Sorteio distribuiu os times e uma certeza ficou: apesar dos nomes fortes, nenhuma das chaves pode ser apontada como a ‘mais forte’
A Série Ouro começa neste sábado, e as expectativas são grandes quanto à disputa da edição. Serão 20 equipes lutando por um único objetivo: o título. Porém, o grau de dificuldade vem aumentando a cada semestre e a tendência é que algumas delas sofram durante o certame. Mas, o torcedor que comparecer aos jogos a partir do primeiro dia de setembro terá uma certeza: partidas disputadas do início ao fim em sua maioria.
Diferente de anos anteriores, é difícil apontar um grupo mais equilibrado que o oposto. Para onde se olha, é possível ver times – pelo menos no nome – fortes e com potencial. “Achei os grupos equilibrados. A Ouro é forte, e times favoritos têm que confirmar sempre isso, porque times intermediários como o Fúria sempre podem surpreender. Sem mistérios, todos são bons. Estamos com um grupo melhor e queremos fazer uma campanha firme”, afirma Sucão, manager do Fúria. O time está no Grupo A, encabeçado pelo atual campeão Arouca. Isso aponta uma complicação maior às outras equipes. Porém, a lista de potenciais candidatos a fazer boa campanha aumenta.
Os recém-promovidos da Série Prata Primatas e My Balls também irão compor o Grupo A. O Primatas, sem a presença de Gui Fenômeno – atualmente no Corleone -, pretende acabar com o estigma de ‘bater e voltar’ – já que frequentemente alterna entre Séries Ouro e Prata. Outra equipe parecida, e que fará parte da chave, é o Elefantes Indomáveis. A agremiação laranja quer uma campanha consistente no segundo semestre, dentro e fora de campo. “Jogamos para ganhar, e para beber. Logo, vamos em busca do título do campeonato, ou de quem bebe mais. Se possivel os dois títulos. A expectativa é se classificar em qualquer posição. Afinal, acredito que, na Ouro, não tem time bobo”, atesta Douglas Latorre, um dos destaques da equipe.
Se Perder Que Se Foda, Só Resenha e Di Primeira tentarão buscar o título inédito em suas galerias – depois de algumas temporadas de afirmação na divisão. Mas terão de duelar contra dois favoritos – ao lado do Arouca – às vagas diretas para as quartas de final: Real Paulista e CAV. “Grupo muito forte!! CAV, Arouca, Resenha, Di Primeira e My Balls sao os favoritos. O Fúria é sempre complicado de jogar contra. Ainda estamos montando o Real, o time completo com todos os reforços será dificil de bater. E com certeza conseguiremos a classificação entre os dois melhores da chave A”, afirma Marcelo Bizú, técnico do Real.
Caio Fleischmann, camisa 10 do CAV, adota o mesmo discurso. “Achei o Grupo A muito forte, com grandes times e, no meu ver, pelo menos 4 buscando o título. A expectativa e meta deste semestre pro CAV é o título, já que agora conhecemos a divisão. Sabemos das dificuldades, mas viemos de um título do festival. Vamos longe”, comenta.
Não diferente, o Grupo B também está recheado de boas equipes. O atual vice-campeão da Ouro, o Rabeloska, faz parte de uma chave que tem tudo para ser equilibrada. Porém, Dick Vigarista, camisa 9 do time mackenzista, manda um recado promissor a seus adversários. “Não espero muita coisa do Rabeloska este semestre. Tivemos muitas baixas que não foram supridas em relação ao semestre passado, sem contar que o Mackenzie chega em fase final de, pelo menos, 2 ou 3 torneios esta temporada. Vamos ver. Quem sabe uma classificação sem grandes lampejos e sorte no mata-mata não nos levem ao título”, lamenta-se Dick.
Os tradicionais Bacana e Fiorella Brasil deverão dar trabalho. São times que, normalmente, fazem boas campanhas e dificultam a vida de equipes apontadas como favoritas. Na esteira, vêm também MachuPichu e Arouca Jrs. para, mais uma vez, mostrarem que não são ‘saco de pancadas’. “Estamos vindo focados para que façamos uma ótima campanha este semestre, buscando as vitórias a cada rodada, um passo de cada vez, um sábado de cada vez. Não tem mais jogo fácil no Chuteira de Ouro. Só vai ter jogão de bola”, garante o arqueiro do Arouquinha, Gui Rodrigues.
Dois favoritos devem abrilhantar a chave B: os campeões Mulekes e SNG. O primeiro, detentor do título do XII Chuteira de Ouro, quer retomar os dias de glória. Já o segundo, tricampeão da divisão, é sempre respeitado pelos demais times. O artilheiro Renê Araújo rechaça qualquer possibilidade de grupo mais forte que o outro. “Nâo achei nada, nunca acho. Os dois grupos são fortes, como toda Ouro. Para ser campeão, tem que ganhar de todo mundo. E minhas expectativas são excelentes. Fizemos um bom semestre passado, perdendo para o campeão no gol de ouro. Vamos vir fortes e reforçados para ser tetra”, esplana o ‘matador’.
O Jeremias não conta mais com o artilheiro Marcelo Toretta, mas espera fazer campanha melhor que do semestre passado, quando foi eliminado ainda na 1ª fase. E completam o Grupo B dois times que cresceram e amadureceram na última edição da Prata: o campeão Joga 13, de volta à Ouro após um ano e meio, e, pela primeira vez depois de 7 edições da Prata, o É Verdadeee, que se garantiu ao vencer o Diabos Negros no sábado passado na decisão de quem iria para a Ouro e quem ficaria na Prata.
"Depois de tantos anos esperando essa oportunidade de disputar a Ouro, é tipo um sonho jogar contra os grandes da elite do Chuteira. Enfrentar Arouca, SNG, Bacana, Fiorella, Mulekes", confessa Gavião, manager do EV. Segundo ele, o objetivo maior da equipe é se manter na Ouro acima de tudo. "Tem muitos times que vão só passear na Ouro e logo voltam. Não quero que o É Verdadeee seja mais um desses. Pelo que o mostramos durante a Prata passada, deu para perceber que dá para jogar de igual para igual com qualquer time do Chuteira", completa ele.
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