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Baixada de Munique e Catado souberam se recuperar na hora certa e farão uma final de arrepiar

 
Duas equipes técnicas e ofensivas, de elevado grau de letalidade. Depois de três meses de competição e derrubando gigantes no meio do caminho, o “novato” na divisão Baixada de Munique e o “veterano” Catado estarão frente a frente na disputa pelo caneco dourado.
As duas esquadras que estão acostumadas a títulos. O Catado iniciou na Liga Chuteira de Ouro em 2016 conquistando a 1ª edição da Copa Olé|Chuteira. No mesmo ano, vice-campeonato da Aço (derrota para o StarFucks) para em 2017 conquistar Bronze e Prata. Na Ouro em 2018, debutou e só caiu na semifinal para o Mulekes (gol de ouro). Depois disso, duas finais e dois vice-campeonatos (Nois Que Soma e Mulekes). Sim, o Catado vem de dois vice-campeonatos. É um time que aprendeu rapidinho como jogar a Ouro e sempre ficou entre os quatro melhores.

Já o Baixada de Munique apareceu no segundo semestre de 2017 e logo mostrou que era um time de elite. Conquistou o Chuteira 5 na estreia e seguiu campeão de Aço, Bronze e Prata. Chegou à Ouro neste semestre e está na final. Pode igualar o feito do NQS ao ganhar as 5 divisões seguidas e “zerar o joguinho”, cravando seu nome como potência da liga chuteirense.

Campanhas

Quando surgiu o sorteio dos grupos, os olhos ficaram voltados justamente aos dois times, dando pinta de que dominariam as primeiras colocações. Depois da boa estreia contra o Coisa Rara, o Baixada de Munique conheceu a sua primeira derrota, para o encardido Arouca, com uma virada inacreditável nos minutos finais. Na época, a equipe de Guina defendia uma invencibilidade de quase um ano sem perder (17 jogos) e aquela luz amarela piscante começou a incomodar o elenco. No entanto, a sequência de três triunfos – incluindo equipes cascudas como Torce Contra e Wake ‘n’ Bake – deu novo ânimo e a briga pela liderança virou realidade, porém, a goleada sofrida para o Guaxupé (4 x 0), quando a equipe foi muito bem anulada pelos mineiros e não viu a cor da bola, colocou novo ponto de interrogação na cabeça de jogadores, torcida e imprensa.

Nunca em sua história no Chuteira o BM tinha perdido dois jogos na mesma divisão e rapidamente virou a chavinha para conquistar o grupo, com direito a goleada sobre o Catado – 5 x 1 e show de Beça – e tranquila vitória sobre o Condor’s. No mata-mata, a turma grená soube jogar com a cabeça e virar um duelo encardido contra o Abre o Olho, quando novamente o “reitardado” apareceu para anotar o tento da classificação, enquanto o MVP Vander desperdiçou uma penalidade. Na semifinal, o favorito Nois Que Soma estava em seu caminho, quando eficiência, atuações fora do normal de Guina e o ‘deus’ Matheusão, além do coração, falaram mais alto. Não é toda hora que se derruba um gigante deste quilate!

O Catado começou voando, mostrando que a 1ª posição da chave seria dele ao passar de passagem contra Império Celeste, Condor’s e Coisa Rara. Porém, quando chegou a hora de encarar equipes cascudas, eis que a máquina emperrou, tanto pela qualidade dos oponentes, quanto pelo fato do grupo aparecer contado e “nem aí” para a primeira fase. Depois do eletrizante 5 x 5 contra o Arouca, a turma de Balãotelli flertou com a derrota ante o Wake ‘n’ Bake, mas o “freguês” tratou de dar dois gols de graça nos minutos finais.

A coisa complicou ainda mais quando levou 5 x 1 do Baixada e empatou em quatro gols com o Torce Contra na rodada seguinte, causando a sua saída do G-2. A mudança de comportamento, o fim do “oba-oba”, veio no duelo diante do Guaxupé, pois usou de uma arma da qual a equipe não estava acostumada: se defender. A mineirada estava invicta, tinha o melhor setor defensivo e martelou a turma rubro-negra até o final, mas na base dos contra-ataques, o Catadão levou a melhor por 3 x 1 e folgou na rodada seguinte.

Nas quartas de final, emoção até o segundo minuto da prorrogação contra o seu eterno freguês Wake ‘n’ Bake, mas, mesmo assim, o Catado não vinha convencendo. O teste de fogo seria o Mulekes, reedição da última decisão, e como disse Douglas Almasi em sua coluna ‘Contra-Ataque’ (leia aqui), jogou o chamado ‘feijão com arroz’. Se posicionou bem na defesa e saiu no contra-ataque para fazer o sonoro 5 x 0. Sem dúvidas, o Catado mostrou o seu cartão de visitas na semifinal.

Os ‘caras’ da final

Equilíbrio nos quadros titulares. Começando com quem conquistou o grupo, o Baixada de Munique tem como principal ponto forte o setor de criação. General e Pedrinho são técnicos e sabem tratar a redonda como poucos. Ambos saem bem para o jogo e deixam seus companheiros na cara do gol. A linha de três ganhou a participação de Kinhas, que usa sua velocidade como trunfo para quebrar as linhas, assim, acaba com a tal ‘Beçadependência’ que a equipe tinha nos torneios anteriores. Outro ponto positivo é o próprio Beça, artilheiro do campeonato com 15 gols e dá trabalho aos defensores unindo velocidade no mano a mano, improviso e oportunismo na hora de finalizar. O “re(i)tardado” é candidato a MVP das Finais.

Já o ponto fraco da turma de Santos está na sua defesa. Guina e Holanda são técnicos, porém pesados, e o setor desliga um pouco em momentos que não pode. Para jogar 50 minutos contra um time intenso como o Catado será preciso uma atenção triplicada, pois seus jogadores são muito rápidos, principalmente Dudu e Interior, e não param de correr.

Pelo lado do Catado, a meiúca também é o mapa da mina, com jogadores rápidos e presentes nos quatro cantos da quadra. Em um cenário com Juliano, Dudu e Interior como titulares, a defesa grená terá pesadelos pela habilidade dos três. Aliás, o camisa 12 é artilheiro do Catado no campeonato com 8 gols e candidato a MVP das Finais. Mateus pode entrar nesse bonde e, com a presença dos quatro, a turma rubro-negra estraçalhou o Mulekes com dois contra-ataques letais no início do segundo tempo, que resultou na goleada por 5 x 0.

Há dois pontos fracos que foram detectados nesta edição. A primeira trata-se do responsável por colocar a pelota na rede. Embora seja o vice-artilheiro da equipe com 7 gols, Raphinha não apareceu tanto como aconteceu no campeonato passado, ao terminar na vice-artilharia geral.  Anotou o tento da classificação contra o Wake ‘n’ Bake, mas é pouco para quem “exala gol”. Aliás, na última decisão contra o Mulekes, ‘Fuinha’ ficou no bolso dos tetracampeões, pouco produziu, mas ativando o ‘modo artilheiro’ é difícil de segurar. Outro ponto fraco é a questão psicológica pelo fato de ter dois vice-campeonatos na bagagem. Uma terceira derrota deixaria aquela sensação de “filme repetido”, principalmente se ficar atrás no score.

Quem leva?

O placar de 5 x 1 na primeira fase dificilmente será repetido e a grande expectativa é como serão os times atuando com força máxima. O Baixada une a técnica do seu meio e letalidade do seu ataque, enquanto o Catado tem um trio na meiúca que faz estrago e poderá fazer a diferença contra uma defesa pesada, que às vezes desliga a chavinha. Por falar em chavinha, duas equipes que souberam acordar na hora certa, sem deixar a peteca cair.

Não sei quem será o campeão, que entrará no hall dos campeões da Série Ouro, só sei que a festa está pronta, a turma grená promete trazer a cidade inteira com seus trocentos ônibus e vans, enquanto os catadistas não querem ficar para trás lotando todas às dependências da ‘Arena Chuteira de Ouro’.  Promessa de uma final de tirar o fôlego e imprevisível!

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