Foi uma tarde decisões dentro do Mundo Chuteira. Na Série Ouro, mais importante até do que as últimas vagas dos classificados para o mata-mata, foi o conhecimento dos dois times rebaixados para a Série Prata. Já na divisão de acesso, a emoção maior ficou nas disputas para saber qual seria o time a subir direto para a Ouro no Grupo B, já que do Grupo A o Real Paulista tinha garantido o acesso na rodada anterior, e as definições da última vaga as finais tanto na chave A, reconhecidamente a mais complicada, quanto na B.
Logo no primeiro horário, em partida válida pelo Grupo B do Chuteira de Ouro, Fora de Série e Bacana se encontraram para a partida derradeira, o confronto que definiria qual dos dois continuaria na Ouro. Para azar do Fora, que perdeu jogadores no decorrer do torneio e para a rodada final viu seu manager e aprendiz de goleiro Clebão chegar engessado, tinha poucos jogadores à disposição para o confronto. A coisa seguiu equilibrada até Saulo mostrar todo seu desequilíbrio e tomar o cartão azul. Sem jogador para repor, o Fora foi presa fácil ao Bacana, que goleou sem nenhuma vontade. Foi quase como bater em cachorro morto, apesar da vontade e seriedade com que o capitão Rica jogou até o fim. Agora é juntar os cacos, fazer a rapa, reformular e encarar a Pratinha, como diz Publius, para tentar voltar à elite do Chuteira.
Pelo outro grupo da Ouro, a disputa foi muito mais intensa, pois quatro equipes poderiam terminar a fase classificatória na lanterna. O Acidus ganhou do Treinadores – que precisava de um empate para se classificar – e livrou o 13 de qualquer chance de cair. O Fúria perdeu de virada para o Estudiantes, com direito a peru do goleiro, e livrou o Treinadores de cair. No último jogo do grupo, o Veras venceu o Primatas e se livrou de cair. Por um gol – venceu por 5 x 4 – o time não se classificou. E sem jogar o Joga 13 passou para o mata-mata, quase já sem esperanças. E o Fúria, que nasceu do Fora de Série, desce de mãos dadas com o mesmo para a Série Prata.
Pelo II Chuteira de Prata, as emoções foram fortes principalmente no Grupo A. Mesmo com o Real Paulista já garantido na Ouro no próximo semestre, o grupo pegou fogo com a disputa pela última vaga nas finais. TCM, Basicus e o Roleta Olímpico disputavam-na.
Primeiro dos três a jogar, o TCM, sambou na mão do Real Paulista por 6 x 1 e foi eliminado logo de cara. Dependendo apenas de suas forças, o Basicus, que ao longo do campeonato foi melhor do que muita gente imaginava, empatou com o Ras por 4 x 4 e ficou na torcida por pelo menos um empate do É Verdadeee contra o Roletinha. No entanto, a sorte foi madrasta com Barath e seus companheiros, pois, com muita garra e debaixo de chuva leve refrescante Brian, Pina, Folha e Casari colocaram os Olímpicos nos mata-mata de mais um Chuteira de Prata.
Pela outra chave, a emoção ficou pelo acesso do Med Taubaté diante dos Elefantes Indomáveis. Mesmo com um jogador a menos durante toda a partida os doutores do Chuteira foram valentes e venceram por 4 x 3. Ao apito final puderam comemorar a garantia de participação no próximo Chuteira de Ouro.
Ainda nesse grupo, o DPGamos foi beneficiado com o não comparecimento do Sem Pretensão, e assim foi declarado vencedor por W.O., ficando juntamente com o Pé de Pano (mesmo derrotado pelo Xoro Paro) com as últimas duas vagas nas finais. A combinação dos previsíveis resultados eliminou o bom mas instável time do Coringa.
Para quem continua na disputa, tanto da Ouro como da Prata, agora é tudo ou nada. Rivalidades em níveis elevados, brigas, bate-boca, gols bonitos, raça, decepções, alegrias, choro, tudo isso será visto de agora em diante em mais partidas decisivas, até as definições dos grandes campeões.
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