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RABELOSKA E CAV PRONTOS PARA A REVANCHE

Seis meses depois de Rabeloska despachar CAV nas semi da Bronze, equipes voltam a se enfrentar em uma fase decisiva. A promessa é de muita garra e a melhor final que a Prata já viu

Após 12 rodadas, enfim a final do VI Chuteira de Prata. E a decisão é aquela outrora anunciada: Clube Atlético da Vila e Rabeloska. Duas equipes de ascensão meteórica no Chuteira: ingressaram no II Chuteira de Bronze (primeiro semestre de 2011) e já garantiram vaga na 13ª edição da Série Ouro, a se realizar em 2012. Duas equipes entrosadas, de qualidade ímpar (tanto individual quanto coletivamente) e com a mesma frieza de grandes times que fizeram história, como SNG e Bengalas. Não à toa, os finalistas sempre estiveram na boca da torcida como favoritos. E eles confirmaram aquilo que muitos já achavam barbada. Quem for assistir à decisão terá uma prévia da Série Ouro do semestre que vem: muito equilibrada e com jogos de alto nível.

Quando subiram à Prata, CAV e Rabeloska tinham a companhia de Só Canelas e My Balls nas bolsas de apostas ao caneco e à Ouro. Mas apenas os finalistas fizeram jus aos comentários preliminares. “Apesar de termos criado uma rivalidade muito grande na Série Bronze com o CAV, e até mesmo com o My Balls, nossa mentalidade, desde o começo do Chuteira de Prata, era que se passássemos para a final gostaríamos de enfrentar um desses dois times. Porém, vimos que durante a competição havia outras equipes que poderiam brigar facilmente para estar na final”, comenta Matheus ‘Maradona’, um dos destaques do Rabeloska.

De fato, muitos se esqueceram de times de camisa que disputariam o certame, como Joga 13, Elefantes Indomáveis e Acidus. Esses times, além de outros, deram trabalho. Mas a consistência dos finalistas pesou nos momentos decisivos. “Quem nos conhece sabe que temos uma vontade enorme de enfrentar times de ‘boleiros’, e essa final só nos dá mais incentivo em querer sair com o caneco”, finaliza Maradona.

Se à equipe de Ibraim, Barata e Cia. o adversário ideal à decisão era um time como o CAV, o mesmo pensamento se fez no time de Bettoni e Marcel. “Era o adversário esperado sim, pois, assim como nós, é um time maduro, com muita qualidade e, principalmente, experiência. É muito bom para o campeonato um jogo como esse. Não teria melhor final do que esta”, pensa Caio Fleischmann, capitão e camisa 10 do CAV.

O CAV estreou com uma derrota inesperada ante o Zenite. Recuperou-se nos jogos seguintes, derrubou seu principal concorrente no grupo (My Balls) e caminhou para vencer a chave e se garantir na Ouro em 2012. Durante o percurso, sofreu um baque com a demissão do técnico Roberto Solcia. Mas não se abalou: trouxe a experiência em Chuteira de Rodrigo Barath e continuou sua luta pra chegar à finalíssima.

Já o caminho do Rabeloska foi mais fácil. O time não tomou conhecimento das demais equipes do grupo e disparou na liderança. O jogo de maior dificuldade foi ante o Elefantes Indomáveis, quando arrancou empate na raça. Porém, a equipe fechou a fase com 5 pontos de vantagem sobre o vice-líder (Elefantes). “O Rabeloska tenta se preparar ao máximo no início de cada campeonato. Mesmo com alguns problemas no começo do semestre, o time conseguiu entrar já com um bom nível de futebol, talvez isso possa ter nos ajudado”, revela Dick Vigarista, artilheiro do time.

A equipe goleou o É Verdadeee nas quartas de final e acabou com o sonho do Roletinha nas semifinais. “Acho que o grande mérito deste time é a amizade. Aqui não tem boleiro, não tem cara ‘catado’ por aí, o time é feito somente de amigos. Estamos juntos no PlayBall, em viagens, no dia a dia, na faculdade, um sempre ajudando o outro e participando da vida dos demais”, complementa Dick.

A 6ª edição da Série Prata foi um sucesso. A visibilidade dada ao torneio foi grande, e muito disso se deve à presença das duas equipes que chegaram à decisão. Mas também por outras equipes. “Achei o campeonato muito bom e bem disputado, com muitas surpresas como Roletinha e É Verdadeee. O nível técnico foi muito bom, sem dúvida melhor que o da Série Bronze”, aponta Vitinho Lessa, camisa 22 do CAV e líder no ranking de MVPs desta edição da Prata (ao lado de Kuminha, do Roletinha).

Dick Vigarista partilha do mesmo pensamento do adversário: “Eu assumo que acompanhava mais a Prata em 2010, quando fui do Bacana e do Arouca. Sem desmerecer ninguém, mas sempre achei o nível um pouco baixo. Mas a verdade é que neste semestre tinham, pelo menos, umas 8 equipes que fariam bonito na Série Ouro”, fala o camisa 9.

Para sábado, os times se preparam à ‘batalha da Prata’ da forma como conduziram suas campanhas dentro da competição. “O CAV não tem muito segredo. Se quiser saber, pergunte para o Barath (risos). O time vai se portar como sempre: indo para cima do Rabeloska e mantendo a ofensividade, sempre respeitando nosso oponente”, atesta Vitinho Lessa. Já Maradona segue a mesma linha de raciocínio de seu adversário em quadra: “Com o decorrer do Chuteira, nossa gana/vontade de ganhar ressurgiu, e de forma impressionante. Entramos muito confiantes nos jogos decisivos e, para essa final, vamos entrar focados, seguindo os passos e palavras do nosso eterno professor Wagnão”, explana.

Se não bastasse a disputa pelo título, outro sentimento pode tomar conta desta decisão: o de revanche. Isso porque as equipes se enfrentaram nas semifinais do II Chuteira de Bronze, com triunfo do Rabeloska. “Como falado em outra entrevista pelo Luisinho ‘Estagimagro’ Alexandre, acredito que o clima de revanche venha mais por parte deles, afinal, ano passado fomos nós que saímos vitoriosos no embate”, rebate Maradona.

Os dois times estão preparados para o grande jogo, uma vez que sabem das principais características do adversário. “O ponto forte do Rabeloska é o coletivo. O time marca muito bem e, quando vai ao ataque, vai sempre com muita velocidade e objetividade”, observa Caio Fleischmann. E os ‘mackenzistas’ também sabem os pontos fortes do CAV. “As peças individuais. Eles possuem uma zaga muito sólida, tanto o goleiro quanto o zagueiro, e pelo que vimos nos outros jogos, o ataque é extremamente assertivo, desperdiçam pouco as chances criadas”, avalia Maradona, que faz uma ressalva, e uma leve provocação: “Temos que ficar atentos com as saídas do goleiro Quintanilha, que gosta de ir até o meio da quadra e chutar para o gol. Porém, como vimos contra o Elefantes (jogo semifinal, vencido pelo CAV), ele também pode errar, e feio. Contamos com pelo menos uma lambança dele no jogo”.
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