Conforme tradição, o Chuteira de Ouro tem sua Seleção do VI Torneio Chuteira de Ouro. Com cada vez mais ótimos jogadores, a eleição é cada vez mais complicada. Muitos nomes que mereciam constar ficam de fora, o que mostra o alto nível do futebol jogado por quase todos.
No gol, parecem duas unanimidades – Diego e Caieras.
Diego foi MVG e não é preciso dizer mais nada, e
Caieras mostrou a segurança de sempre e ficou com a vaga na seleção em disputa com Renato (Kadência), Benga (The Veras) e Fábio Fonseca (o goleiro menos vazado).
Na zaga, a repetição de um nome –
Rodrigo, do Joga 13 – e três novidades.
Biro, do SNG, não é zagueiro de ofício, mas jogou improvisado por lá em razão da ausência de defensores no SNG, e deu conta do recado com folga. O alto
Rafinha, do Estudiantes, foi uma força na marcação e um perigo nas bolas áreas na área adversária, ou seja, além de defender ele faz gols, sem contar que foi o MVP da grande final.
Rica, o capitão do Fora de Série, é um caso especial de zagueiro que limpa a área com elegância e rispidez quando necessário. Se o Fora perdeu a maioria dos jogos por poucos gols, o serviço se deve a ele, que foi eleito dos 3 melhores em campo praticamente todas as partidas que disputou. Acabaram ficando de fora da lista Guma, do Joga 13, figura carimbada da seleção, e Julian, do Kadência, que era do Joga 13, mudou para o Kadência no início e caiu como uma luva na defesa do time de Paulinho.
No meio de campo, duas unanimidades:
Caio, do Estudiantes, e
Alemão, do Melville. Os dois sempre constam na lista dos melhores e continuam fazendo por merecer. As novidades são o estreante
Pena, que mostrou habilidade, velocidade e precisão com a perna esquerda, e
Ronei, ex-Só Lance e agora no Diabos, que jogando praticamente como um volante acertou o time do Diabos e fez muitos gols e decidiu muitos jogos. Os 4 eleitos acabaram deixando de fora jogadores do porte de Pedrinho, do Kadência, que surgiu como um rolo compressor nos primeiros jogos e deu uma apagada na reta final; Doce, do Joga 13, que fez o papel de volante e praticamente toda a criação das jogadas do 13; Barata, o pulmão do Acidus, velocista e incansável marcador; Jefferson Firmino, o grande nome do Fiorella neste torneio; e Choco, do Joga 13, que foi um dos mais regulares do time.
No ataque, os nomes de sempre voltam a configurar na lista. Os artilheiros Lele e Renê ganharam a companhia de
Paulinho, o artilheiro e MVP da competição.
Lele fez 23 gols e não foi artilheiro de novo por pouco; em relação a
Renê, menos seus 18 gols que suas assistências aos companheiros o colocam pela quarta vez na seleção da competição. Fecha o quarteto de atacantes
Philip, do Acidus, que fez 20 gols no torneio e desconcertou zagueiros com seus dribles curtos dentro da área. Ficaram de fora da lista de atacantes nomes como Rafa Lorente, um meio pivô do Estudiantes que começou a jogar muita bola na reta final do torneio; Memé, o fiel escudeiro de Renê no SNG; Thiago Branco, o novo homem-gol do MachuPichu; Yanes, o oportunista camisa 9 do Bacana; e o MVP da competição passada, Felipe, do Melville, que neste torneio não brilhou tanto quanto no passado.
A menção honrosa do torneio vai para
Julio Cruz, pivô matador do Atlético Pagalanxe que jogou poucos jogos e marcou média de 2 gols por partida jogada. Caso ele tivesse jogado desde o inicio e não tivesse engessado o dedo, a história da artilharia poderia ser diferente.
Entre as revelações do torneio, uma delas chama a atenção. Contratado para ser goleiro, a Equipe Bróder descobriu em
Gabriel Borges mais que um goleiro, um meio-campista armador que sabe tocar, chutar, marcar e fazer gols. Quando ele passou a jogar na linha, a EB passou a ganhar seus jogos. Por isso, Gabriel é a revelação do VI Chuteira de Ouro.
Eis abaixo a seleção do VI Chuteira de Ouro:
Menção honrosa:
Julio Cruz (Atlético Pagalanxe)
Revelação:
Gabriel Borges (Equipe Bróder)
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