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SÓ PAGALANXE NÃO HONRA “GRUPO DA MORTE”

Após o sorteio dos grupos até a primeira rodada do mata-mata, muito era falado e discutido sobre as forças dos dois grupos da competição, A e B. Existiam enormes divergências de opiniões: alguns diziam que o Grupo A era o grupo mais difícil, pois teria SNG, Joga 13 e Roleta Russa, times já conhecidos e considerados fortes; outros afirmavam que o grupo B seria o grupo da morte, por ser o mais equilibrado, com pouca disparidade entre as equipes. O primeiro confronto do mata-mata entre os times dos dois grupos era muito aguardado exatamente para que pudesse ser colocada a prova todas as opiniões.

E, na tarde do último sábado, enfrentaram-se Kadência x Diabos Laranjas, Atlético Pagalanxe x Bacana, Só Lance x Treinadores do Braz e MachuPichu x Roleta Russa. Levando em conta a opinião da maioria, poderíamos dizer que o Grupo B surpreendeu, vencendo três dos quatro confrontos. Apenas o jovem Atlético Pagalanxe não seguiu a sintonia dos demais e acabou desclassificado em derrota para o Bacana, único sobrevivente do Grupo A na rodada. O jogo foi um clássico, como já relatado outras vezes aqui, e o Bacana manteve a sina de vencer o rival e o transformou de vez em freguês.

Em jogo morno, o Bacana mostrou sua superioridade e dominou a partida a partir do segundo tempo, depois de uma primeira etapa muito equilibrada. O fato é que o Atlético Pagalanxe não entrou com a pegada esperada e não mereceu passar de fase, ao contrário dos seus companheiros, que fizeram o necessário para desesperar o adversário (3 a 1 no primeiro tempo) e matá-lo sem dó no segundo tempo.

Nos demais jogos, o favoritismo residia para as equipes do Grupo A, com exceção do Kadência, que enfrentou o Diabos Laranjas num jogo em que os diabos foram melhores e tiveram mais volume de jogo, mas esbarraram na marcação do Kadência e no goleiro Renato Oliveira. Treinadores do Braz, que prometia seu jogo-força para desbancar o Só Lance, tomou um vareio de bola que não deverá ser esquecido tão cedo. O gol de Philip que fechou a goleada por 8 a 3 deve estar martelando na cabeça dos treinadores. O futebol-arte venceu o futebol-força.

Mas a surpresa maior ainda estava por vir e foi o jogo que fechou a rodada. Roleta Russa chegou com panca de rolo compressor e saiu mais uma vez com fama de amarelão ao tomar o gol que selou a derrota para o MachuPichu por 4 a 3 aos 25 minutos do segundo tempo. Nem Kuminha, nem a volta de Bruno, nem Nação puderam evitar a eliminação diante de um time mais limitado tecnicamente mas com uma vontade, organização tática e pegada impressionantes. Se Tebas, suspenso, era o símbolo da raça peruana, seu irmão Ricci e todos os demais mostraram que a equipe tem diversos Tebas em campo em sua ausência. Taka e Ricci desbancaram a defesa do Roleta, com dribles desconcertantes de deixar zagueiro no chão. A comemoração do MachuPichu e a torcida comemorando a eliminação do Roleta foram momentos singulares e emocionantes da rodada.

Roleta Russa e Treinadores do Braz, que entraram como favoritos na rodada, caíram diante da raça e da habilidade. Resta ver até se MachuPichu e Só Lance serão páreos para Fiorella Brasil e SNG nas quartas-de-final. Já o Kadência enfrenta o temido Joga 13 em jogo que coloca, pela primeira vez, frente a frente Paulinho e sua ex-equipe. E o Bacana testa sua força diante do poder de fogo do Melville, o único invicto da competição.

Se havia dúvidas quanto a qual seria o grupo da morte, os jogos das oitavas-de-final deram um passo para ajudar a solucionar o mistério, apesar dos favoritos ao título – SNG e Joga 13 – serem do Grupo A. Daqui em diante, não há mais grupos, pois cada time é seu grupo e joga por si.
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