Na 1ª rodada do Chuteira 5, equipes esqueceram de colocar o pé na forma e desperdiçaram cinco dos seis tiros livres
Enfim começou o Chuteira 5, a divisão onde tudo começa e tem a maior graça de acompanhar. Ao término da 1ª rodada, chegamos à marca de 50 gols marcados em seis partidas, média de 8,33 gols por jogo, e como diz o patrão Sílvio: “É gol ou não é?”. Se fizermos uma comparação com a edição passada e levando em consideração que tivemos 16 equipes, a primeira rodada teve 51 gols em oito jogos, com média de 6,37 gols por partida.
Mas não estou aqui para dar uma de PVC e apontar estatísticas pelos quatro cantos do texto (embora goste muito), mas uso este espaço para deixar um aviso aos avantes das 14 equipes do Chuteira 5: não desperdicem o shoot out! Fazendo uma adaptação com aquela célebre frase de que “pênalti é tão importante que...” o shoot out é tão importante no society que deveria ser batido pelo dono do time.
Ao todo foram seis shoot outs marcados a favor das equipes, onde apenas uma, eu digo UMA, equipe conseguiu converter: Xavier, do Fátima Team, na vitória sobre o Se7e de Perdizes por 5 x 4.
Já os outros cinco foram desperdiçados, com direito a bola para fora, interceptação do goleiro, cavadinha a la Loco Abreu e até desarme da defesa. Teve equipe que teve a façanha de perder duas cobranças na mesma partida, como o Astúcia, que fez a sua estreia contra o Ex-trelas e nem com a força do Chapolin Colorado foi capaz de ajudá-los. Primeiro, Caboclo partiu para cima de Johnny e, ao tentar desviar, se chocou com o camisa 1. A ação faltosa rendeu ao arqueiro o cartão amarelo e nova ação faltosa para o time vinho, mas Amauri não conseguiu aproveitar a “boiada” e foi desarmado pela defesa azul.
O resultado final deu 6 x 2 para o Ex-trelas, com show do camisa 10, Marximelo, mas se aqueles dois shoot outs do Astúcia tivessem entrado, poderíamos ter tido um outro jogo...
Outra equipe que teve o poder do shoot out ao seu favor foi o próprio Se7e de Perdizes, conforme foi falado anteriormente. No duelo contra o Fátima, Paiva ficou cara a cara com Biro, que fechou o canto do batedor e evitou o gol de empate de equipe. Era o último lance do primeiro tempo e o Fátima Team vencia por 3 x 2. Podia ter sido 4 x 2. Esse shoot out desperdiçado fez toda a diferença no final, já que o jogo terminou 5 x 4 para o “Borussia Dortmund cover”. Pois é. O mascote Vini só tem a lamentar.
Mas não é só de shoot outs desperdiçados que os times acabam sendo derrotados. Teve equipe que deu o “luxo” de perder uns e mesmo assim saiu com os três pontos na estreia. Assim foi o Toiss, que derrotou o Joga Junto por 6 x 3, mas se não fosse a ação do goleiro Patrick e o excesso de preciosismo de seu atacante, o placar poderia ter sido maior. Primeiro, Mandella parou no arqueiro do time alviverde, em seguida, foi a vez de Robson dar uma de Loco Abreu e, ao ficar frente a frente com o camisa 1, deu uma cavadinha e a bola foi mansamente para a linha de fundo.
Ou seja, 17% dos tiros livres foram convertidos ao fim da primeira rodada
(é a mesma porcentagem de pênaltis batidos e convertidos pelo São Paulo na temporada antes da partida de ontem). Por ser o início de campeonato, pode ser desculpável, mas ninguém chegará na Aço sem calibrar o pé e aproveitar suas chances. E, hoje em dia, no society, shoot out decide jogo. Para aqueles que fazem a lição de casa, é claro.
Comentários (1)
- Johnny
abr 06, 2016Ótima matéria! E pode colocar mais um na conta do Astúcia: antes do shootout em que foi marcada falta minha, já haviam batido um para fora.