Atual campeão, o time ‘caveira’ inicia a principal divisão do Chuteira como favorito ao bicampeonato, mas, se depender de outras equipes, a tarefa será complicada
Começo de Série Ouro normalmente é marcado por alguns elementos contumazes: pela busca em alcançar o SNG em títulos, destronar o Arouca da dianteira ou até tentar impedir de o Bacana chegar a mais uma fase decisiva – onde lá se torna um time de força técnica impressionante. A 15ª edição da divisão trará todos os componentes citados, mas também deverá trazer novas surpresas, como acompanhar os desempenhos dos times advindos da Série Prata. Porém, a pergunta principal que norteará a jornada que se inicia no próximo sábado é: quem tem medo do CAV, atual campeão?
O time do zagueiro Bettoni levantou a taça da temporada passada vencendo, no gol de ouro de Vitinho Lessa, o tradicional Bacana. Foi uma das decisões da Ouro mais empolgantes da história e coroou uma das novas forças dentro do Chuteira de Ouro. O CAV passou por uma chave que continha forças como Arouca, My Balls e Só Resenha e, na fase final, despachou SPQSF e Fiorella – até conquistar o título. Para a temporada que se inicia, a equipe promete lutar pelo bicampeonato, algo que não acontece desde as conquistas do Bengalas em 2009 (o time ainda seria tri em 2010).
“Por ter conquistado a última edição da Série Ouro e ser, indiscutivelmente, um time forte e de chegada, o CAV é a equipe a ser batida, sim”, não se melindra o goleiro da equipe, Diego Galego. O arqueiro relata que o plantel do atual campeão permanece fortalecido: “O time manteve a base e agregou novos jogadores de qualidade e experiência”.
Para defender o caneco, a luta do CAV começa diante do Fúria. Tradicional dentro da liga, o time rubro negro sabe que precisa fazer uma temporada boa para, além de permanecer na série, apagar as más participações das temporadas passadas. A tarefa de encarar logo de cara o campeão não assusta os jogadores. “Não temos medo de ninguém, seja qual time for”, posiciona-se Sucão, líder do Fúria. “Nossa equipe leva uma desconfianca porque fazemos grandes jogos e outros nem tanto, mas todos sabem que o Fúria é duro, e assim será contra o CAV e todos os adversários daqui em diante”, manda o recado.
Ambos caíram no Grupo A, que conta ainda com Di Primeira, Mulekes, SNG, Arouca Jrs., Jeremias, My Balls e Zenite. A última equipe a figurar na chave é o Med Taubaté, que retorna à principal divisão do Chuteira após permanecer na Prata no ano de 2012. À nova temporada, a equipe conta com a experiência e eficiência da dupla Anibal-Javier, além dos gols da revelação João Humberto. O Med promete não ser um mero figurante no seu retorno. “Acredito que o Med, completo, sempre brigará de igual para igual contra qualquer time do Chuteira, inclusive contra o atual campeão”, aposta o capitão Anibal. O camisa 10 ainda lembra das dificuldades encontradas no período fora da Ouro: “Voltamos após um ano na Prata, e não foi fácil. Demoramos pelo menos um semestre para poder montar e entrosar novamente o time. Esperamos fazer um bom campeonato. Enfim, teremos dificuldades. Porém, nunca deixarei de acreditar em nosso potencial”.
É possível notar que dificilmente alguma equipe será presa fácil para outro time. Por exemplo, o favoritismo do CAV contrasta com o otimismo advindo do Grupo B. Afinal, são dez equipes dispostas a fazer de tudo para desmoronar o sonho dos ‘caveiras’ e comemorar o título mais importante da liga. E o que não falta é bom time dentro da chave. A começar pelo sempre apontado líder na bolsa de apostas, Arouca, campeão da 13ª edição da Série Ouro. “A cada semestre os times se entrosam mais e bons times sobem à Ouro, com isso a disputa fica ainda mais acirrada”, atesta o goleiro Mauricio. Experiente, o M1 não se atenta apenas ao atual campeão. “Quanto a parar o CAV, vejo que não podemos nos preocupar só com ele. Tem muito time bom, e se pensarmos em superar um, os outros nos atropelam. O segredo é foco”, finaliza.
A chave possui agremiações tradicionais que buscam sucesso na temporada que se inicia. Afinal, Fiorella, SPQSF, Primatas, Bacana e o reformulado Só Resenha disputam a divisão há anos. Outros times estão retornando à Ouro, casos de Roleta Olímpico e Acidus. Para Lói, capitão verde-limão, seu time pode “fazer bons jogos mesmo contra os grandes favoritos ao título”. Porém, o xerife da zaga do Acidus mantém os pes no chão. “Não podemos pensar em título ainda. Esta será uma temporada de adaptação à Ouro para nós. Vamos nos focar em permanecer na divisão de elite, daí pra frente tudo pode acontecer”, cerca-se de cautela Lói.
O Grupo B ainda contará com dois novatos de divisão: Mercenários e Ras Time. O outro ‘caveira’ na série sagrou-se campeão da Prata na temporada passada e sonha em repetir a dose na Ouro. Já o Ras Time debuta de forma consciente – sabendo até onde vai os limites do time. “Nós batemos na trave da Ouro diversas vezes, e não subimos do jeito que gostaríamos, mas o time está bastante empolgado com o acesso”, revela Flash, ansioso para fazer sua estreia na elite. “Acredito no time e na classificação para a segunda fase”, completa.
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