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ROLETA RUSSA FAZ FESTA E PROMOVE ROLETINHAS

Em tempo de preparação para o VIII Chuteira de Ouro e a segunda edição da Série Prata, o Roleta Russa completou três anos de existência. Para a comemoração do aniversário da equipe, Baru, dirigente e fundador do time, marcou dois confrontos com direito a disputa de troféu (em caso de vitória) e uma medalha (em caso de derrota). Assim foi que a equipe Olímpica enfrentou o Basicus, enquanto o Roleta Principal se confrontou com a equipe vice-campeã do Chuteira de Prata, o Treinadores do Braz, que justamente eliminou o Roleta nas semifinais da Série Prata.

Além das duas partidas comemorativas, a tarde de sábado marcou a despedida de dois jogadores do Olímpico, que foram “promovidos” ao time principal. São eles o meia Ceron e o zagueiro Pina, que passam a integrar o plantel do Roleta Russa Principal na disputa do próximo Chuteira de Ouro (inclusive jogaram contra o Treinadores no jogo festivo, e Pina até fez gol).

Enquanto o Roleta Principal sobe jogadores da base, o Roletinha vem realizando testes com alguns jogadores nessa pré-temporada e, além de manter a base do último semestre, também promete se reforçar para o início da Série Prata do Chuteira. Alguns deles já foram confirmados, como Kiko e Thiaguinho.

Em relação aos jogos, o primeiro Roleta a entrar em campo foi o Olímpico, diante do time rosa, O Basicus. Comandados dentro de campo pela dupla de ataque Brian e Folha, o primeiro carregando a faixa de capitão, o Roletinha enfrentou um, em certo ponto, surpreendente Basicus. O Roletinha entrou de mãos dadas, como a seleção brasileira na Copa de 1994, puxado pelo mascote Cacholeta e debaixo de muitos rojões e vibração de uma torcida organizada e uniformizada feminina.

Mas o jogo não foi a festa que o time podia esperar quando se trata do Basicus, pois se não fosse o goleiro Casari, o chopp do Roletinha sairia aguado diante de uma goleada rosa. Foi o guardametas que garantiu o zero no placar do Basicus na primeira metade de jogo até que o time conseguisse fazer 3 x 0 no início do segundo tempo e folgar no placar. O Basicus vendeu muito cara a vitória roletinha, que veio ao final pelo placar de 4 x 2 (Ceron, Mendes e Folha duas vezes; pelo Basicus, Starck anotou os dois).

Aliás, 4 x 2 foi o placar da tarde, pois logo na seqüência o Roletão encarou o Treinadores do Braz e o resultado foi o mesmo – só que para o adversário. Em mais um jogo marcado por muita disputa, dessa vez os aniversariantes se deram mal e saíram de campo derrotados. Segundo Baru, o capitão Roleta, apesar do confronto ter sido parelho, os treinadores se apresentaram de maneira superior e mereceram a vitória. Binho, mais uma vez, foi o destaque, com um lindo gol após aplicar belo rolinho em Baru, e Índio com gol na gaveta.

Para Baru, um sinônimo de Roleta Russa, a grande conquista de sua equipe nesses três anos completados é o sentimento de amizade que há dentro do grupo. Mesmo após atravessar o rebaixamento para a Série Prata, pior momento de sua história, parece que nada derrubara de fato a equipe. “Chegamos num ponto, que, mesmo tendo muita técnica, o cara que não encarna o espírito Roleta é rejeitado pelo grupo. Tem que ter orgulho do brasão que veste”, afirma de forma categórica o zagueirão.

Poucos times têm a capacidade de chegar a 3 anos de vida com tamanha organização e sobrevida. O Roleta joga o Chuteira de Ouro desde a segunda edição, competição para a qual foi formado por Baru e Batata. A melhor posição do time foi um vice-campeonato do II Festival Bola na Rede. No Chuteira de Prata, foi semifinalista. No Chuteira de Ouro, quando se classificou, caiu nas oitavas de final. Amados por seus séquitos e “odiados” pelos demais, a história do Roleta é parte da própria história do Chuteira de Ouro. E, a depender da vontade de Baru em seguir tocando o navio Roleta, vai continuar por muito e muito tempo ainda.
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