Uma coisa chama a atenção do selecionado da Prata: os campeões e vice-campeões aparecem menos do que o costumado. E isso por quê? Porque Elefantes e Xoro Paro apresentam uma equipe coesa e equilibrada em todos os setores, em que um jogador não se destaca mais que os outros e assim o time ganha em coletivo e perde em individualidades. Mesmo um craque como Kuminha não foi o Kuminha que se conhecia de antes justamente porque o time não é só ele e não joga em função dele.
Assim, os 14 selecionados fazem um apanhado por vários times dos 18 que disputaram o II Chuteira de Prata. E o máximo que um time conseguiu foi ter 2 jogadores na Seleção: casos de Med Taubaté, Real Paulista, Xoro Paro e Roleta Russa Olímpico.
A rigor, o II Chuteira de Prata foi o torneio em que sobraram selecionáveis no meio e ataque e faltaram na defesa. No gol, as duas muralhas indiscutíveis da competição – Casari, do RR Olímpico, e Daniel, do DPGamos. Apesar das duas equipes não terem ido longe, ambos os goleiros mostraram trabalho e pegaram muito no decorrer dos jogos.
Na defesa, os zagueiros pouco chamaram a atenção (ou pouco foram observados, como dirão alguns) talvez porque os ataques foram muito fortes e decisivos. Porém, Paulinho, do Locomotiva, foi o homem que ajudou sua equipe a ter uma das melhores defesas do torneio, assim com Léo, também do Locomotiva, que ficou de fora da Seleção por uma questão de dividir o tempo de jogo com seu parceiro Paulinho. Lacraia, zagueiro artilheiro do É Verdadeee, não sói marcava como salvava o time de Gavião, como contra o Basicus, quando marcou e deu a vitória ao alvirrubro diante dos rosáceos barathianos.
Também destaque dentro de uma equipe regular, Pina se sobressaiu defendendo a meta de Casari na versão olímpica do Roleta Russa. Sua estatura privilegiada e seriedade em jogar – em que bola pro mato que o jogo é de campeonato – chamaram a atenção e marcam Pina como um zagueiro Seleção. Completa o time de defensores o capitão do Camelo, Henrique, que é outro jogador sério, dentro e fora de campo, que foi o xerifão do time da pizzaria, segurando a bronca muitas vezes sozinho.
No meio, um festival de craques, a começar pelos médicos Aníbal e Rogerinho (este não é doutor), que juntos a Bruninho Sasso infernizaram as defesas adversárias. Os camisa 7 e 10 do Med são indiscutíveis no selecionado prateado. Ao lado deles, o campeão Elefantes coloca seu único nome na lista – Daniel Teske – que foi essencial nos mata-mata, marcando gols decisivos para os laranjas levantarem a taça. Fecha o meio de campo o camisa 10 do Real Paulista, Adriano Xexé, que, com toque de bola refinado e legítimo camisa 10, deu assistências e marcou gols para manter o RP com 9 vitórias em 9 jogos.
No ataque, o pesadelo de qualquer defesa – Lucas Xixi, o 88 do Bucets que encantou os gramados sintéticos do Chuteira com seus cortes rápidos, dribles desconcertantes e chutes certeiros. A precisão de Xixi só não foi maior porque ele deixou de jogar alguns jogos e viu o Bucets definhar sem ele. Outro inferno foi Pedrinho, ex-Kadência e SNG que deu as caras na Prata para mostrar que seu futebol continua vivo e poderoso. No mesmo quilate, Suzuki, centroavantes dos engenheiros do Canhedo, poderia ser o artilheiro da competição se não fosse o Sem Pretensão tomar de 28 x 0 do Med, com 10 gols de Rogerinho. Suzuki embalou 23 gols e foi vice-artilheiro. Frieza, como todo bom oriental, parece ser o segredo do matador. Finalmente, Rodrigo Rezende, o homem da munhequeira do Xoro Paro, que apareceu com o Chuteira já começada e foi decisivo da campanha vice-campeã do time.
Outros nomes que foram cogitados para a Seleção são: goleiros – Betão (Locomotiva) e Chachá (Elefantes); zagueiros – Léo (Locomotiva), Brão (Med Taubaté), Gará (Real Paulista), Ladeira (Basicus) e Cauê Bueno (Bucets); meias – Bruninho Sasso (Med Taubaté), Kuminha (Xoro Paro), Renan (Locomotiva), Birulei (Bucets), Rafinha Souza (Coringa) e Edu Elias (Basicus); atacantes – Cauê (Elefantes), Iasi (Ras Time), Fabinho (Canhedo), Panela (Real Paulista), Kaká (Coringa), Paulo Roberto (Pé de Pano), Bob (DPGamos) e Publius (Locomotiva).
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