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Um é pleno favorito e algoz do outro; o que diria a lógica numa final entre CAV e Arouca?


CAV (10J: 10V, 0E, 0D).  49 gols pró (4,9 gols por jogo) e 22 gols contra (2,2 gols por jogo)
 
O CAV foi um rolo compressor na primeira fase. Não houve equipe no Grupo B que ameaçasse a soberania dos caveiras, que venceram todas as oito partidas disputadas. O time de Caio Fleischmann já começou o campeonato como favorito. Além de Henry, o MVP da edição anterior do Chuteira (na qual o CAV foi defenestrado pelo Mulekes nas semifinais), do plantel faziam parte algumas caras novas: Edinho, Luizão, Thithi, Japa. A equipe, que já era boa, ficou ainda melhor. Nas duas primeiras rodadas, vitórias fáceis sobre o atual campeão da Prata Bengalas (4 x 2) e Fúria (6 x 2). Na terceira ronda, sufoco para superar o burrinho do É Verdadeee (3 x 1); já na quarta, uma virada maiúscula contra o cavalo paraguaio Jeremias (6 x 3).
 
Contra o Zenite, que viria a ser um dos semifinalistas, uma partida irretocável e vitória por 5 x 2. O Med Taubaté, na sexta rodada, não teve chances e foi goleado por 7 x 4. O ponto alto da equipe, porém, foi na sétima rodada, quando o adversário foi o Só Resenha, até então único que ameaçava a supremacia negra. Resultado: atuação de gala e vitória por 7 x 2. Ainda houve uma virada espírita contra o velho conhecido Bacana (3 x 2); o resultado foi conquistado nos últimos minutos.            
 
O CAV folgou por duas rodadas (na nona por causa da exclusão do TáLigado; nas oitavas, por ter se classificado em primeiro). Nas quartas de final, os caveiras encontraram um encardido Inflação, que vinha de boas atuações. O jogo foi duro, mas um 4 x 1 garantiu a presença da equipe nas semis. No sábado passado o adversário foi o SNG, um dos times mais tradicionais do Chuteira. Após a batalha, vitória por 4 x 3 liderada por Thithi e Luizão e vaga na grande final.
 
Entre os 100 melhores jogadores do Chuteira de Ouro até agora, 9 são atletas do CAV; é a equipe que mais tem jogadores no ranking (Corrida MVP), junto com o SNG. Thithi, o sétimo na classificação geral, é o mais bem avaliado, seguido por Luizão (11º) – um dos melhores na reta final – e o camisa 10 Edinho (16º). Completam a lista Diogão (41º), o veloz David (43º), Henry (52º), Cidrão (59º), o xerife Thiago Cioffi (71º) e Japa (93º) – este último artilheiro da equipe, empatado com Edinho: os dois têm 7 gols. Entre os dez melhores goleiros do Chuteira (Corrida MVG), dois são do CAV: Diego Gallego, vice-líder do ranking, e seu suplente Thiago Fernandes, que deu conta do recado sempre que entrou em quadra.
 
O CAV bateu na trave nas duas últimas edições do Chuteira de Ouro, quando também era considerado favorito. Seu algoz, o Mulekes, era o adversário dos sonhos do presidente/manager/camisa 15 Caio Fleischmann na grande final dessa edição, mas os atuais campeões ficaram pelo caminho. O adversário será o Arouca, velho conhecido e talvez o maior “freguês” da equipe: os tricolores não batem o CAV há três anos e foram eliminados por eles nas duas últimas edições do campeonato.
 

Arouca (12J: 7V, 2E, 3D).  41 gols pró (3,4 gols por jogo) e 29 gols contra (2,4 gols por jogo)
 
A trajetória do segundo finalista foi muito diferente da jornada de seu oponente. O Arouca começou a fase de grupos flertando com a segunda divisão e somou um ponto nas quatro primeiras rodadas, chegando a segurar a lanterna na quarta rodada. Mas uma sequência de quatro vitórias recolocou o tricolor no páreo e o time mostrou sua força na reta final.
 
A base do time era a mesma da edição passada, mais alguns jovens de valor que fariam diferença ao longo do torneio: Arthur Fon, um dos pilares da equipe, e o reserva de luxo Gabigol. Mas a estreia do time foi com derrota: 6 x 4 para o Fora de Série, apesar da boa atuação. Pior ainda foi o resultado na rodada seguinte, quando a equipe deixou escapar no finzinho a vitória contra os co-irmãos do Arouca Juniors (4 x 4).
 
O Arouca bem que pressionou, mas sucumbiu diante do Mulekes (1 x 0) e entrou na zona. Contra o Kansado, vexame: revés por 5 x 1 e uma semana na lanterninha do Grupo A. As coisas melhoraram a partir da vitória histórica sob um depenado Mercenários: 7 x 0, com show de Arthur Fon. O resultado devolveu ao Arouca a confiança que a equipe precisava. Tanto que no jogo seguinte o time goleou mais uma vez: 5 x 1 sobre o Real Madruga, com grandes atuações de Fon e Dhani.
 
A prova de fogo foi na sétima rodada. Contra um até então invicto SNG, o Arouca mostrou que não estava para brincadeira e venceu o duelo por 1 x 0. Contra o Peneira, uma nova vitória (5 x 2) deixou a classificação para a segunda fase encaminhada. O empate (2 x 2) com o Inflação na última rodada foi suficiente para o time passar em quinto – e fugir de um confronto com o CAV antes da final.
 
Nas oitavas o adversário foi o Jeremias, quarto da outra chave: a vaga veio com virada (5 x 3), em um dia marcado pelo gol de bicicleta antológico de Brunão. Nas quartas, um grande desafio no reencontro com o Fora de Série. Dessa vez deu Arouca, que conseguiu a virada na segunda etapa (3 x 2), depois de estar atrás no placar por quase todo o jogo. E nem a péssima atuação da arbitragem na partida contra o Zenite (4 x 3) apagou os méritos do tricolor, que chegou à final.
 
O Arouca tem 7 jogadores entre os 100 melhores do Chuteira. O mais bem avaliado é o baixinho Dhani, o rei dos desarmes e vice-artilheiro da equipe com 7 gols: ele ocupa a quarta colocação do ranking e é um dos destaques do torneio. Arthur Fon, artilheiro do plantel, com 8, vem logo atrás, em 8º. O capitão e xerife Netto é o 15º. Completam a lista Mota (30º), Markinhos (68º) e Gabigol (95º).

Contra o CAV o Arouca tem a chance de reviver os dias mais gloriosos de sua história. A tarefa será difícil, mas a campanha da equipe já ensinou muita gente: é melhor não desacreditar desse time.
                
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