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Entenda a importância de alguns jogadores para suas equipes e como elas se comportaram quando não contaram com seus principais nomes


Nenhum jogador ganha ou perde uma partida sozinho. É bem verdade que muitos são peças fundamentais para suas respectivas equipes. Mas o time que tem pretensão de chegar longe e, principalmente, conquistar o título, precisa se planejar e montar um elenco, para não ser dependente de um único jogador.
 
Na atual disputa da Série Ouro, algumas equipes já mostraram sentir a ausência de suas principais figuras. No caso do A.A.A., atual campeão da Série Prata e estreante na elite, os destaques do time estiveram presentes nos três compromissos até o momento. E, embora os Alcoólatras Anônimos tenham um elenco qualificado, duas peças são essenciais para o bom rendimento da equipe. Uma delas é Balãotelli, principal nome e responsável por 38 dos 87 gols marcados pelo A.A.A. na histórica campanha de 100% de aproveitamento que valeu o título e a classificação para o Chuteira de Ouro. Na competição em andamento, o artilheiro está aquém do seu histórico: deixou sua marca apenas três vezes em três partidas, média de um gol por jogo. Entretanto, cresceu o número de assistências do jogador, que prepara todo o jogo ofensivo do time e serve companheiros. A goleada para cima do Fora de Série explicita bem essa função primordial que o atacante vem fazendo.
 
Além de Balãotelli, outra figura merece atenção especial na equipe alcoólatra. Trata-se de Interior, jogador rápido e habilidoso, muitas vezes responsável pela criação de jogadas. Muitas vezes ele é o ponto de desafogo do time, com suas investidas pelas laterais em alta velocidade para arremate a gol ou cruzamentos, quando não criar jogadas com o camisa 10. A rigor, ele vem tendo mais destaque na Ouro que o próprio Balão, com quatro gols marcados.
 
No caso do Primatas, que volta à elite após dois anos, Marcelo Gama é a referência. Terceiro artilheiro da edição passada da Série Prata, com 22 gols, o camisa 19 símio marcou apenas uma vez na atual disputa da Série Ouro. O tento foi marcado na partida de estreia da macacada, diante do CAV, em duelo que também deixou evidente a falta que este jogador faz a seu time. Os rubros jogavam com inteligência e venciam por 3 x 2 até o início do segundo tempo, quando Marcelo Gama foi expulso. Depois, os caveiras cresceram e viraram para 4 x 3. Se ele estivesse em campo, o Primatas possivelmente teria conquistado seu primeiro triunfo na competição, o que ainda não aconteceu (são duas derrotas e um empate).
 
É verdade que o único ponto conquistado pelos símios até o momento foi justamente em partida na qual não puderam contar com a presença de Marcelo Gama, na 2ª rodada, no empate por 1 x 1 diante do Kansado. Na ocasião, os rubros fizeram um bom jogo e mereciam a vitória. Se ele estivesse presente certamente deixaria o(s) seu(s) e o resultado, mais uma vez, pudesse ser outro. Já na 3ª rodada, o Primatas esteve com o elenco completo, mas não foi páreo para o Real Paulista Classic de Cadu, outro personagem que merece destaque.
 
Embora o time merengue ainda oscile na competição, o camisa 7, que esteve presente nas três partidas, é o artilheiro da disputa, com 6 gols, tendo média de dois por jogo. De fato os números de Cadu chamam a atenção, pois ele marcou nos três embates do Real Paulista. Na estreia (derrota por 6 x 4 para o Vingadores) balançou as redes uma vez. Na 2ª rodada, anotou os três tentos no empate por 3 x 3 contra o Peneira. Na 3ª rodada (vitória por 5 x 2 contra o Primatas) foram mais dois gols. Um dado que comprova a “dependência”: na campanha de acesso à Ouro, a Prata passada, com exceção da final ante o A.A.A., o Real Classic perdeu apenas um jogo (para o Abusados), e Cadu não esteve presente.
 
Masson, do Fora de Série, é mais um que entra para esta lista. Na estreia da equipe (vitória por 5 x 1 sobre o Roleta Russa Olímpico) atuou por apenas sete minutos, tempo suficiente para participar de um gol e utilizar as mãos para evitar que o adversário marcasse. Ficou suspenso para a 2ª rodada, quando seu time foi goleado por 6 x 2 pelo A.A.A. Voltou a campo na 3ª rodada, teve boa participação, marcou o seu, mas não conseguiu impedir que o Fora saísse de campo derrotado por 2 x 1 pelo SNG.
 
Falando em Roleta Russa Olímpico, Kuminha é o principal personagem do time. Este talvez seja o maior exemplo de dependência de um jogador em uma equipe da elite. Os únicos 2 pontos conquistados pelo Roleta foram em partidas nas quais o talentoso camisa 10 esteve em campo – e, sem coincidência, ele saiu como MVP das partidas. Na estreia, os russos não contaram com sua presença, na já mencionada derrota por 5 x 1 para o Fora de Série. Na 2ª rodada, empate por 4 x 4 contra o Bengalas, com três gols de Kuminha. No último sábado, mais uma vez ele foi fundamental e, com duas assistências, ajudou sua equipe a reagir e buscar o empate por 3 x 3 contra o Arouca.
 
Já o Kansado vem sentindo a ausência do goleador Naka. O artilheiro da última edição da Série Ouro, com 17 gols, esteve presente apenas na rodada de abertura, na qual balançou as redes duas vezes na derrota da equipe chavosa por 5 x 3 para o Futsamba. Vitinho vem assumindo a responsabilidade de conduzir o time kansado ao ataque. Na última partida marcou dois gols, mas a equipe foi dominada pelo Inflação e acabou goleada. O único ponto conquistado foi na 2ª rodada, no empate por 1 x 1 contra o Primatas.
 
Para fechar a seleção, Zé, do Futsamba. Vice-artilheiro da edição passada do Chuteira de Ouro, com 16 gols, atrás apenas de Naka, o camisa 10 do Sambão esteve presente nas três partidas da equipe e passou em branco somente na primeira (vitória por 5 x 3 sobre o Kansado). Guardou um na derrota para o CAV (2 x 4) e anotou hat trick na vitória por 4 x 1 diante do Vingadores. Quase todas as jogadas de perigo a favor do time sambista passam pelos pés do oportunista Zé.
 
Por outro lado, na contramão de tudo o que foi dito anteriormente, estão CAV e Mulekes, equipes que têm o conjunto como ponto forte, que conseguem impor seu estilo de jogo, trocam passes com muita qualidade e envolvem os rivais. Não à toa despontam mais uma vez como grandes favoritos ao título. Os demais participantes precisam saber suprir a ausência de seus principais nomes, quando necessário, se quiserem derrubar a prevalência dos caveiras e da mulekada. 
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