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TODOS CONTRA O FAVORITO SE NÃO GUENTA

Mais um Chuteira de Ouro prestes a começar, amanhã, 1º de março, e junto com ele os bastidores já estão pegando fogo com comentários e opiniões sobre times e jogadores. O que mais se escuta são comentários sobre equipes favoritas, possíveis zebras, times novos e desconhecidos, antigos e novos craques etc. O campeonato, em menos de três anos, cresceu muito. Do IV para o V Chuteira foi uma mudança enorme – de 12 times passou para 20 -, o que aumenta consideravelmente o número de variáveis e possibilidades para cada um dos times quebrar a cabeça nas vésperas de seu início.

O fato é que, entre tantas opiniões, alguns times já despontam como favoritos. O bicampeão Se Não Guenta Por Que Veio? certamente é a realidade, é o time que não precisa de questionamentos, já provou que entra sempre para ser campeão, independente das mudanças de plantel. O elenco permanece forte e reforçado. O vice-campeão Acidus, a surpresa do IV Chuteira de Ouro, perdeu peças ofensivas significativas – os ótimos Alemão, Martins e Kirk –, mas vem reforçado pelo MVP Caio, antigo camisa 10 do MachuPichu, e pelo volante Bocha. Na verdade, o Acidus aparece como uma incógnita porque não se sabe como a equipe vai reagir à saída de Kirk e a perda do zagueiro Saulo por pelo menos 45 dias, afastado por contusão. Kirk deixou a equipe às vésperas do torneio e o Acidus não jogou ainda sem sua estrela no ataque.

Outro que deixou sua marca e é tido como favorito é o Fiorella Brasil, que retorna ao Chuteira depois da ausência na quarta edição. Sem sua estrela Caju (ou Zé Roberto), o time manteve a base e tem como força a experiência dos seus jogadores. Outro que retorna é o Melville (agora chamado de Melville Power), dos atacantes Alemão (que jogou o IV Chuteira pelo Acidus) e Felipe. A base do Melville fez parte da trupe vice-campeão na terceira edição pelo Assurra e forma um time forte e já candidato ao título. O time é experiente e merece atenção, apesar que há quem diga que o Melville Power não vem tão forte como esteve no passado.

Outros times conhecidos de todos vêm fortes e são sempre considerados favoritos. Um deles é o famoso Joga 13, que com garra e alegria de jogar, pode chegar enfim além de um 3º lugar. O time afastou Alemão, trouxe de volta o zagueiro Doce e perdeu o atacante Paulo Henrique, que fundou o Kadência. Em compensação, tirou Kirk do Acidus. Terá, mais uma vez, sua esperança na sólida defesa e nos gols de Lele. Outro que sempre incomoda é o Roleta Russa, um time que dá muito trabalho a todos, mas luta principalmente contra a síndrome do “amarelão” nas fases decisivas. No III Chuteira, perdeu classificação na última rodada contra Assurra; no IV Chuteira, após ser 3º colocado na classificação geral, foi eliminado nas quartas-de-final pelo Joga 13 com placar de 3 a 0 e uma sensação de “pane” no time. Para este torneio, o Roleta contratou Foguinho e o habilidoso Kuminha, ambos ex-Tosco, e o matador Martins, ex-Acidus, apesar deste estar contundido e desfalcar a equipe nas primeiras rodadas.

Aliados aos já conhecidos da maioria surgem novos times, e muitas surpresas estão para acontecer. Dos novos times, os que mais prometem são os rivais Bacana e Atlético Pagalanxe, que surgem como grandes promessas. A julgar pelo que foi visto e comentado em amistosos, são times que entram forte na briga pela classificação em seus respectivos grupos. O problema do Bacana é conseguir ter o time completo – ultimamente vem sofrendo com muito trabalho dos jogadores e contusões. Outros que podem surpreender são Muleke Piranha (do atacante Salada e do goleiro Guaraná, ex-Hollanda, e dos gêmeos Diogo e Thiago, que jogaram ano passado pelo Roleta Russa) e Crociatti (formado por Well e Cavalo, dissidentes do MachuPichu), que, apesar de nomes desconhecidos, têm jogadores veteranos do Chuteira de Ouro e tendem a dar trabalho em seus grupos para tentar fisgar uma vaga entre os classificados.

Além dos já citados, há também os conhecidos MachuPichu, Fora de Série, Diabos Laranjas (ex-Hollanda) e Bucets, que sempre entram muito competitivos e dispostos a surpreender. O Bucets, se vier completo, vai dar trabalho a muitos times. Fora de Série precisa vencer a instabilidade e emplacar, enquanto MachuPichu precisa ver se supera a perda de Caio. O Diabos Laranjas renovou a equipe e ainda espera pelo retorno do saudoso Batoré, mas um time não pode viver a “viuvez” pra sempre e precisa jogar sem contar com o craque. Tudo leva a crer que o nível do V Chuteira de Ouro irá superar o do IV Chuteira e teremos jogos cada vez mais eletrizantes e disputados.

Amanhã todos os palpites, ou melhor, todas as equipes, serão postas à prova e aí sim saberemos quem são os maiores candidatos ao título.
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