As semifinais da Aço trazem duas chaves distintas. De um lado, a juventude de Roleta Russa Clássico e do Shakthar dos Leks, ambos oriundos do Chuteira 5. Do outro, a experiência de Bronx e HidroNG. Os jogos deste sábado colocarão na final frente a frente essas duas vertentes – juventude x experiência.
O Shakthar tem a seu favor a classificação diante de um time muito experiente e acostumado a ser campeão, o NGM. Não exatamente esse time, mas se olhar individualmente, boa parte da equipe já jogou no tricampeão SNG e tem muita estrada rodada num mata mata. Diante da velocidade dos ucranianos, o experiente time caiu no gol de ouro. Isso mostra que o Shakthar não é um time bobo e tem um sistema de jogo bem estabelecido, comandado por Chuqui e capitão Gui Simões, que jogam mais recuados carregando a bola e servindo o ataque, formado por Saulo, cara nova da equipe na temporada, Fiore e Barriga.
É esse time, que foi vice-campeão do II Chuteira 5, que encara o Roleta Russa Clássico numa das semifinais. O Roleta pode ser considerado a grande zebra da competição. Poucos esperavam o time de Fernando Sartori entre os quatro melhores, mas os clássicos fizeram boa campanha na 1ª fase – 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas – além de eliminar o La Buça Romana nas oitavas e o então favorito IRA nas quartas. O destaque vem sendo o goleiro Leonardo, o líder da corrida MVG da Aço (na verdade, ele já é o MVG, só podendo ser igualado em estrelas – 10 no total – por Carlão, do Bronx). Com suas defesas e muita entrega dos jogadores, na base da raça o time chegou até aqui e quer mais. O veterano Bob é o artilheiro da equipe, com 9 gols, enquanto Beider e Bilica se destacam no MVP. Folha, o talismã, é desfalque certo após sofrer uma grave contusão diante do IRA. A perda do jogador pode, e deve, dar mais garra aos companheiros, que certamente jogarão por ele. O ponto é que esse time não tem um grande nome a despontar como estrela. Quem brilha, ali, é o conjunto bem armado e que joga basicamente no contra-ataque, sem se desesperar quando está perdendo.

Entretanto, o favoritismo fica na outra chave, onde HidroNG e Bronx duelarão em busca da grande final. O Bronx é o melhor time em termos de aproveitamento até o momento – com 8 vitórias e apenas uma derrota. Na 1ª fase, foi o time de melhor defesa, liderou de ponta a ponta o Grupo B e só encontrou a derrota quando já não valia mais nada – tinha garantido o acesso antecipado e encarou o IRA num jogo pra cumprir tabela na rodada final. Os camisas pretas, após fracassos consecutivos na hora da decisão nas tacinhas disputadas e no próprio Chuteira 5, apresenta na temporada um time muito consistente e ciente do que faz em campo. A presença de Theo e Cesão no meio de campo e o faro de gol de Deko são as armas de um time bem equilibrado e distribuído em campo, cujas maiores qualidades são os chutes de longa distância e o jogo conjunto.
Como destaques individuais, Deko soma 14 gols é o artilheiro da competição até o momento. Além disso, soma 20 estrelas e já é o MVP da 5ª edição da Série Aço, já que não pode ser alcançado por mais ninguém. Claro que ele não conquistou isso sozinho. Theo, o camisa 17, tem 10 gols e está na 3ª posição entre os artilheiros. Ao mesmo tempo, soma 8 estrelas no MVP, seguido de Rudão, com 7.
Em contraste com a melhor defesa do campeonato aparece o melhor ataque, que pertence ao HidroNG. Desde o início do time aquático no Chuteira, a instabilidade é a marca registrada da equipe. Foi vice-campeão da Taça Primavera 2013, derrotado pelo Divino, e chegou à Série Aço. No III Chuteira de Aço, venceu o grupo e chegou à Bronze, mas teve a proeza inédita de um WO nas quartas de final. Essa falta de comprometimento levou o time a uma campanha pífia na Bronze, quando acabou rebaixado com outro WO. De volta à Aço, reformulou tudo e vem sendo destaque, ficando na 2ª posição no Grupo A com 6 vitórias, um empate e uma derrota. Balançou as redes 50 vezes em 9 partidas disputadas, e o artilheiro é o pequenino Gabi, com 13, apenas um a menos que Deko, do Bronx. Na Corrida MVP, soma 11 estrelas.

No decorrer da temporada o Hidro teve sempre um time em campo, não sofrendo mais com falta de jogadores, mas sem um destaque maior, já que os jogadores faltam com frequência. O rodízio é a arma maior do Hidro, que não depende de apenas um atleta para vencer. Gabi, Waltinho, Dieguinho, Luiz Guilherme e Biriba já decidiram em favor da equipe e, se estiverem todos juntos, certamente darão muito trabalho ao Bronx.
Dois duelos que colocam frente a frente experiência x juventude na final. Times que cadenciam o jogo e são mortais quando chegam ao ataque diante de times que fazem da velocidade e vontade suas marcas registradas. Nas semifinais e na grande final eis o que será colocado à prova.
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