Demorou 6 rodadas, mas os velhos artilheiros do Chuteira de Ouro estão na briga pela artilharia. Se tinha algum que até então não havia desencantado, a 6ª rodada parece que foi providencial para acabar com todas as zicas, mandingas, corpo fechado e velas na esquina para amarrar o pé dos maiores matadores da história chuteirense.
O primeiro da tarde a desencantar, assim como seu time, foi Lele. O maior artilheiro do Chuteira, com mais de 110 gols, tinha apenas um gol na competição, e um gol dado a ele por Goku, goleiro do Melville Power, de presente. Contra o remendado The Veras, Lele marcou 3 gols dos 4 de sua equipe na vitória por 4 a 1.
Ao mesmo tempo que Lele via a catinga sair de si, Memé, na outra quadra, comandava a goleada a la Tosco do SNG para cima da Giro SP. O também camisa 9 e 3º maior artilheiro da história do Chuteira anotou nada menos que 5 gols e saciou a fome de gols que vivia. Até a 5ª rodada, ele tinha apenas 2 gols na competição. Graças à Giro, soma 7 e entra na briga pela artilharia, cujo homem no topo é Ritolê e Van-Van, com 9 gols.
Aliás, já que falamos do topo da artilharia, Van-Van, o rápido atacante do Fiorella Brasil, foi outro que, se não podemos falar que desencantou, mostrou que seu apetite é grande e que está pronto para ser artilheiro do Chuteira. O camisa 11 sempre esteve entre os maiores goleadores dos torneios que disputou, e desta vez não é diferente. Na goleada para cima do Kadência, ele balançou as redes três vezes, o que, junto a seus 6 gols anteriores, o colocam lado a lado com Ritolê com 9 gols.
Mesmo com a goleada sofrida, o artilheiro do último Chuteira Paulinho também está vivo na briga. Ele fez dos 4 gols de honra na derrota para o Fiorella e chegou a 7. Para fechar a velha guarda dos gols do Chuteira está Felipe, do Melville Power, que voltou a pedir a música depois dos 3 gols no Acidus. Desta vez a vítima foi o Atlético Pagalanxe, e os gols vieram com juros – 4 dos 10 anotados por seu time. Com os 4, ele chega a 8 gols e mostra que o faro continua afinado quando o quesito é mandar a bola para a rede.
Quem já contava com a artilharia tendo uma cara nova, vai ter de repensar na hora de apostar. Claro que Ritolê, Thiago Branco, Demehur, Thiago Motta ou as revelações Ari Silva e Sérgio Barros, ambos do Fiorella e autores de 7 gols cada um, podem ser os artilheiros, mas é bom lembrar que experiência e história sempre contam na hora de decisão. E nada mais decisivo que as rodadas finais que precedem os mata-mata. Aí é que o bicho pega.
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