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SEM DIEGO E MATRIX, BRIGA PELO MVG ESTÁ EM ABERTO

Na primeira rodada do V Chuteira, era fácil de prever a polarização entre Diego e Matrix que seria a Corrida MVG da competição, afinal, os dois vencedores da última edição estavam confirmados. Diego, pelo Acidus, e Matrix, pelo Roleta Russa, eram os nomes mais fortes de suas equipes e tinham a estrela de melhores em suas posições. Mas, até a terceira rodada, ambos praticamente se despediram do Chuteira neste semestre.

Logo na primeira rodada, Matrix deslocou o ombro e acabou por desfalcar o Roleta. As chances de voltar a jogar ainda no V Chuteira são pequenas, mas já se viu Matrix apoiando sua equipe no último jogo e pode ser uma surpresa. Já Diego fez sua despedida do Chuteira diante do Muleke Piranha. Ele foi jogar futebol profissionalmente em Salto e só jogaria pelo Acidus em algum jogo esporádico.

Sem os dois goleiros, a corrida MVG fica praticamente sem favoritos, o que abre espaço para novas revelações e uma conquista inédita de goleiro. Até a terceira rodada, a liderança do MVG está dividida entre Emílio, do MachuPichu, e Ricardo, do MSM, com 4 pontos cada. Eles mostraram personalidade e bons reflexos para salvar o time em partidas complicadas e evitar maiores estragos em outras. Resta ver se manterão o desempenho daqui pra frente, quando os jogos se tornam cada vez mais difíceis e decisivos.

Mas “velhos” conhecidos do Chuteira embaixo das traves estão prontos para tentar o título pessoal de melhor goleiro da competição. O veterano Betão, do Fora de Série, perdeu a vitalidade (ou seria a boa visão, já que desenvolveu miopia de um ano pra cá?) que tinha quando estreou no Chuteira pelo Assurra na segunda edição, mas continua a ser segurança na retaguarda. Caieras, do Joga 13, sempre sai perdendo na Corrida MVG em razão de sua forte defesa, que não deixa passar muitas bolas. Mas, apesar de longe do ótimo momento vivido quando estreou pelo 13, já mostrou que pode dar trabalho aos demais.

Outros nomes que já jogaram o Chuteira e estão firmes em suas equipes são Nathan, do Bucets, e Sampa, do bicampeão SNG. Sampa sempre joga com a desvantagem de seu time ter maior visibilidade no ataque que na defesa. Além disso, quando se fala no setor defensivo do SNG, logo se pensa em Allan, a referência e segurança que só um time campeão pode ter. Para Nathan, o problema é a inconstância da equipe, que vence uma e perde outra com tremenda facilidade, impedindo que o goleiro venha a ter a regularidade necessária – o segredo para ser o melhor em qualquer torneio.

Outro candidato a MVG – que seria o favorito caso estivesse confirmado como goleiro e jogando desde o primeiro jogo – é Luiz Eduardo. Repatriado pelo Roleta Russa, o destaque do Tosco no último Chuteira é reconhecidamente um ótimo goleiro, mas de cabeça quente. No IV Chuteira, ele salvou o Tosco em praticamente todas as partidas, sofrendo poucos gols e mantendo a regularidade que o colocou entre os melhores goleiros daquela edição. Só não brigou até o fim com Matrix e Diego porque sua equipe não se classificou, mas mesmo assim chegou a 11 pontos em 11 partidas disputadas (lembrando que os vencedores obtiveram 14 pontos). Com a contusão de Matrix, Luiz pode ter a chance que tanto buscou, apesar que o time trouxe outro jogador para a posição, Casari.

Também forte candidato mas que não deve concorrer é Publius, do Acidus. Sem Diego, Publius seria o nome certo para voltar ao gol do time, mas seu desejo de jogar na linha e seu temperamento fizeram com que a direção buscasse nova opção para repor a perda de Diego. Ainda sem definição, Publius pode vir a ser o goleiro do Acidus na próxima partida, mas é fato e aberto que a equipe está testando novos goleiros. Das novas equipes que compõem o Chuteira, goleiro de destaque parece ser o jovem Palhuca, que não deve ter esse apelido à toa. Inicialmente o Crociatti não o via como goleiro, mas logo na estréia diante do Acidus fez bonito e conquistou a vaga. Diante de Basicus e principalmente Fiorella, ele apareceu com belas defesas e elasticidade e, a continuar assim, deverá ser nome certo até o final na briga pelo MVG.

Com fama de milagreiro, Erich chegou ao Chuteira no gol do Atlético Pagalanxe, mas de fato sua fama ainda não foi de toda justificada, e muito disso talvez se deva à apatia de sua equipe nessas primeiras partidas. A tendência é Erich aparecer mais conforme sua equipe ganhe tranqüilidade e cresça em campo. O mesmo se pode dizer de Binho, do Kadência, que foi destaque na primeira rodada e caiu de produção juntamente com sua equipe nas duas derrotas seguidas do Kadência.

Além destes, Guaraná, do Muleke Piranha, não é bem um novato no Chuteira, pois jogou com o Hollanda no campeonato passado, e João, do Treinadores do Braz, correm por fora. Suas equipes saíram derrotadas em dois dos três jogos disputados até o momento e isso ajuda a não terem a devida visibilidade.
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