Enfim o Roleta sub-20, ou oficialmente agora chamado de Roleta Olímpico, saiu da sombra do Roleta Russa tido como principal e se prepara para alçar vôo próprio no Chuteira de Ouro. Depois de um ano cheio de amistosos, votação e promoção para um novo nome e idas e vindas de jogadores, o ex-Roleta sub-20, carinhosamente apelidado por Nação de Roleta sub-virgem, fechou seu elenco e já neste mês começa os preparativos para o Chuteira de Prata.
A existência do “Roletinha” não é novidade; o novo é que, em dezembro, a direção das duas equipes decidiu por bem romper toda a “mistura” dos times e colocar cada um a andar por suas próprias pernas. Isto quer dizer que jogador que é Olímpico não joga mais no principal e vice-versa, pois os mais jovens vinham sempre sendo aproveitados no Roleta no Chuteira de Ouro. Agora os jogadores foram “divididos” e cada um faz parte de um único time, mas da grande família Roleta Russa.
“A idéia inicial do sub-20 era formar uma versão jovem do time para o Cachopa e seus amigos poderem jogar defendendo o brasão Roleta. Com o tempo este time jovem ganhou cara de fornecedor de jogadores ao time principal. Agora que os mais jovens têm pelo menos 16/17 anos, já podem entrar num campeonato e isto deu espaço pra todo mundo. A família é a mesma: mesmos uniformes, mesma estrutura”, confirma Baru.
Com a decisão, o manager do Olímpico passa a ser Mendes, um dos mais experientes do elenco e dos acima de 23 anos. Além disso, Baru explica que o time terá uma comissão técnica formada por ele, Casari e Caju. “A molecada toda concordou e teremos nós três na comissão. Eu gerencio pessoa (substituição, ordenação, comando), o Casari é o motivador, vai trabalhar o mental, e o Caju é o tático (visão de jogo)”, explicou Baru. “De forma geral, eu estou como técnico e o Casari meu auxiliar direto. O Caju tentará estar sempre junto, mas é menos garantido”, resumiu em seguida.
Assim, fazem parte do Roletinha e que vinham jogando no principal o goleiro Luiz Eduardo, os zagueiros Pina, os meias Mendes e Iuri e os atacantes Folha, Brian e Cachopa. Além deles, outra novidade é a presença de Phil como jogador, voltando às suas origens. Com isso, Phil deixa de ser o técnico do Roleta principal e passa a ser exclusivamente jogador do Olímpico.
No Roleta Russa, confirmadas estão a volta de Nação e Bruno e as contratações do meia Cavalera, ex-Basicus, e Preto, que chega por intermédio de Nação e Gegê, mas é um velho conhecido de rachão do time. Os quatro vão suprir a ausência dos jogadores que são do Olímpico e a saída do artilheiro Martins, que não brilhou como de costume com a camisa Roleta. Além disso, a maior dúvida do elenco é o craque Kuminha, que pouco jogou no torneio passado e parece desestimulado a jogar futebol. “O Kuminha é uma incógnita. Ninguém sabe o que passa na cabeça dele”, atesta Baru. No comando do time, com a saída de Phil, a voz mais ativa será de Casari, o goleiro que foi efetivado no VI Chuteira e conta com grande moral e admiração de todos. É com esse time que o Roleta tenta voltar à Serie Ouro neste semestre.
Para o time Olímpico, de novidade mesmo pode ser a chegada do folclórico Dink, ex-Bad Boys, Acidus, Basicus e Fora de Série, que fará um mês de testes no time para ver se fica para o Chuteira de Prata.
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