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TAÇA OUTONO: A BRONZE ESTÁ LOGO ALI!

A final da Taça já tem seus nomes confirmados. Palestrinha da Catarina e F.A.C.S.A.O. M.X. fazem o duelo que vale a Bronze neste sábado, às 13h30, na quadra 5

Para se credenciarem às finais, ambas as equipes golearam na fase semifinal, no último sábado. No primeiro jogo, o Palestrinha esfriou a animação do Máquina do Mal, que vinha empolgado após vencer os dois jogos nas quartas de final. E o time do técnico Trovão começou bem, com Gordo Bobo fazendo o primeiro gol da partida logo aos 2 minutos, em rebote. Porém, mesmo com a equipe melhor colocada em campo, o Palestrinha foi aos poucos se acertando, os jogadores chegando e passou a tomar conta do jogo. Tanto que o goleiro do Máquina, Don Juan, foi o destaque do time, defendendo bolas difíceis e salvando a vitória parcial. Porém, ele não conseguiu segurar por muito tempo e o time acabou sofrendo a virada ainda no primeiro tempo.

No segundo tempo, precisando ir pra cima, o Máquina do Mal sofreu um gol bobo logo aos 4 minutos. Uma falta em sua área de defesa foi alçada diretamente à outra área, onde a bola encontrou o cocuruto de Állex, que estufou as redes e saiu comemorando muito. Mas o Máquina não é time bobo e logo diminuiu, mantendo vivas as esperanças da virada. Entretanto, em tarde de Guga, que fez 3 gols, o Palestrinha soube se defender, o goleiro Roney apareceu quando foi preciso e a equipe matou o jogo no contra-ataque, fechando a partida em 6 x 3.

Na outra semifinal, o favorito F.A.C.S.A.O. não deu sorte para o azar e tratou de mostrar quem mandava diante dos garotos do Real Madruga. O 1 x 0 no primeiro tempo – gol do artilheiro oportunista Joelson – virou um 4 x 1 no segundo, com Hulk fazendo os dois últimos gols. Catatau, do Roletinha, fez o gol de honra dos madrugadeiros vestibulandos.

A preparação para a final

Para a decisão, sem nenhum jogador suspenso, as duas equipes entrarão em campo em busca do título, da taça e, mais importante, da vaga na série Bronze, já que apenas o campeão estará garantido em campo no dia 25 de agosto, data do pontapé inicial da 3ª divisão do Chuteira. Assim, o jogo é de suma importância para as equipes, como deixam claro seus técnicos. “Esperamos um jogo difícil, disputado e sem espaço para erros ou lenga lenga. Vamos com o pensamento de vitória e título, pois nada abaixo disso tem importância num torneio de acesso que contempla apenas uma vaga”, afirma Rafael de Moraes, do F.A.C.S.A.O.. Hiro, técnico e também jogador do Palestrinha, tem o mesmo discurso: “O Palestrinha vem respeitando muito o adversário, mas querendo a vitória, pois nosso objetivo sempre foi a vaga na Bronze, e o título tem se mostrado a única forma disso acontecer. Será o encontro dos melhores time da competição, isso por si só já é promessa de um excelente jogo”.

Quanto ao segredo para se ganhar uma final, a receita é a mesma entre eles: quem errar menos sairá de quadra na Bronze. “É preciso ter concentração ao máximo pra diminuir os erros e aproveitar bem as oportunidades”, aconselha Hiro. “Em uma final de um jogo só, qualquer vacilo ou gol perdido custará caro”, avisa Rafael.

Ambas as equipes trazem em seu elenco jogadores que já jogam o Chuteira. Pelo Palestrinha, o técnico e jogador Hiro, que joga atualmente no Basicus, tem como fieis escudeiros Marião (jogador que estava no Invictus e foi técnico do Basicus na temporada) e Állex, outro rosado. Este, por sinal, é a joia da coroa com seu coice de pé esquerdo. “O Állex é um caso atípico. No Palestrinha ele rende apenas 60% do potencial dele e eu tenho base pra falar, pois já jogo com ele há algum tempo. No campo ele desenvolve muito mais; na quadra fica um pouco limitado, mas mesmo nesses 60% ele consegue desempenhar na média dos demais. Isso mostra o quanto ele é bom de bola. Tem um canhão na perna esquerda e se aproveita muito bem disso”, atesta Hiro, que não deixa de ressaltar o conjunto – “Chamei um por um justamente pelo potencial” – mas aponta outro grande nome do time no festival: “O Guga é o meu craque. Jogador da minha extrema confiança, tem todas as características de um excelente jogador. Habilidade, técnica, finalização, marcação e raça. Com certeza é um dos destaques por merecimento próprio, pois vem jogando muita bola e ajudando o Palestrinha a conquistar as vitórias”.

Para a decisão, a turma do Palestrinha assistiu à outra semifinal e fez sua análise do adversário. Hiro mesmo faz a leitura do que vão encarar: “O F.A.C.S.A.O. é um bom time, homogêneo, acostumado a jogar jogos decisivos. São equilibrados tanto no ataque quanto na defesa. Tem um pivô bom e o Affelay chegando de trás. A zaga é bem experiente. Não chegaram à toa na final”.

Pelo lado do F.A.C.S.A.O., Affelay, destaque do Roleta Russa Clássico, veste a 10 e se sente bem à vontade. Além dele, o time tem a experiência de jogadores rodados no Chuteira, como Caruzo e Thalles, que disputaram a última Ouro pelo carimbado Fúria. Porém, Rafael chama a atenção para outros nomes. “Na defesa, temos dois ótimos goleiros, Didi e Stenio, e o excelente zagueiro Bob. No meio, a calma, técnica e habilidade de Adriano "Não tá mais comigo". No ataque, os gols e o trabalho de pivô do nosso capitão Joelson, que sempre insiste para chutarmos cruzado”.

Quanto ao adversário, há certo desconhecimento, mas a certeza de que o que contará será o que o time mostrar em campo. “Conhecemos pouco o time do Palestrinha, mas sabemos que é um time mais experiente do que o Real Madruga. Portanto, devemos entrar focados e com muita determinação e aplicação na marcação”, confessa Rafael.
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