Certamente o jogo mais esperado da última rodada – e talvez de todo a fase de classificação – é Joga 13 x SNG. A razão, para aqueles que freqüentam e estão por dentro da história do Chuteira é um tanto óbvia: Joga 13 é um time forte que nunca venceu o bicampeão SNG – inclusive foi eliminado na semifinal do III Chuteira. Só isso já seria um motivo de sobra para grandes expectativas para o jogo, mas outro fator relevante é que é o Joga 13 um dos times. E com o Joga 13 o que não falta é vontade, comprometimento e seriedade para com o futebol e o Chuteira.
Entretanto, as três derrotas para o SNG contrasta com o bom momento vivido pelo 13 nesta temporada, que assumiu a liderança do Grupo A na última rodada e tem 7 vitórias consecutivas (só perdeu na estréia para o Roleta Russa). Sábado, a equipe do capitão Rodrigo busca a oitava vitória seguida, ratificar o primeiro lugar do grupo e se garantir nas quartas-de-final. Porém, pode não estar explicitamente colocado no discurso dos jogadores do 13, mas o jogo vale muito mais que isso – vale a exorcização de um fantasma que vem pesando sobre a equipe, a de nunca ter vencido o SNG e “amarelar” diante de Renê e cia.
E o 13 nunca esteve tão próximo de acabar como esse tabu. Além da ótima fase, coisa que o SNG não vive – a derrota para o Roleta Russa pode pesar moralmente – o Joga 13 tem a seu favor o time completo diante de um SNG com dois desfalques, Chileno e o goleiro Sampa. “Estamos bastante confiantes para a partida, mas sempre respeitando o SNG”, diz Lele, artilheiro do 13 e da competição, com 23 gols.
Mas a confiança de uma equipe contrasta com a mesma confiança da outra. Tanto que a discurso de Renê é praticamente o mesmo de Lele. “Temos um enorme respeito pelo 13, mas sou mais o SNG”, confirma o vice-artilheiro, com 22 gols.
Apesar da confiança, os mesmos discursos são cautelosos e o jogo do empurra-empurra do favoritismo é presença garantida entre os goleadores. “O SNG é o favorito para o jogo, mas esperamos que dessa vez a gente possa impor nosso ritmo de jogo e sair com o placar a nosso favor”, aponta Lele.
Para Renê, o favoritismo é do 13 pela campanha até agora. “Teoricamente eles são favoritos por estarem fazendo um campeonato perfeito, com exceção da estréia. O time inteiro está jogando muito, está entrosado. E o SNG não está no mesmo nível do ano passado por diversos fatores. Masssssss já estamos na fase final, que é o que importa.
O discurso de Renê pode ser lido com um ar de quem busca tirar a importância do jogo na tabela, apesar de confirmar certa ansiedade para o confronto. “Apesar da rivalidade entre o 13 e nós, esse jogo não é o fim do campeonato para nenhum dos dois. Se perdermos ou mesmo empatarmos e ficarmos em 3° lugar, pois não acredito que o Bacana possa tirar o saldo, estaremos preparados para o mata-mata”.
A ansiedade de Renê com certeza combina com a do Joga 13 inteiro. “Esse jogo é importante, pois vale o primeiro lugar do grupo. Estamos focados nele, não só por ser o SNG mas porque tivemos um intervalo maior entre as rodadas e estamos há praticamente 10 dias sem jogar”, confessa Lele.
Com nervos à flor da pele, SNG e Joga 13 entram em campo neste sábado às 15h. Provavelmente teremos times completos e muita expectativa fora de campo. Para o Joga 13, é a chance de espantar um tabu e mostrar que desta vez o time vai além de um 3º lugar. Para o SNG, é a reabilitação e a manutenção do tabu, coisa que pode pesar na moral do 13 pro restante do campeonato. “Odeio perder, e o jogo contra o Roleta me deixou muito puto, mas perdemos porque eles foram melhores. A derrota serve para chacoalhar o SNG. Foi assim quando perdemos do Fiorella no III Chuteira e contra Acidus e MachuPichu no IV”, avisa Renê, prometendo todo o empenho pelo resultado positivo.
Vontade não vai faltar a Joga 13 e SNG. E a soma de vontade, história e técnica é a garantia de um grande jogo de bola em mais um clássico do Chuteira de Ouro.
Comentários (0)