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SOBRE GOLEIROS E ZAGUEIROS

No futebol em geral, o que é mais valorizado acima de tudo é o setor ofensivo, ou seja, os atacantes, os homens que fazem gols, aqueles que vestem as camisas 10, 9, 11, 7 e outro número de preferência (o que virou moda ultimamente). No Chuteira de Ouro não poderia ser diferente. Mas nem por isso os defensores são esquecidos. Daí esta matéria a respeito dos goleiros e zagueiros que ultimamente têm tido papel fundamental em seus times no campeonato, dando equilíbrio e muitas vezes se sobressaindo em suas equipes sobre os atacantes.

Logo na primeira rodada o campeonato perdeu talvez a principal referência quando o assunto é evitar gols, Matrix, goleiro do Roleta Russa e eleito o melhor goleiro das últimas edições do Chuteira (foi MVG das duas últimas, aliás, as duas que participou). Uma grande perda para quem gostava de vê-lo realizando seus “milagres” em campo. Para seu lugar, o Roleta repatriou Casari, goleiro do time no II Chuteira. Mas não por isso o campeonato ficou carente de defensores de qualidade sob as traves. Diego, do Acidus, é garantia de segurança, assim como Caieras, do Joga 13, e Beto, do Fora de Série. Mas nas duas primeiras rodadas quem vem chamando a atenção é o jovem goleiro do MachuPichu, Emílio, que jogou alguns jogos pelo Dunguereguede no III Chuteira e agora volta pelo Machu. Nos dois jogos, ele foi eleito entre os 3 melhores e é o líder da Corrida MVG, com 4 pontos. Nathan, do Bucets, e Binho, do Kadência, também foram destaque.

Dentre os zagueiros, os mais conhecidos com certeza são as duplas Allan e Fefe (que ainda não jogou na competição), do SNG, Guma e Rodrigo, do Joga 13, Baru e Ranalli, do Roleta Russa (um gol sofrido em dois jogos), Taka e Rodrigo (outro que ainda não estreou), do MachuPichu, e,após contusão de Saulo, Rafão e Lói (já recuperado da contusão no tornozelo que sofreu no fim do III Chuteira), do Acidus. Para lembrar dos novos, Garo e Josi, do Melville, formam uma zaga com Maurício que tomou apenas dois gols nos dois primeiros jogos.

A moda de jogar recuado é uma tendência do futebol mundial e parece que muitos times do Chuteira estão aderindo a ela. Eles já perceberam que um time com menos qualidade, quando bem armado na sua defesa, pode conseguir resultados inesperados. O MachuPichu é o maior exemplo disso no Chuteira.

Como diz o ditado, por trás de todo grande time há sempre um grande goleiro. E, no Chuteira, por trás de todo grande time, há, além de um grande goleiro, uma grande zaga, caso contrário, é impossível para um grande goleiro fazer milagres durante 50 minutos.
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