderia ser covarde, muito pelo contrário: o Condor’s estava completo e com sede. Mesmo assim, os invictenses não queriam jogar uma toalha que, antes da decisão, já estava jogada por torcedores e pela mídia – afinal, o favoritismo era vinho. Após lançamento da quadra defensiva, Digão aliviou parcialmente, e Paulão veio de trás para o rebote. A bomba do camisa 8 passou por cima triscando a trave. Em seguida, jogada de contra-ataque. Raphinha avançou pelo meio e mandou rasteirinho. Marcão se esticou no canto esquerdo e jogou a escanteio. O mesmo Raphinha mandaria por cima boa tentativa pelo lado direito, após receber no pivô de Gabi.
 
O Invictus mostrara que poderia surpreender. Todavia, quando Solcia trocou o quadro do Condor’s pela primeira vez, foi possível ver a diferença nos elencos. Em cobrança de falta, Pagé mandou na barreira e o rebote ficou com Zé Henrique. O 10 vinho chutou rasteiro para dentro da área e lá estava Amaral embaixo da trave, mas o ex-mulekinhos não alcançou e a criança foi para fora. A resposta chegou também em cobrança de falta na entrada da área. A bola rolada à esquerda encontrou a chegada de Vitinho, que logo soltou o canudo, mas a bola saiu com muito perigo.
 



Restavam 5 minutos para o término da primeira etapa, mas ao término dela, poderia se dizer que o jogo já estava definido. Saída errada do sistema defensivo do Invictus, Zé Henrique agradeceu, dominou na entrada da área e fuzilou rasteiro, sem chances a André. 2 x 0! Donato poderia ter diminuído, mas seu chute da intermediária foi defendido no centro da meta por Marcão. Logo em seguida, aos 25, nova saída errada dos invictenses, com Viola roubando e mandando colocado no ângulo direito. André nem se mexeu! 3 x 0! Um golaço para coroar um primeiro tempo quase perfeito do 22 vinho.
 
No intervalo, o técnico Leandro Dias tentou colocar ordem na vida do Invictus. Conversou com os jogadores e os orientou a se posicionarem melhor. E adotou uma estratégia inicial ousada: os invictenses partiram para cima. Na base da raça o Invictus atacou e, após um bate-rebate que não parecia acabar nunca, Orellana perdeu na cara do crime, mas Paulão, não: o jaqueta 8 empurrou às redes para diminuir e, quem sabe, dar esperanças à fanática torcida do time. 1 x 3!
 



E a vida do Condor’s poderia se complicar minutos depois. Boa troca de passes do Invictus, até Felipe ser acionado pelo flanco direito. O camisa 35 cruzou à área, mas Orellana não chegou a tempo e a bola saiu. Quase os invictenses colocam mais lenha na fogueira. Acuados, os jogadores de vinho precisavam dar uma resposta aos seus torcedores. E logo corresponderam, trazendo o controle da partida de volta aos seus seios. Após boa troca de passes, o desaparecido Bahia (este mais preocupado em bater papo com os árbitros do que jogar futebol) recebeu e rolou atrás à chegada de Dri Ferreira. A tentativa do jaqueta 5 foi desviada na zaga e a bola saiu com veneno. Logo depois, em contra-ataque, Zé Henrique achou Bahia na esquerda. O artilheiro emendou mas André salvou o Invictus novamente.

Porém, o bom arqueiro não salvaria os invictenses aos 10. Amaral recebeu pelo lado direito e efetuou linda finta em cima de Mazzer, avançando e mandando o foguete para o fundo da rede. 4 x 1! O caixão do Invictus acabara de ser fechado, mesmo com o time ainda lutando bastante. Por exemplo, na cobrança de escanteio que chegou até Orellana, este liberto na entrada da área. Porém, se houvesse a narração de Silvio Luiz para a tentativa de chute do 25, com certeza o mestre da narração diria “Baaaaandeiraaantessss”.
 

O jogo ganhou em emoção entre o 4º e o 5º tento do Condor’s, este em um intervalo de 14 minutos, graças à presença de Paulão na meta invictense. Jogando com goleiro-linha, aumentava a chance de a equipe de Léo Chamma e França pelo menos sair com um placar menos elástico. Só que os contra-ataques passaram a ser a arma que o Condor’s tanto queria. Em um deles, já aos 25 da etapa final, Gui recebeu na entrada da área e acertou o ângulo esquerdo do improvisado Paulão! 5 x 1! 
 
No atual vocabulário futebolístico, com certeza o repórter do Chuteira de Ouro Antonio Lemos escreveria que a vaca já estava deitada há tempo. Mesmo assim, o Condor’s estava querendo marcar, e quase o fez novamente com Gio. Após roubada de bola do sistema defensivo vinho, ele viu que a meta invictense estava vazia e mandou de antes do meio da quadra. A bola saiu mas com muito perigo. Se entra, não se pode nem imaginar qual seria a reação do Carlão na arquibancada, extasiado com a jogada do filho.
 

Era a deixa para os árbitros encerrarem o embate e a festa do Condor’s começar. Digão comentou sobre mais essa conquista. “É a união desse time que faz a diferença. Já estamos jogando há algum tempo e estamos cada vez mais entrosados. Hoje foi um jogo muito complicado, apesar do placar. Mesmo assim, nos impomos para sairmos campeões”, declarou o jaqueta 88, que logo voltou à quadra para comemorar com seus companheiros o título da Divisão Ouro do Festival Bola na Rede!
 
Ficha técnica
 
Condor’s 5 x 1 Invictus – Final da Divisão Ouro do XI Festival Bola na Rede
 
Gols: Gio, Zé Henrique, Viola, Amaral e Gui (C); Paulão (I)
 
Cartão amarelo: Bahia (C) 

PREMIAÇÃO INDIVIDUAL

Artilheiro - Desco (Roleta Russa)


MVP - Paulão (Invictus)


MVG - Marcão (Condor´s)
 





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