Quando o árbitro anunciou o fim da peleja entre Mulekes e Nois Que Soma, no sábado dia 15, logo veio à minha cabeça o questionamento se na história do Chuteira de Ouro houve uma final na qual as duas equipes se encontraram na rodada inaugural. Graças ao acervo do site, e como gosto de revirar o baú para encontrar relíquias, percebi que nos últimos quatro anos, este tipo de repeteco aconteceu em seis oportunidades; em se tratando da elite chuteirense, será a segunda vez. Apenas a Série Aço não teve repetição.
Então, vamos entrar no nosso DeLorean, viajar nesse Top 6 e ficar no ‘esquenta’ para às finais do próximo dia 29 de junho. Vamos nessa!
CAV x Primatas – XX Chuteira de Ouro (2015)
A primeira parada é o 2º semestre de 2015, quando o time a ser batido era o CAV, que vinha com três canecos dourados em sua sala de troféus. No encontro da 1ª rodada (29 de agosto), os caveiras tiveram pela frente o então recém-promovido Primatas, que quase carimbou a faixa, quando vencia por 3 x 2, mas a expulsão boba de Marcelo Gama mudou os rumos da peleja e a ordem foi retomada faltando dez minutos para o final, com a virada para 4 x 3.
‘Ah se Gama não tivesse ido para o chuveiro mais cedo...” (
releia a matéria desse jogo aqui).
Ao final da fase de grupos, o CAV fechou com 100% de aproveitamento (9 vitórias), enquanto os símios conseguiram pegar a última vaga da chave A, com 11 pontos. No mata-mata, os caveiras passaram pelo SNG e atropelaram o Mulekes – que já naquela época buscava o tetra – por 7 x 2 na semifinal. Já a macacada eliminou o A.A.A. nas oitavas, Futsamba nas quartas (graças aos pênaltis) e garantiu a vaga na decisão ao derrotar o Inflação pelo placar mínimo.
Eis que o destino recolocaram símios e caveiras frente a frente no dia 12 de dezembro de 2015. E assim como na jornada inaugural, o time de Gui Fenômeno deu trabalho, mas muuuuito trabalho. Os alvirrubros chegaram a estar na frente por 3 x 2 (de novo), mas o CAV mostrou a sua força ao empatar com Esteves aos 10 minutos da etapa final. O Primatas resistiu no tempo normal e levou a decisão para o
overtime, quando Edinho foi o autor do gol do título após passe de Thithi e foi para a galera. Tento do tetracampeonato, fechava-se uma dinastia e abria-se espaço para outra chamada Nois Que Soma (
releia a matéria daquela final aqui).
Bode x HidroNG – XV Chuteira de Prata (2016)
Depois de conquistar a Série Bronze no semestre anterior, o HidroNG debutava na divisão prateada e tinha pela frente o Bode, que havia caído nas oitavas de final da última edição. No encontro do dia 13 de março, os albicelestes começaram devagar perdendo por 2 x 0, gols de Cauê e Júlio, mas no segundo tempo veio a virada, com direito a
hat-trick de Léo Rinaldi, além de Biriba e Dieguinho completando placar final de 5 x 2 (
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Com o triunfo inaugural, o Hidro conseguiu pular as oitavas, já que ambos fecharam a fase de grupos empatados em 15 pontos. O Bode teve que jogar o primeiro mata-mata e mandou o Fúria para casa mais cedo com o placar de 4 x 1. Na sequência, goleada sobre o Bronx, e depois veio o passaporte à finalíssima ao derrotar o Peneira na prorrogação após empate em 2 gols. Já os albicelestes tiveram tranquilidade em eliminar o Leões do Brás e sofreram diante do Divino na semifinal, 5 x 4.
Mais de três meses depois, os dois times se cruzariam, com o Hidro querendo mais um caneco em sua meteórica ascensão, enquanto o Bode buscava espantar a sina do quase. Depois de 50 minutos jogados e empate em 3 gols, o novo campeão prateado seria decidido na prorrogação, e aos 8 minutos, Gallego foi o dono da emoção ao mandar um tirambaço da direita que Baki não conseguiu segurar. O berro era do Bode, campeão da Prata! (
releia a matéria daquela final aqui)
Vikings x Maraca – II Copa Estrelato (2017)
A 2ª edição da Copa Estrelato colocou frente a frente Vikings e Maraca logo na abertura, no dia 23 de setembro. Os nórdicos debutavam no universo chuteirense, enquanto o lado amarelo contava com Andreas e Tuco, este jogador do Nois Que Soma, para se recuperar de um semestre pífio, quando sequer havia se classificado ao mata-mata. Placar final de 3 x 1 a favor do Maraca, com gols de Joãozinho, Carioca e Grilo, enquanto Macedo descontou para o Vikings
(
releia a matéria desse jogo aqui).
Fase final de extremos. Enquanto o Maraca passou ganhando o grupo, o Vikings encerrou em 4º lugar e tinha que pegar o melhor da chave A. No entanto, mata-mata é outra história e os nórdicos mandaram o AFC para casa com certa tranquilidade, enquanto os amarelos suaram para despachar o Rachão fc70 no
overtime. Pelas semis, Soberanos e Ousadura ficaram pelo caminho, e o reencontro estava marcado para o dia 9 de dezembro, quadra grande e a chance de um deles atingirem o topo.
Melhor para o Maraca, que contou com Tuco endiabrado na primeira etapa para abrir 4 x 0, com dois gols de Bizuza, um de Carioca e Tuco, e os escandinavos completamente perdidos. Eu mesmo contei esta partida mais ou menos assim na época (
releia a matéria desse jogo aqui). Bruno Paulo anotou o tento de honra do Vikings nos instantes finais.
Depois do vice da Estrelato e da Aço, os nórdicos conseguiram um acesso atrás do outro e a partir do segundo semestre deste ano estará na elite chuteirense.
Bacana x Futsamba – IX Chuteira 5 (2018)
Depois de quase quatro anos, as duas equipes retornavam ao Chuteira e foram responsáveis em darem o pontapé inicial no certame. Jogo movimentado, empate em 2 x 2 e amostra de que aquela primeira fase seria monopolizada pelos dois times, tanto que os sambões terminaram na ponta (garantindo o acesso à Aço), enquanto os bacanistas ficaram logo atrás, com três pontos de desvantagem (
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Com grupo único e todos se enfrentando, as duas equipes descansaram nas quartas de final e esperaram os seus adversários na semifinal. O Futsamba não teve dificuldade para espantar a zebra IMZT por 4 x 0, enquanto o Bacana suou um pouco para fazer 3 x 1 no Ressaca e reencontrar o rival no dia 23 de junho.
Foi um grande jogo, digno de final com o Bacana abrindo 3 x 1 e Cahé descontando no finalzinho, colocando um pouco de pimenta no duelo, que ainda contou com um pouco de confusão, apartada por quem queria jogar bola, e o grito de
“o Bacana voltou” acabou com a zica de sete vice-campeonatos da equipe no universo chuteirense (
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Os dois times voltariam a disputar o título da Aço no semestre seguinte, com novo triunfo bacana, 5 x 2, e recentemente fizeram a semifinal da Bronze, mas desta vez quem riu melhor foi o Futsamba (5 x 4), tirando uma invencibilidade de 30 partidas do rival. Uma hora essa hegemonia iria cair, não é vero!?
Divininho x Só Vai – III Copa Estrelato (2018)
Com 12 equipes divididas em dois grupos, a caminhada de Só Vai e Divininho rumo ao topo começou com uma sapecada de 3 x 0, que seria crucial para que a equipe roxa e preta conquistasse sua chave – e o acesso ao Chuteira 5. Com a base praticamente do Roleta Russa Clássico, o Só Vai contou com a boa jornada do goleiro Dani, e os gols de Alê, Pinho e Showglas para conquistar os primeiros pontos (
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Tudo guardado para a decisão! Antes disso, o Divininho eliminou o Senta os Alunos por 2 x 1 e despachou a ‘zebra’ Bicho Solto por 4 x 2, enquanto o Só Vai teve que superar o Ou Não (7 x 5), além do Rachão fc70 (5 x 4) para quem sabe repetir a dose da primeira rodada.
Não foi bem assim. Com cara de amistoso, como foi narrado pelo mestre Douglas Almasi, o Só Vai tinha tudo para repetir a vitória na rodada inaugural, mas os irmãos Beltrame resolveram a parada no segundo tempo e a vitória por 2 x 1, gols de Jordan para o SV, enquanto o Juvena e Luanzinho marcaram para o Divininho (
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Baixada de Munique x Invictus – XVII Chuteira de Bronze (2018)
Este está fresquinha na memória. Após conquistar o Chuteira 5 e a Série Aço, o Baixada de Munique seguia escalando a montanha para chegar ao topo, e o certame bronzeado era um bom teste. Pela frente tinha o Invictus, que estava no seu segundo semestre seguido disputando a divisão e conhecia o caminho das pedras para ser prateado. Naquele duelo inaugural, o Baixada jogou mal, sentiu o poder da estreia na nova divisão e saiu atrás com o “incendiário” Léo Chamma abrindo o placar, mas General e Soninho viraram a mesa e os três pontos foram para Santos, não sem polêmica e reclamação do lado amarelo (
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No final das contas os dois conseguiram subir de divisão com o BM conquistando o grupo e o Invictus chegando à decisão para ser prateado. Guina e cia. aguardavam o seu adversário nas quartas, enquanto os comandados de Leandro Dias precisaram despachar o Sem Domínio para figurar entre os oito melhores. Na fase seguinte, os caiçaras comeram o Basicus com farofa (5 x 1) e o lado amarelo comemorou sua classificação sobre o Magnatas. Pelas semifinais, os dois times mandaram seus fregueses Vikings e Lokomotiv, respectivamente, para casa mais cedo e a revanche tinha data para acontecer: 15 de dezembro.
Foi um bom jogo apresentado na quadra grande e o Baixada saiu na frente com General, mas logo em seguida outra vez o “incendiário” Léo Chamma deixou tudo igual para os invictenses. No segundo tempo, a alta patente do BM marcou o seu segundo tento e o artilheiro Beça passou a régua no placar, iniciando um carnaval fora de época na quadra 14 (
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Coincidentemente, a decisão da atual Série Prata envolverá os dois times. Clima de revanche no ar? Eu sei que a festa está garantida! Dois ‘busão’ de Santos já foram fretados e lotados!
Catado x Mulekes – XXVII Chuteira de Ouro – edição atual
O sétimo repeteco da rodada inaugural acontecerá na principal divisão chuteirense: a Ouro. De um lado, o Catado, invicto há 10 jogos e buscando entrar no
hall dos vencedores dourados. Do outro lado, nada mais do que o tricampeão Mulekes, que conseguiu uma classificação GIGANTE frente ao Nois Que Soma. No primeiro encontro, aquele em 23 de março, triunfo muleke por 3 x 2. Será que Interior, Raphinha e cia. conseguirão reverter o quadro? No sábado saberemos, no desfecho de mais um capítulo na história do Chuteira de Ouro.
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