Quem olha os nomes dos jogadores do Real Paulista, time que debuta no Chuteira de Prata neste semestre e é o único a ter 3 vitórias em 3 jogos, com certeza vai estranhar em ver personagens já conhecidos – e campeões – do Chuteira de Ouro. Afinal, Gará, Pedrinho e Xexé são jogadores que fizeram parte do Kadência campeão da sexta edição do Chuteira de Ouro.
“No Kadência fomos convidados a jogar por intermédio do Cassinho. Era o único que conhecíamos lá. Fizemos ótimos amigos, mas sentimos a necessidade de fazer um time um pouco mais com a nossa cara”, revela Xexé, camisa 10 da equipe e destaque na competição atual. “Logo de cara enxergamos a possibilidade de remontar um time de amigos antigos do Palmeiras”, complementa Gará, o nome por trás do surgimento do Real Paulista.
Do Kadência para o Real, fato é que o time é oficialmente novo, mas traz velhos companheiros e amigos. “A base do time joga junto há mais de 10 anos, sendo em competição ou naquelas tardes inesquecíveis no Palmeiras... Eita tempo bom”, relembra saudosista Pedrinho, que defendeu o SNG semestre passado. Tal foi a alegria de voltar a jogar juntos que a amizade falou mais alto nas duas primeiras rodadas, como relata Pedrinho: “No primeiro jogo ficamos até às 21h30 no PlayBall relembrando de várias histórias e das peripécias do Xexé (risos). No segundo, fomos pro samba e mais bagunça e conversa fora”.
Gará aponta que o time surgiu do então Paulista, que disputava os campeonatos internos do Palmeiras. “A maioria já havia jogado salão pela Seleção Paulista, daí o nome”, explica ele. “Incorporamos o Real na mudança de símbolo do time que ficaria igual ao Real Madri”, completa.
Mas qual o gancho para o Real Paulista? Líder do Grupo A com 9 pontos de 9 disputados, o time preto já surge como forte favorito ao acesso à Série Ouro. E esse é o objeto de todos. “Não viemos para ficar, pois ficar significa permanecer na Série Prata, não é? (risos). O Real veio com o objetivo de subir em seu primeiro ano de campeonato e aí sim permanecer e brigar por títulos na Série Ouro”, brinca Xexé. Gará é mais político e aponta os obstáculos para tanto: “Traçamos este grande e difícil objetivo (chegar à Série Ouro) e estamos bem confiantes. Ainda não atingimos o nosso rendimento 100%, mas estamos trabalhando forte”.
As três vitórias não foram por acaso, apesar de Xexé E Pedrinho apontarem o Bucets como seu grande adversário na 1ª fase. “Não vi ainda outros times da nossa chave, mas pelo que ouço falar o Bucets é um bom time”, confessa Xexé. “Eles são nossos concorrentes direto a tudo. Aproveito para mandar um abraço ao Xixi, e que ele vá fazer xixi nos outros times”, fala rindo Pedrinho. Já Gará não perde o discurso politicamente correto e não cita um nome – mas sim todos. “Os grandes adversários do Real Paulista são todos aqueles que ainda não jogamos contra”.
Porém, as três goleadas – sobre Basicus, Roleta Russa Olímpico e Ras Time – mostram um time equilibrado tanto defensivamente como ofensivamente, tanto que a equipe tem o melhor ataque e a segunda melhor defesa (17 gols marcados e 6 sofridos) da competição. Mas o ponto forte do Real parece ser outro, ao menos segundo Xexé. “Experiência e entrosamento. A maioria já joga junto há muito tempo e todos já tiveram bons momentos em suas respectivas carreiras”, avalia ele. “Alegria e união, pra mim não tem outra resposta”, responde Pedrinho.
O capitão Gará corrobora com Pedrinho. “Acho que o nosso grande segredo é a forte amizade, que também foi a fórmula mágica do Kadência. Em nossos jogos sempre um está incentivando o outro no erro ou no acerto. Apesar de sermos extremamente competitivos, a amizade prevalece na vitória ou na derrota”, comenta. “Desta forma já fomos campeões do disputadíssimo campeonato interno do Palmeiras onde enfrentamos times com jogadores experientes, alguns federados e até ex-profissionais”, orgulha-se ele.
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