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THE VERAS PROMETE NÃO APENAS PARTICIPAR

Uma prova de que o Chuteira está cada vez mais nivelado, com várias equipes em ascensão além das já tradicionais forças (incluídas aí Joga13, SNG, Fiorella, Acidus, EB, entre outras), é o bom time do The Veras. Formado por jogadores jovens em sua maioria, o Veras alcançou seu ponto mais alto no último Chuteira de Ouro, quando, em arrancada heróica no final, vencendo Melville e Acidus para se classificar, chegou às semifinais da competição, sendo eliminado justamente para o campeão Bengalas.

Chegar a uma semifinal certamente animou o escrete azul-grená comandado por Pedro DeLuna, que chega à 8ª edição do Chuteira com um gosto de que podem ir mais longe. “Não entramos só para participar”, avisa Pedro.

Na entrevista abaixo, o capitão e camisa 10 fala da equipe, das expectativas e relembra a fase Jason do Veras, quando, praticamente tido como eliminado por muitos, renasceu e chegou à fase semifinal.

Alguma novidade no elenco do Veras?

A base é a mesma, afinal, nós encontramos nosso elenco ideal no último Chuteira... Infelizmente, o Deco (meia, camisa 4), preferiu dar um tempo do futebol, mas em compensação, o Japa, que foi um dos nossos grandes destaques no VI Chuteira, está de volta. Testamos o Jairo, um zagueiro, no Festival, e ele se saiu muito bem. Fez 2 gols e jogou com muita personalidade. Ele deve jogar algumas partidas no Chuteira e vai ser muito útil.

Qual a sua avaliação do time no último Chuteira?

Nós começamos jogando num esquema ultra-ofensivo que tinha dado muito certo nos amistosos, mas no campeonato - ou seja, na hora H - não deu certo. Todo jogo saíamos atrás no placar e algumas vezes não conseguíamos reverter, o que nos colocou numa situação complicadíssima na tabela. Houve uma reviravolta após a derrota para a Equipe Broder, quando fomos atropelados por eles. Discutimos, até brigamos e decidimos jogar de outra forma, mudar o posicionamento de algumas peças, como o Cucio, o Victor "apertadinho" Petreche, o Nico e o Kinho "Buffalo Soldier". O resultado foi que começamos a ganhar porque passamos a aproveitar melhor as características de cada jogador. A campanha foi muito boa e todos no time sabem que poderíamos ter terminado com o título, embora o Bengalas tenha tido muitos méritos.

Como foi jogar umas quartas de final contra o pessoal do MachuPichu, e como foi vencer os caras que são seus amigos?

Sabe, teve um lance nesse jogo que simboliza bem o que é esse confronto: o João e o Danilo se estranharam, trocaram empurrões e tomaram cartão amarelo. Três semanas depois, estavam ambos embriagados, abraçados e rindo à toa da vida, de maneira até um tanto constrangedora – ouvindo um pagodinho num boteco. Dentro de campo, todo mundo se transforma e esquece a amizade, esquece de tudo. Não vou ser hipócrita e dizer que estaríamos felizes se perdêssemos pra eles ali nas quartas, mas certamente torceríamos por eles nas fases seguintes, como sei que eles torceram por nós. Enfim, é como eu sempre falo, eu queria que esse confronto entre Veras e MachuPichu fosse na final, porque sei que são duas equipes que merecem e têm bola pra isso, embora muitos ainda não acreditem.

Como você encara o fato de o Veras ter sido considerado azarão na fase final do ultimo Chuteira?

Sem dúvidas, nós fomos o Jason do VII Chuteira... hahahaha! Acho que foi justo, até pela nossa campanha com altos e baixos. O Veras ainda está construindo sua história no Chuteira e tem bastante a aprender. Acho que ninguém joga só de nome, mas o SNG só é o SNG porque conquistou isso, porque penou pra atingir esse status. O mesmo se aplica ao 13, ao Fiorella, ao Roleta, ao Acidus, ao Broder, enfim... é o tempo. Internamente, é claro que nós sabíamos e continuamos sabendo onde podemos chegar. Uma coisa eu posso afirmar: nós não somos um time que vem só pra participar. E acho que isso torna o Chuteira ainda mais interessante.

Tem algum adversário, em especial, que você gostaria de enfrentar no próximo campeonato? Quem sabe uma revanche contra o Bengalas?

Bengalas e SNG! Que são os dois times que ganharam duas vezes de nós. Aliás, o Bengalas ganhou três e nós temos que acabar com essa freguesia urgentemente (risos).

Quais são os pontos fortes do The Veras?

Pode parecer papo furado, mas nós temos um grupo de amigos e isso faz a diferença na hora H. Nosso ambiente é muito bom. O cara, quando vem jogar no Veras, não quer mais sair, até pela estrutura do clube, com Centro de Treinamento, concentração, Reffis, salários em dia, marias-chuteira 24h por dia... E acho que sabemos contornar as situações adversas. Dentro de campo, nossos pontos fortes são o toque de b... bom, melhor deixar os adversários descobrirem, né?

Finalmente, quais são as expectativas do Veras para o VIII Chuteira de Ouro? O que o time tem de fazer para ir ainda mais longe dentro do campeonato e chegar ao título?

Nossa expectativa e nossa esperança é pelo título. Passamos por um aprendizado importante nos últimos dois campeonatos e evoluímos consideravelmente. O segredo pra chegar lá é transpirar e se inspirar. Ou seja, jogar bonito sem deixar de ser competitivo e eficiente. Essa é a nossa característica. E quando fugimos dela, nos damos mal.
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