Eis a segunda parte de nossa retrospectiva, agora abarcando a Série Ouro.
Duplo tricampeonato: Pode-se dizer que 2010 foi o ano de Bengalas e SNG. Afinal de contas, os dois times mais vitoriosos do Chuteira decidiram uma final e conquistaram o tricampeonato – o Bengalas no primeiro semestre, o SNG, no segundo. Assim, ambos passam a se destacar no panteão da fama do Chuteira, deixando para trás os demais concorrentes.
Papai Memé e os 100 gols: O fiel escudeiro de Renê no SNG também teve seu momento de auge no Chuteira. Afinal, depois do camisa 11 e de Lele, do Joga 13, Memé é o maior artilheiro da Liga. Em 2010 ele chegou à marca de 100 gols e, de quebra, teve um filho de presente.
A volta do artilheiro: Contusão no joelho é um fantasma que assombra os jogadores do Chuteira. Já pegou vários. O último deles foi Lele, que voltou a jogar pelo Joga 13 no IX Chuteira de Ouro, contra o MachuPichu, após 8 meses parado em decorrência de cirurgia no joelho. Na ocasião, um vídeo especial ao artilheiro foi feito.
Reveja como foi o retorno do craque.
Covardia, agressão e expulsão: Pela primeira vez se viu uma agressão mais covarde que o normal no Chuteira. O time do Clube Atlético Perus perdia do SNG quando, após a marcação de uma falta, um de seus jogadores agrediu o árbitro Carioca. O lance gerou mais agressões por parte de outros jogadores, que foram impedidos de continuar a covardia pelos jogadores do SNG. Resultado: time eliminado e jogadores proibidos de jogar o Chuteira novamente. O árbitro Carioca acabou tomando pontos no nariz e voltou a apitar no fim daquela edição. Em dezembro de 2010, ele foi um dos árbitros das finais do Chuteira.
O dilúvio: Na rodada final do IX Chuteira de Ouro, durante a partida entre Acidus e Joga 13, aconteceu um dilúvio. Digna do uso da arca de Noé, a chuva caiu com tal força que ameaçou paralisar o jogo. Os árbitros convocaram os capitães para discutir a possibilidade. Decididos pelo jogo, entre possas de água no meio do campo e nas laterais, o jogo acabou em 0 x 0, mas foi um grande jogo, com Caieiras e Diego fechando o gol.
Confira reportagem.
Dejà vu do Bengalas: Em busca do tricampeonato, o Bengalas teve pela frente o Joga 13, time que mais dá trabalho a Ritolê e Cia. Nas quartas de final do IX Chuteira de Ouro, o 13 abre 3 x 0 no primeiro tempo. E lá vai o Bengalas correr atrás do prejuízo. O time empatou e ganhou na prorrogação. Nas semifinais, parecia um
dejà vu. Diante do Fiorella, perdendo de 3 x 0, o time conseguiu o empate, não tomou gol em 2 cobranças de tiro de 9 metros e garantiu presença na final na prorrogação.
Tricampeão e invicto: O Chuteira de Ouro é reconhecido como um torneio em que as finais são sempre muito equilibradas e acabam com placar apertado, quando não decidido no tempo extra. Porém, na campanha do tricampeonato do Bengalas, no IX Chuteira de Ouro, o time comandado por Bizu fez nada menos que 4 x 0 sobre o poderoso SNG. Uma goleada acachapante que surpreendeu até o mais pessimista dos torcedores do SNG, que não conseguia colocar a bola nas redes de Baki. De quebra, coroou uma campanha de 12 jogos sem derrota, o único campeão invicto de um Chuteira de Ouro.
Leia matéria da partida.
Acidus quebra tabu: Em partidas oficiais e mais de três anos o Acidus não sabia o que era vitória ante o Roleta Russa. Mas, no fim de tarde do dia 18 de setembro, pelo X Chuteira de Ouro, a angústia acabou, finalmente. Em um dia frio, com uma leve garoa, o Acidus entrou com uma concentração digna de decisão de campeonato. Contando com um Lói guerreiro, com um Marcelo Rezende ligeiro, e com o garoto Louiz inspirado, o time do técnico Lucas soube superar as dificuldades impostas por Salada, Gegê e Fanelli e pôs fim ao jejum incômodo: 5 x 4 e muita festa do time verde-limão.
Relembre.
Vergonha do ano: Quem apontava o Joga 13 como favorito ao título da Ouro no segundo semestre, quebrou a cara. O time era experiente, cheio de craques e ainda vinha com um pacotão de reforços após o rapa feito no Acidus para o segundo semestre de 2010. O tiro saiu pela culatra, pois o time não se encontrou e fez a pior campanha de sua história no Chuteira, sendo o lanterna do Grupo B e só vencendo uma partida em 9 disputadas. Vergonha que terá de ser apagada na Série Prata neste ano.
Campanha “Fica, Canhedo”:Na rodada final do X Chuteira de Ouro, pelo Grupo A Canhedo Beppu e Roleta Russa duelariam diretamente para ver quem escaparia do rebaixamento. Diante da antipatia que muitos nutrem pelo Roleta, foi criada na semana anterior ao confronto a campanha para o Canhedo ficar na Ouro, deixando a Prata para o Roleta. Muitos vestiram a camisa do Canhedo, que acabou cedendo o empate no fim e caindo para a Série Prata. O tiro saiu pela culatra.
Confira a reportagem do lançamento da campanha.
Fusca desgovernado: O Bucets do craque Xixi também retornou à Série Prata depois de mais uma campanha vexaminosa no Chuteira. O time coleciona mais uma trajetória de descompromisso e falta de respeito. Depois de uma campanha digna de NGM, o time do fanfarrão Denys acabou na lanterna do Grupo A, sem vencer e ainda dando WO na rodada final. O Bucets não resistiu à saída de Xixi e à falta de comprometimento e fez mais feio que o Joga 13. Junto com eles, o tradicional Treinadores do Braz vai fazer uma visitinha à divisão de acesso. Resta saber se o time vai suportar o desânimo e a saída de alguns jogadores para continuar sua história do Chuteira.
Título, aniversário e ovada: o SNG sagrou-se tricampeão no dia 18 de dezembro, depois de bater duas vezes na trave. A data não foi apenas especial para o time, mas também para Renê, que completava no mesmo dia 33 anos. Ao fim da partida, taça na mão, a torcida entrou em campo e saldou o artilheiro com muitos ovos e farinha.
Novo capítulo da disputa Lele x Renê: Com os 3 torneios de 2010, Renê recuperou a dianteira na liderança da artilharia do Chuteira de Ouro de Lele. Renê marcou 31 gols no ano e chegou a 153; já Lele, diante da má fase do Joga 13 no segundo semestre, carimbou as redes apenas 21 vezes, somando 144 gols. Assim, Renê inicia a temporada 2011 com vantagem de 9 gols sobre seu maior rival. Em 2010, o maior artilheiro (em se tratando de Série Ouro) foi Luisinho, do Bengalas, com 33 gols. Contando a Série Prata, Jaja (SPQSF) foi o maior anotador de gols do ano – total de 55 gols.
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