100%. Oito jogos, oito vitórias. 37 gols marcados, apenas 15 sofridos. Melhor defesa da primeira fase. Assim, pode-se, friamente, resumir a campanha do Real Paulista no II Chuteira de Prata (foi o total de rodadas que o time precisou para se garantir na Série Ouro). Imbatíveis, mostraram absoluta consistência tática na defesa e foram gelidamente eficazes no campo ofensivo. No entanto, apesar de franco-favoritos, os régios não repetiram o momento “rolo compressor” no mata-mata e foram eliminados nas semifinais pelo Xoro Paro, que, mais tarde, sagrar-se-ia vice-campeão.
Para o meia-atacante Xexé, apesar de começar muito bem, houve acomodação com a classificação logo na primeira fase. “Como o regulamento previa que o primeiro colocado de cada chave classificar-se-ia para o Chuteira de Ouro, acredito que demos uma relaxada na fase final” – afirma. Por outro lado, Gará faz uma análise mais profunda da eliminação: “Na verdade, desde o início sabíamos que não seriam com todos os jogadores inscritos que poderíamos contar. Isso foi ficando cada vez mais evidente com o andamento do campeonato. Também vínhamos de uma sequência muito grande de vitórias e acabamos colocando uma pressão desnecessária nas nossas costas. Talvez, uma derrota na fase classificatória seria boa para ficarmos mais atentos e com os pés no chão” – acredita ele.
“Outra grande verdade é que fomos surpreendidos pelo tamanho do campo G5. Não imaginávamos que a quadra fosse tão grande e como não estávamos plenamente em forma e com poucos jogadores para trocar, deu no que deu! Uma prova da diferença de tamanho entre os campos, é que, na primeira fase, o Med Taubaté com um jogador a menos e com goleiro improvisado, ganhou do Elefantes e no campo grande, o Med foi surpreendido pelo próprio Elefantes! Mas de forma alguma quero tirar os méritos dos finalistas, afinal, o campo era grande para todos os times! Venceu o mais competente no mata-mata!” – discursa em seguida o capitão .
Nesses contornos, a opinião de Xexé segue a toada de grande parte dos espectadores: “O desempenho foi bom, mas em muitos jogos jogamos apenas o suficiente para ganhar. Com certeza, ficou para todos nós uma sensação de que poderia ter sido melhor o nosso desempenho” – assegura. Gará, ainda, vai além: “[No mata-mata] Tivemos um jogo difícil contra o Canhedo e depois perdemos do Xoro Paro. Como todos do Real Paulista jogam e são bastante competitivos, a derrota na semi abalou bastante. Eu mesmo dormi mal por alguns dias subsequentes àquela trágica semifinal. Conversando com a galera, vi que todos ficaram assim também” – revela o atleta.
Superado o trauma, é hora de pensar na Ouro. E no que depender dos oxítonos e dissílabos atletas da Realeza Paulistana, a esquadra repetirá as boas exibições na nova vereda: “Faremos bonito! Pelo futebol apresentado e por alguns jogadores já conhecidos de nosso time, acho que entramos ‘respeitados’ pelos adversários. Não será fácil, mas vamos brigar pra ficar também entre os melhores na Elite do Chuteira” – prevê um confiante Xexé.
Para tal, um igualmente otimista Gará, apesar de não dar muitos detalhes, revela alguns planos para a Season Two Thousand Ten: “Acho que podemos fazer parte da Elite da Elite também! O principal é não deixar alguns erros do passado nos afetarem novamente. Alguns jogadores saíram, porém a base continua forte. Contratamos alguns jogadores que, com toda a certeza, serão destaques no próximo campeonato. Mas ainda prefiro deixar um ar de mistério” – finaliza.
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