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TIMES E JOGADORES DA PRATA SOFREM PUNIÇÃO

Há ações que devem ser punidas para evitar que virem uma bola de neve. No III Chuteira de Prata, algumas atitudes se tornaram corriqueiras e, por isso mesmo, banalizadas. Para muitos, até aceitável. Pois, como todos devem ter percebido, virou rotina lembrar que houve confusão, briga e agressão em algum jogo da Prata, tanto que isso gerou comentários preconceituosos em um TV Chuteira recente de membros da Série Ouro.

Diante disso, a Organização deve agir e punir aqueles que teimam em denegrir a imagem de um campeonato que preza e celebra a amizade e a solidariedade. Assim, foi preciso atuar com rigor para evitar que os fatos lamentáveis do último sábado não se repitam.

O primeiro round: Fora x TCM

No primeiro jogo da tarde, o TCM surpreendeu o líder Fora de Série e venceu por 4 x 3. O atleta Rodrigo Cunha, lesionado, ficou dentro de campo a comandar o time. Diante de suas reclamações acintosas com a arbitragem, acabou expulso de campo. Saiu e ficou fora da quadra xingando, ofendendo a árbitra com palavras chulas e, pior, preconceituosas com a condição de mulher. Ele foi avisado por membro da Organização para parar com os ataques ofensivos sob pena de punição, mas de nada adiantou. Visivelmente alterado, manteve-se firme e forte em seu intuito de agredir moralmente a árbitra e agitar seu time dentro de campo, incitando e encorajando outros integrantes a fazer o mesmo. Na confusão ao fim do jogo, membros das duas equipes excederam-se nas ofensas à arbitragem e até a membro da Organização.

Conforme regulamento, há dois itens em que os jogadores punidos se encaixam:

“Jogador que deixar o campo, expulso ou não, e permanecer xingando e atrapalhando a arbitragem no jogo de sua equipe, ou mesmo de outras, pegará suspensão de, no mínimo, 2 jogos por atitude antidesportiva e, conforme súmula do árbitro, será julgado pela Organização/Comissão, de acordo com as penalidades constantes no anexo 1 deste regulamento”.

E:

“Atitudes que envolvam qualquer outra forma de discriminação social e/ou racial serão punidas com a eliminação do jogador do torneio e comunicação do fato às autoridades competentes”.

Assim, fica decidido pela Organização que o atleta Rodrigo Cunha, do Fora de Série, pega 8 jogos de suspensão. A saber, 2 pelo cartão vermelho, 3 pelo ato preconceituoso e ofensivo e outros 3 pelas reiteradas ofensas de fora de campo após pedido da Organização para ele se comportar. Caso Rodrigo Cunha compareça ao PlayBall e insista em ofender e atrapalhar as partidas de seu time, ele terá a pena dobrada e sua equipe perderá 2 pontos por ocasião. O atleta Guga, do TCM, pelas ofensas, cumpre um jogo de suspensão, assim como Rica, do Fora, que, amarelado, saiu de campo sem permissão e ficou do lado de fora ofendendo os árbitros.

Knock down: Jeremias x Só Resenha

As coisas foram muito piores na partida que colocou frente a frente dois novatos no Chuteira – Jeremias e Só Resenha. No fim do jogo, após o Resenha virar a partida, o clima esquentou quando Marquinhos fez falta dura em Thomaz que, ao se levantar, tomou um soco do adversário. Marquinhos tentou fugir mas foi alcançado pelos jogadores do Jeremias, que bateram nele como represália, dando início a uma das piores confusões do Chuteira de Prata, inflamados por uma torcida um tanto irresponsável de membros do Arouca, reconhecidamente parceiros do Resenha.

Diante disso, a Organização invoca o seguinte artigo do Regulamento para punir os times:

Item 5 – Agressão e confusão

Caso haja tumulto ou briga generalizada (2 ou mais jogadores de cada equipe), dentro ou fora de campo, antes, durante ou depois do jogo, envolvendo violência ou tentativa veemente de violência de ambas as partes, as duas equipes perderão 2 (dois) pontos, além do(s) jogador(es) considerados culpados pela confusão serem punidos com suspensão ou eliminação do torneio, conforme investigação e julgamento da Organização, de acordo com as penalidades constantes no anexo 1 deste regulamento. A avaliação para tal ocasião será feita através da súmula do árbitro da partida, quando ocorrida dentro do campo de jogo, e pela observação por testemunhas quando da ocorrência fora do campo de jogo.”


Portanto, Jeremias e Só Resenha perdem 2 pontos cada na tabela de classificação pela briga generalizada.

Em relação aos jogadores, eis o que ficou decidido:

Marquinhos Silva (Só Resenha) – 18 jogos de suspensão

Yuri Costa (Só Resenha), Cristiano Pinheiro, o Fininho (Jeremias), e Alberto Pinheiro (Jeremias) – 10 jogos de suspensão

Lembrando que não foi a primeira vez que houve confusão em jogos dessas equipes, fica também decidido que qualquer problema de briga ou confusão que ambos os times venham a causar daqui pra frente levará à eliminação da equipe do torneio e dissociação da mesma da Liga Chuteira de Ouro. Caso os jogadores suspensos venham a comparecer e gerar problemas, dentro ou fora de quadra, a equipe será responsabilizada e perderá dois pontos por problema criado ou, a depender do tamanho do problema, eliminação direta da equipe.

A decisão das punições visa evitar que o Chuteira de Ouro vire um torneio marcado pela violência e falta de respeito entre jogadores e para com a arbitragem. Erros no apito não justificam a violência e tensão que marcaram as duas últimas rodadas. É notório que o clima do Chuteira sempre foi saudável e de extremo respeito e amizade. Aqueles que não tiverem tal intuito ao adentrar o Chuteira, serão excluídos do mesmo diante das atitudes desprezíveis que mostram ou virem a mostrar.
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