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VÁRIAS EQUIPES TRADICIONAIS CONTINUAM NO ZERO

O que há em comum entre MachuPichu, Joga 13, Equipe Bróder e Fora de Série? Além das quatro equipes estarem com zero pontos após duas rodadas, não há muito de similar.

De fato, é um tanto estranho ver Joga 13 sem pontuar após seis pontos disputados, mas a má fase já foi diagnosticada e a razão devidamente apontada pela equipe – a ausência de jogadores nas duas partidas. Resultado? Derrota para o forte Melville por 6 a 2 e derrota por goleada de 8 a 3 para a sensação Estudiantes. Com isso, um saldo de -9 pontos, o que só não é pior que o saldo da EB (-14), do Basicus (-10) e do Tosco (-11). Na próxima rodada, o 13 tem pela frente o líder Kadência, velho conhecido e que vem com um jogo de toque rápido de bola envolvente e fatal.

A bicampeã Equipe Bróder tem a pior campanha deste Chuteira. Foram dois jogos e duas goleadas sofridas. Mas o pior não é nem o resultado, mas a forma como elas aconteceram. Viu-se em campo uma equipe sem entrosamento, sem ritmo de jogo e sem nenhuma capacidade de reação, ou seja, o oposto do que se conhecia da EB até então. Foram placares acachapantes – 11 a 2, a maior goleada até agora deste VI Chuteira, diante do Muleke Piranha, e 6 a 1 contra o Melville Power.

Quem viu o jogo diante do Melville, viu um time maduro jogando contra outro que parecia formado por crianças diante de adultos. Para piorar, a EB tem pela frente a pedreira Estudiantes de la Vila, que vem com a moral lá em cima após golear Fora de Série e Joga 13. Uma terceira derrota coloca em total risco as chances de classificação da equipe e já jogaria o time entre os candidatos ao Chuteira de Prata no ano que vem. E se lembrarmos que Giro SP e Basicus se reforçaram e parecem estar encontrando o rumo, resta pouco para que a maioria de fato acredite da capitulação da EB.

No Fora de Série, as coisas parecem que vão de mal a pior. A derrota para o Estudiantes foi ruim, mas aceitável. Diante do Diabos Laranjas, um placar adverso parcial de 4 a 0 e evidentemente que a preocupação surgiu. A equipe até que tentou reagir – fez 2 gols – mas sucumbiu por 5 a 2 ao final. E não só o Fora de Série sucumbiu como o até então muito sossegado goleiro Betão, que após tomar cartão azul em entrada dura em Ronei quando este já o driblava para fazer o gol, saiu de campo xingando e esbravejando contra tudo e todos. Os amigos e torcedores de fora chegaram a tentar consolá-lo, mas ele estava por demais alterado e indignado pelo cartão tomado. Detalhe: ninguém achou que foi muito rigoroso o cartão azul. Muitos acharam até que saiu barato. Rica, capitão da equipe, comentou o caso. “Não tem o que reclamar. O cara saiu na frente dele livre e ia fazer o gol. Ele foi no cara, para derrubá-lo. Era para azul mesmo, se não o vermelho”, reagiu o camisa 3.

A situação do Fora de Série piora porque, com o cartão, Betão desfalca a equipe na próxima partida, no sábado dia 13. Para piorar ainda mais, o jogo é justamente contra o poderoso Se Não Guenta. Após o incidente, Renê, do SNG, não perdoou. “Vamos atropelar o Fora de Série!”, vibrou ele, rindo à toa. Mas não apenas a suspensão de Betão é preocupante. O mesmo jogador, em seu desabafo pós-jogo, afirmou que não mais jogaria o Chuteira e que Fora de Série e Chuteira tinham acabado para ele. Não é a primeira vez que o goleiro sai de uma partida prometendo tais coisas. Após um amistoso contra o Acidus, em que o Fora de Série sofreu uma goleada retumbante, ele jogou as luvas ao chão e saiu pagando geral com o time e afirmando que Fora de Série nunca mais. Resta ver se desta vez foi o ânimo exaltado que gerou tais palavras ou se de fato ele vai largar tudo.

Pelo Grupo B, o MachuPichu segue sua jornada de derrotas, mas tem a vantagem de já ter enfrentado dois dos três times considerados favoritos às primeiras posições do grupo – a saber, Fiorella Brasil, Bengalas e Bacanas. Na estréia contra o campeão Fiorella, um 4 a 1, mas a sensação de um futebol que pode render mais do que uma quartas-de-final. Em seguida, uma vitória parcial contra Bengalas por 4 a 2 que se transformou numa reviravolta de 8 a 5.

O MachuPichu tem pela frente o novato Aurora, que tem um futebol de velocidade do meio pra frente, mas ainda sem acerto na defesa. O Aurora venceu as duas partidas que disputou e tem como destaque Pena, camisa 10, e o novo Wellington, camisa 7. Para sorte do MachuPichu, Wellington, que fez quatro gols no Osasquense e foi eleito o melhor da última partida, tomou cartão azul e não joga no sábado, assim como Thiago Maradona, um dos líderes da equipe.

Uns mais outros menos, esses quatro times enfrentam situações similares e vivem momentos delicados. Mas não só eles. Outros ainda estão na berlinda e sem vencer, como são os casos de Acidus e Roleta Russa. No Roleta, foram dois empates com sabor de vitória – um empate conquistado contra o SNG no final e outro sofrido diante da Giro SP num jogo em que o adversário foi muito superior. No Acidus, o gosto é mais amargo, pois um empate sofrido no fim contra The Veras e uma derrota mais que amarga, praticamente ácida, contra Bacana depois de estar vencendo por 3 a 1.

O sinal de alerta está aceso e rumando para o lado vermelho e no sábado dia 13 pode ser que as coisas piorem – ou melhorem – conforme o empenho e habilidade dos jogadores dentro de campo.
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