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ROLETAS LUTAM CONTRA MAUS RESULTADOS E DESÂNIMO

Times – espalhados pelas 3 divisões – somaram, juntos, apenas 1 ponto; maior preocupação é com Roleta Principal, hoje na zona de rebaixamento

A franquia Roleta Russa está em crise. Chegando próximo à metade da fase de classificação nas 3 divisões da liga, nenhuma das 3 equipes Roleta – cada uma em uma divisão– venceu ainda. Pior: em 30 pontos disputados por eles (Olímpico e Principal 9 pontos cada, e o Clássico, 12), foi conquistado apenas 1 (o empate entre Roleta Olímpico e Arouca Jrs., na Série Ouro). O ano de 2012 começou diferente para Baru: nunca o Roleta Russa tinha sido colocado em xeque como neste momento. E a pergunta que paira é inevitável: o que acontece com o Roletinha na Ouro, Roleta Principal na Prata e Roleta Clássico na Bronze?

A expectativa em torno dos times era grande. Todavia, o que se viu, até agora, foram apenas resultados pífios – alguns até surpreendentemente negativos. Pouco para times que já fizeram história dentro do Chuteira, como o Roletinha, na Prata, ou o Principal na Ouro. “São situações e momentos tão distintos que nem temos como atrelar um time ao outro, no quesito campanha”, atesta Baru Matos, homem-forte da franquia Roleta Russa, responsável principal pelos 3 times.

Apaixonado pelo que faz, Baru traz uma síntese dos times espalhados pelas divisões. “O Roletinha, na Ouro, é um time com formação sólida, sem troca de jogadores há tempos. O Roleta Russa (que chamamos de Principal) perdeu elenco no meio do último Chuteira, caiu e segue lutando pra se reestruturar; acho difícil colher algum fruto neste semestre. O Clássico é outra pegada, é um time que está amadurecendo, aprendendo a jogar e a desenhar seu próprio jogo”, analisa o homem por trás da franquia.

A maior decepção, talvez, seja o Roleta Russa – time que já disputou grandes jogos na principal série do Chuteira de Ouro. Em 3 jogos na Prata, foram 3 derrotas. A má fase vem desde o ano passado, quando o “Roletão” fez temporada a ser esquecida, culminando no rebaixamento. Assim, deixou de ser protagonista e passa, agora, a ter de se reencontrar como equipe.

“Não vejo como decadência. Estamos em uma fase de mudanças, onde é compreensível que precise de um tempo para o time se entrosar”, defende Fernando Alemão, um dos símbolos Roleta dentro e fora de quadra, agora também manager do time considerado principal.

Para Alemão, a falta de comprometimento de jogadores que passaram pelo time e não se firmaram é uma das razões da atual condição. “Já fazem 3 campeonatos que não conseguimos manter o mesmo grupo, e todo semestre temos que buscar não um ou outro para compor o elenco, mas, sim, 4 ou 5 jogadores para montar novamente a base. Isso reflete dentro de quadra”, queixa-se.

A contrapartida é o Roleta Olímpico. Ou, pelo menos, deveria ser. O ‘Roletinha’ ascendeu à Série Ouro de forma dramática, inédita e heroica, naquela “decisão” diante do My Balls, em que o time de “moleques” mostrou maturidade para vencer um jogo tido como perdido. Ao mesmo tempo que subiu, viu o Roletão descer, e em 2012 passou a ocupar o posto de Roleta na Série Ouro. Porém, após 3 partidas, o time de Brian, Ceron e Catatau ainda não engrenou, e só não configura na zona de rebaixamento de seu grupo pelo saldo de gols.

“Apesar de termos feito três partidas equilibradas, a vida do Roletinha está sendo um pouco difícil. Quando subimos à Ouro, já esperávamos bastante dificuldade, até pelo fato de ser a estreia de um time muito novo, e pelo alto nível do campeonato”, avalia Gabriel Pina, capitão do Roletinha, que aposta em uma reviravolta: “Entretanto, acredito que, no decorrer do campeonato, o time vai se adaptar melhor a essa grande competitividade e mostrar que também tem o seu valor”.

Outra questão em pauta é se o Roletinha tomou o posto do time “principal” no Chuteira de Ouro. Afinal, a equipe onde joga Gegê, que um dia foi temida pelos adversários, hoje é um simulacro de um passado não tão distante. Ao mesmo tempo, o Roletinha ‘tomou’ o lugar do Roletão na elite do Chuteira, além de ser um time que conta com a simpatia dos demais jogadores, coisa que o Roletão historicamente nunca teve. “Não viemos pra tomar o lugar de ninguém. Conquistamos o nosso espaço. O Roleta Principal tem uma grande história dentro do Chuteira, e, agora, o Olímpico está construindo a dele. A caminhada vai ser bem difícil, mas, vontade é o que não falta”, fala o enfático Pina, que dá a receita para os ‘Roletas’ saírem da crise: “É manter a cabeça no lugar, jogar com muita raça, arrumar alguns erros individuais e nunca parar de acreditar. Todo começo é difícil, mas com o tempo vai vir a recompensa por nunca ter parado de lutar”.

Já a situação do Clássico é igualmente ruim, porém, um tanto quanto inexplicável. O time fez razoável campanha na Bronze passada (classificou em 7º lugar) e neste ano conta com o craque Brunão, que deixou o Roletão e se juntou aos “vovôs”, como muitos brincam ao chamar o Clássico. Junto a Ranalli, Giu e Bob, jogadores do time principal em outras épocas, além de Affelay, forma um conjunto capaz de brigar na parte de cima da tabela, e não na de baixo. Porém, não é isso que vem acontecendo: em 4 jogos, foram 4 derrotas. “O time é muito melhor no papel que semestre passado, e certamente alguns achavam que seria uma campanha mais tranquila. Aí está o erro, todas equipes também se reforçam e não provamos nada ainda pra achar que merecemos vencer qualquer equipe”, explica Baru, jogador e manager do Clássico.

Diante de um quadro tão desfavorável, Baru tem a receita para voltar a ser merecedor de vitórias: “Parar de culpar fatores externos e perceber que temos responsabilidades, principalmente individuais, perante os resultados obtidos. Nossa equipe só vencerá quando merecer mais que outras e é isso que vou buscar levar para o campo”.

Apesar da postura crítica, Baru ainda ressalta o que foi até agora a campanha da equipe. “Por enquanto jogamos contra times bem na tabela (Basicus e Futsampa), frente ao TNT que também segue bem na tabela, foi um 2 x 1 pra eles muito brigado e no último (Toque Me Voy) fomos a campo sem goleiro, o que dificultou bem as coisas. Descrevendo desta forma podemos ser bem otimistas mesmo estando tão embaixo na tabela neste momento”.

Com a crise instalada – ao menos em termos de resultados – o que se questiona é se o futuro dos ‘Roletas’ é tenebroso. Se o Roletinha tem uma base sólida e não carrega grandes expectativas na Ouro, com o Roletão a história é outra, pois o time perigou morrer no início do ano. Quem não deixou foi Alemão. Mas e se permanecerem na rabeira de seu grupo na Prata e, consequentemente, venha a cair para a Bronze? “Não vamos cair! E o Roleta nunca vai acabar!”, garante o confiante Alemão.
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