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SNG: EM BUSCA DE DIAS MELHORES

Tricampeão da Série Ouro, um dos times mais temidos do Chuteira fez pífia campanha em 2011; mas a promessa é de voltar aos dias de glória

O ano de 2011 foi atípico na Série Ouro. Afinal, depois do predomínio de poucas equipes – Bengalas e SNG resumidamente – a série revelou dois novos times para a galeria dos grandes campeões: Real Paulista e Mulekes. O ano acabou sendo tão distinto do tradicional que a equipe mais poderosa do Chuteira de Ouro, líder do Ranking Chuteira, não conseguiu chegar entre as quatro melhores nas duas edições disputadas. Sim, o SNG, em busca do tetra, não passou das quartas de final, deixando o caminho livre para que outros times emergissem. Porém, a ordem no supercampeão é esquecer a temporada passada e voltar suas atenções para 2012, no qual promete um retorno às origens, ou seja, aos títulos.

Nas edições XI e XII da Série Ouro, o SNG – acostumado a decisões – foi eliminado precocemente. Na versão do campeonato no primeiro semestre de 2011, caiu diante daquele que se tornaria o campeão – Real Paulista – em jogo emocionante e decidido apenas no gol de ouro. Já no segundo semestre, a derrota foi um pouco mais surpreendente: acabaram sucumbindo diante do novato de Série, o bom time do Jeremias, de virada nos minutos finais. Após este último jogo, jogadores e torcedores de outras equipes se questionavam se o time de Renê, Ronei e Sampa já não era tão forte quanto se imaginava.

“O SNG, em todos os campeonatos que jogou, chegou, no mínimo, até as quartas de final. Desta vez não foi diferente. No 1° semestre perdemos para o campeão Real Paulista em um jogo muito equilibrado. No 2° semestre, porém, tivemos desfalques importantes contra o Jeremias. Mas isso não tira o mérito da vitória adversária. Portanto, não foi um ano tão desastroso”, rebate o capitão Biro.

Renê Araujo, artilheiro máximo da equipe e um dos maiores atacantes da história do Chuteira, partilha da mesma opinião do companheiro. “Não concordo que não brigamos pelo título em 2011. Mais uma vez chegamos até a fase mata-mata. Na 12ª edição permanecemos invictos até as quartas de final, mas perdemos nos detalhes. Claro que queria chegar mais longe, mas também não podemos esquecer que chegamos em três finais seguidas (uma vez em 2009, e duas vezes em 2010)”, contesta o ‘matador’. “Em 2011 demos chances aos outros”, completa, entre risos.

Para quem pensa que uma temporada inteira de recessão não era normal dentro de um dos times mais temidos, equivoca-se. “Antes do título de 2010, já havíamos passado por uma fase de transição devido às trocas de jogadores. Agora, nossa transição está sendo na forma de jogar. Credito como um momento necessário de todo time forte que quer continuar competindo em alto nível”, justifica Biro.

Uma pergunta que pode surgir é: será que outras equipes perderam o medo de enfrentar o tricampeão? “De forma alguma. Acontece é que o nível do campeonato está cada vez melhor. Mas sabemos que o nosso time é forte o bastante pra continuar incomodando por muitos anos a molecada. É rumo ao tetra em 2012”, desafia Biro.

Mesmo em baixa, seu é que podemos dizer isso do SNG, a preparação da equipe para a temporada 2012 é a mesma dos anos anteriores: apenas na base da conversa. Isso porque dificilmente o time disputa amistosos. De acordo com o manager Renê, cada jogador está “jogando em outros lugares”, mas sem perder o controle de seus respectivos pesos – pelo menos é o que ele espera. “Cada um está tentando manter (a pouca) forma em outros lugares”, finaliza.
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