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SÍNDROME DO APAGÃO ATINGE DPGAMOS

Só a vitória interessa! Esse é um jargão muito ouvido no futebol, uma vez que nenhum time quer ser taxado de Íbis, outrora conhecido como o pior time do mundo. No Chuteira de Prata, tem uma equipe que não chega nem perto do time do estado do Pernambuco, mas está se acostumando às derrotas, rodada por rodada, e de goleadas: o DPGamos.

Com apenas 3 pontos e na vice-lanterna, o time está ainda um tanto distante da trajetória folclórica do NGM, que entrou na disputa sabendo de suas limitações e ambições, a equipe liderada pelos irmãos Fischer vinha com pretensões mais altas. Afinal, o DP foi relativamente bem no torneio anterior e tinha um elenco que na primeira rodada superou 2 times. Talvez por isso que, naquela estreia saudosa, uma boa vitória em cima do Voando Baixo por 2 x 0 foi o resultado final, muito comemorado.

“Fomos quase perfeitos e acertamos firme na marcação”, afirmou Denão, exaltando o comportamento do time na ocasião. Porém, a partir daí, o DPGamos só colecionou derrotas. E derrotas cada vez mais elásticas. O auge da crise se deu na última semana, quando tomou de 12 x 0 do Red Devils e de 13 x 6 para o La Coruja.

Um dos fatores para tal fracasso se deve, segundo seus dirigentes, ao fato de alguns jogadores importantes estarem ausentes, seja por motivos pessoais ou por lesões: Carlitos(departamento médico), Ale(motivos particulares), e Zeca e Vini(suspensos). Por conta disso, a equipe teve o elenco reduzido e foi obrigada a improvisar em alguns setores, prejudicando o desempenho coletivo. Por exemplo, Denão, atacante, em vários jogos ficou como zagueiro – e não foi mal. Mas o time em si foi péssimo. "Isso tudo prejudicou muito a equipe pois sem o Vini, era um atacante a menos, logo um atacante cansado a mais. E pra piorar, sem Zeca e Ale(zagueiros titulares), eu fui jogar na zaga e acabamos perdendo a referência de um pivô lá na frente", desabafou Denão.

Além disso, o DPGamos parece sofrer da síndrome do apagão. Faz uma boa partida na primeira etapa, mas desaparece no segundo tempo, quando sofre a maioria dos gols. “Na virada de tempo, o time sofre um apagão. São 5, 10 minutos que tem nos custado muitos gols”, avalia Daniel Fischer.

O cansaço é outro fator apontado que contribui para o insucesso do time. Afinal, sem um banco considerável, o time não reveza e o cansaço é natural. Denão lembra outro fator – o emocional. “Precisamos aprender a tomar gols. Sempre nos abalamos demais e acabamos nos esquecendo do jogo. Aí sofremos mais e mais gols”.

A saída para a recuperação é tentar trazer a garra de volta. “Temos que retomar a pegada do primeiro jogo e nos empenharmos um pouco mais, entrarmos para o segundo tempo como entramos no primeiro, ou seja, focados e atentos”, acredita Daniel Fischer. “Paciência é a palavra”, detectou Denão.

Para as 3 últimas partidas do DPGamos no torneio, seus dirigentes garantem que não jogarão a toalha, uma vez que a honra e o fato de poder ser fator de desequilíbrio para a classificação de outras equipes servem de motivação. “Jogaremos com a mesma vontade e respeito. Mesmo estando já eliminados (ou dependendo de milagres), não jogamos por derrota. Sempre queremos ganhar”, exalta Denão, confiante e sempre alto astral.
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