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REAL PAULISTA SE INSPIRA NO BENGALAS PARA VOLTAR A SER CAMPEÃO

Equipe quase fechou as portas, mas renasceu após uma radical reformulação, em que meio time deu adeus e outra metade chegou. Jogadores que se destacaram no Bengalas, como Vini Costa, são a aposta para dias melhores

Voltar à conquista dos títulos. Este é o pensamento do Real Paulista para o XIV Chuteira de Ouro, que se inicia no próximo dia 1º de setembro. Para tanto, o time liderado por Marquinhos e Panella se espelha em outra equipe megacampeã para obter seus objetivos: o tricampeão Bengalas.

Quando a bola voltar a rolar nos gramados do PlayBall, é provável que o torcedor verá a mescla de raça com técnica – as mesmas armas que fizeram do Bengalas quase que uma lenda dentro do Chuteira. “As expectativas são das mais positivas possíveis. Não dá pra falar em conquista de título, mas é possível afirmar que estamos montando uma equipe muito forte e competitiva. Podem esperar um Real Paulista bastante sólido e equilibrado”, atesta Marcio Mariano, o Marcinho, um dos líderes do time.

O Real conquistou uma vez a principal divisão do Chuteira de Ouro. Foi no primeiro semestre de 2011, quando a equipe faturou a 11ª edição da Série Ouro. Após o título, houve uma acomodação natural – o que acabou custando dois semestres pífios para o time. No afã de retomar o momento de glória, os cabeças da equipe resolveram apostar numa reformulação para resgatar o respeito dos adversários. Panella, conhecido como ‘maestro’ por sua liderança dentro e fora de quadra, rechaça a expressão ‘novo Real’ para qualificar as mudanças atuais. “Novo Real? Não seria bem essa a filosofia do time. Continua a mesma coisa: um time de muita pegada, força e marcação. Além disso, com mais peças capazes de fazer a equipe jogar mais e com mais velocidade”, explica o camisa 8.

Para compor o elenco das cores branca e preta, após as saídas de Raphão e Fofão, que foram vestir a camisa do CAV, e do adeus de Gará, Xexé, Thiaguinho e Leandro, além do ainda suspenso Choco, Panella teve de ir ao mercado recrutar jogadores para não correr perigo de fechar as portas. A intenção inicial, de remontar no Real o expulso Bengalas, foi rechaçada pela Organização, que informou que haveria um limite de jogadores do Bengalas na equipe. Assim, dentre atletas que fizeram nome no tricampeão e outros chegaram Vini Costa (ex-Arouca), Wellington Costa, Cadu e Bruninho (ex-Arouca Jrs.), Salvador (ex-Cabeça Rachada), Ricco (ex-SNG), além de Renatinho, que nunca jogou o Chuteira de Ouro.

Recém-campeão com o Arouca, Vini Costa explica o porquê da mudança de um time vencedor para outro em reformulação. “O principal motivo da troca decorre da proposta de fazer com que a base do Real Paulista fosse justamente a base de uma das maiores equipes vencedoras deste torneio, o Bengalas”, declara Vini.

Quem ficará encarregado de organizar um elenco tão recheado de bons jogadores será Marcelo Bizú. O homem forte do Bengalas, que voltou ao Chuteira no início do ano jogando pelo Bacaninha e agora está no NGM, continua no posto de técnico da equipe e terá de quebrar a cabeça para fazer do elenco um time competitivo, a ponto de encarar forças tradicionais como Arouca e SNG, e novas frentes – como Rabeloska e CAV. “Essa ‘bucha’ (organizar o time) é do Bizú (risos)”, brinca Marcinho, recordando que o comandante terá problemas que todo técnico gostaria de ter. “Clima de competição sempre interfere de alguma forma na postura do time, mas não vejo muitos problemas para um entrosamento rápido. Todo mundo é boleiro, ‘macaco velho’. O Bizú tem o respeito e o controle do time, com os amistosos e uns dois, três joguinhos pra valer, acho que o time já estará redondo. Aí, é buscar melhorar sempre”, completa Marcinho.

Com tanto jogador bom chegando para somar com outras feras do calibre do goleiro Alemão e Marquinhos, a pergunta inevitável é: será possível formar um time com boleiros? “Boleiros não seria exatamente o termo. São caras muito bons de bola e, o principal, com muita vontade de ganhar e com companheirismo”, fala Panella. “Se essa é a receita? Só vou poder responder no final da disputa, mas a expectativa é boa. Até porque estamos nos preparando com amistosos, pra entrosar cada vez mais e chegar bem pra levar o Chuteira”, finaliza.

Outra questão importante será a financeira. Sem patrocínio, e vivendo do apoio dos jogadores para manter a equipe, contar com um elenco tão recheado de boleiros não será tarefa fácil. “Em relação ao dinheiro, o Real não possui nenhum tipo de apoio ou patrocínio. Como família, todos estão cientes disso e são responsáveis por ajudar a custear todas as despesas do time, seja uniforme, bola, inscrição, água, amistosos e qualquer outra eventual necessidade”, garante Marcinho.

A partir do início de setembro será o momento de saber quais são as reais intenções do Real Paulista para o restante do semestre. “É possível afirmar que estamos montando uma equipe muito forte e competitiva, podem esperar um Real Paulista bastante sólido e equilibrado”, avisa Marcinho.
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