É certo que o título ficará em boas mãos tamanha a qualidade dos semifinalistas, porém, atribuir a algum deles o favoritismo pode ser uma aposta arriscada
Se nas Séries Ouro e Prata chegaram às semifinais os favoritos nos palpites dos torcedores, pode-se dizer o mesmo quando pensamos no V Chuteira de Bronze. Báguas, Condor s, Coringa e Palestrinha da Catarina foram os melhores e mais regulares equipes da 1ª fase, ocupando as primeiras posições em seus respectivos grupos. Diante de tal retrospecto e após terem todos se garantido na Prata, passam a alimentar com mais veemência o sonho do título. Assim, pode-se afirmar uma única coisa: o caneco desta temporada estará em boas mãos, independente de quem venha a vencer.
As duas semifinais serão disputadas no próximo sábado, na quadra 4. Um estilo de tamanho peculiar a todos, acostumados com o formato arena. A diferença é que os times utilizarão um espaço contumaz aos times da Ouro. O primeiro duelo será de agremiações já tradicionais do Chuteira de Ouro. Já o segundo duelo terá como composição dois novatos de competição. Coringa e Condor s jogam às 13h30. Trata-se de duas equipes com estilos diferentes de jogo. O Coringa tem mais técnica; o Condor s, mais marcação. Em comum, a obsessão desde antes da primeira rodada de estar na Série Prata logo no primeiro semestre de 2013.
"Tivemos competência para cumprir a promessa do acesso graças à nossa união e ao futebol pra frente que praticamos. Sobre título, vamos buscar até o fim, pois sempre o próximo desafio é mais difícil, mas estamos totalmente focados nele", explica Mauricio, capitão do Coringa.
Já pelos lados do Condor s, a felicidade por alcançar uma meta tão sonhada é grande. "Estamos muito felizes pelo acesso à Prata, mas já caiu a ficha, sim. Esse acesso foi a coroação das várias vezes que batemos na trave", alivia-se Kalzinho, meia da equipe. O time bateu na trave por algumas temporadas, e estava batendo nesta também: terminou com os mesmos 22 pontos do líder do grupo A, o Báguas, mas nos critérios de desempate o novato de divisão acabou terminando na dianteira. "Nunca desanimamos, mesmo depois de ficarmos em segundo na chave. Só tinha ficado mais difícil conquistar a vaga, mas a equipe é unida. Como não treinamos durante a semana, conversamos bastante, como não reclamar com os árbitros, não discutir com os companheiros etc. E isso foi fundamental para a equipe, o resto foi garra e futebol", argumenta Kalzinho.
No Coringa, a classificação direta à Prata chegou de forma suada e dolorida – apenas na última rodada, quando despachou seu concorrente direto Palestrinha e contou com uma atuação desastrosa do DPGamos, até então líder, ante o já rebaixado Os Mostarda. "Nesta Bronze não desanimamos nunca. Tivemos um baque no jogo contra o DPgamos (partida válida pela 7ª rodada, empate em 4 x 4), onde perdemos muitos gols e os deuses do futebol nos puniu. Depois disso houve algumas situações que vimos no site e nas redes sociais que nos ajudaram mais ainda a nos reerguer e seguir firme na nossa caminhada rumo à Prata. Estamos mais fortes, pois aprendemos com os erros do passado", revela Mauricio. O Coringa, time de grande longevidade dentro do Chuteira de Ouro, busca seu primeiro título.
Quem também visa o inédito caneco são os novatos Báguas e Palestrinha da Catarina. Apontados como forças desde a primeira rodada, quando mostraram excelente futebol para quem não havia disputado nenhum jogo no Chuteira, as equipes se qualificaram às semifinais com excelentes campanhas. “Quando formei o time, e chamei um por um, já tinha uma expectativa sobre conseguir disputar o Chuteira (ganhando a taça) e subir à Prata. Porém, minha expectativa só se confirmou devido à capacidade do grupo e estamos felizes por isso”, alegra-se Hiro, capitão bom de bola do Palestrinha. O time é uma máquina de fazer gols: já balançou as redes 65 vezes em 13 jogos; além disso, possui os dois artilheiros do certame, Lukinhas (19 gols) e Guga (18 gols).
Mas nem tudo foi festa ao Palestrinha, como comenta Hiro: “Tivemos dois momentos ruins. O primeiro, após um empate com o Só Quem Sabe (partida válida pela 6ª rodada, empate em 2 x 2), quando, no final do jogo, tive de chamar um técnico pois estava complicado jogar e olhar o time. O segundo momento, e mais difícil, foi após a derrota para os amigos do Coringa (partida válida pela última rodada da fase de classificação com placar de 6 x 3 ao Coringa). Ali tomei decisões que fizeram nosso time crescer e reencontrar seu caminho no Chuteira”, avalia. Após a derrota, e o consequentemente adiamento do acesso à Prata, o Palestrinha goleou o TNT (7 x 2) nas oitavas de final e derrubou o Basicus nas quartas de final, nas cobranças de pênaltis.
Credenciado, o Palestrinha encara o líder do Grupo A, Báguas. “O título nos interessa. Principalmente pelo fato de todos os semifinalistas já estarem na Prata. Dessa maneira todos estão no mesmo barco, não havendo maior interesse de nenhum dos times classificados. Além do mais, levantar o caneco é sempre uma maravilha e ficará muito bem guardado em nossa sala de troféus. Já temos um e gostaríamos muito de obter o segundo”, articula Jorjão, comandante de ataque dos laranjas referindo ao título da Taça Inverno.
O matador está na cola de Lukinhas e Guga na briga pela artilharia. Ele tem 17 tentos e quer fazer mais para ajudar seu time a alcançar a final. O Báguas liderou quase que de ponta a ponta o Grupo A e, com um empate em 3 x 3 com o TNT na última rodada da fase de classificação, assegurou o maior desejo de Jorjão: a Série Prata.
O Báguas segue a mesma linha adotada pelo adversário de sábado: o ataque. Já marcou 59 vezes em 13 partidas. A promessa é de muita bola na rede na semifinal. Dor de cabeça em vista para Régis e Symon. “Pelo retrospecto no campeonato e pelos comentários que já ouvi e li, tenho a impressão que será um jogo de muitos gols. E nós jogaremos para a frente como de costume. Respeitando, obviamente, o Palestrinha, que tem o melhor ataque da competição”, conceitua Jorjão.
Os times estão acertando os detalhes para os embates. E os discursos estão afinados. “Quem conhece o Chuteira sabe que o Condor s tem um time muito forte e guerreiro. Não conheço pessoalmente os comandantes do time, mas jogamos contra eles na fase de grupos do último Chuteira de Bronze (vitória do Coringa por 4 x 3) e foi jogão. Não vejo nenhuma surpresa nessas semifinais”, afirma Mauricio. Enquanto isso, Kalzinho mostra confiança: “Acreditamos muito no título. As quatro equipes têm condições de conquistar a Bronze. O Coringa é um time muito bom, mas se apresentarmos um bom futebol temos condições de vencê-los”, finaliza.
Jorjão mostra apreensão para falar do jogo decisivo ante o Palestrinha. “Mais uma vez estamos com dificuldades em reunir um bom elenco para esta semifinal e teremos ausências de peso. Acredito que teremos somente dois reservas para este jogo. Acho que é uma sina do Báguas jogar com esses empecilhos. Foi assim na Taça Inverno e tem sido assim na Bronze. Acredito em nossa vitória, mas não considero nosso time favorito. Será um jogão”, isenta-se de favoritismo Jorjão.
Já Hiro demonstra cautela. “Será um duelo bem parelho, de duas grandes equipes. Um jogo ótimo pra ser assistido, pois, na minha opinião, ambas as equipes jogam um futebol ofensivo, bonito de ver. Final antecipada seria Coringa x Baguás, né?! (risos). O Palestrinha entra por fora, na humildade, em busca do título”, credencia o capitão.
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