
Apesar de a Série Bronze ter, neste semestre, 24 equipes, sendo 14 delas novatas, a pecha de favoritismo já recai sobre duas delas – Rabeloska e Clube Atlético da Vila. Cada uma em um grupo, há opiniões de quem já as viu jogar de que irão “passear” em seus grupos. Entretanto, reforços e o mistério prevalecem nas demais, e nisso reside a graça do torneio.
O Rabeloska chega com a moral de ser um time formado há tempos por então alunos do Mackenzie de Economia e Administração, todos colegas do manager e agitador André Varanda, o Dick Vigarista, ex-Bacana e Arouca. O jogador transferiu-se no último semestre ao Arouca junto com Luisinho e, com a saída deste para o exterior e a formatura (apesar que Luisinho já prometeu jogar as finais em junho pelo Rabeloska), decidiu levar o time em que jogavam no Mackenzie ao Chuteira. “Vamos dar continuidade à equipe no Chuteira, já que já nos formamos”, informa Varanda.
Um dos fundadores da equipe no passado, porém jogador símbolo do Arouca, Vitão conhece muito bem o novo time e aposta no sucesso. “São caras acostumados a ganhar campeonatos. Nós éramos top no meio universitário, sempre estávamos nas finais de Paulista e tudo mais”, aponta o zagueiro do Arouca. “Na teoria, eles só perdem se perderem a cabeça.”
Sobre o futebol do time, é novamente Vitão quem entrega os pontos. E o que ele diz é para desanimar os adversários: “É um time muito forte fisicamente, todos têm um bom condicionamento. E tecnicamente é bom também. Não tem muitos caras habilidosos, mas é um time de muita, mas muita pegada”, define ele.
Já o Clube Atlético da Vila nasceu da imensa vontade de Caio Fleschmann de continuar a disputar o Chuteira após uma temporada nada feliz com o finado Carrossel Cevadês. Ciente de que o time não iria para a frente, Caio foi ousado e começou a idealizar uma equipe que nascia para a vitória. Patrocínios, técnico, uniformes e jogadores foram chegando e se instalando. Foram 8 amistosos contra times da Bronze, Prata e até Ouro – e foram também 8 vitórias. “Mostramos em todos os jogos uma evolução. Nosso técnico, o Roberto, com sua filosofia tática e técnica, fez com que os jogadores jogassem todas as partidas com muito comprometimento, garra, desempenho, determinação e vontade de ganhar”, explica ele.
A missão do CAV já neste semestre não é segredo para ninguém – vários já cansaram de ouviram Caio dizer e repetir. “A meta é primeiramente a vaga para a Prata, de preferência sendo campeão em nosso grupo, mas a mentalidade do CAV é ser campeão”, diz. “Estamos muito otimistas com o projeto de chegar à Série Ouro no fim do ano”, completa.
Quanto à alcunha de favoritos, Caio reproduz o discurso padrão. “Nenhum time é bobo. Favoritismos só se comprovam em campo e com a taça na mão. Sei que tem times considerados mais fortes no Grupo A e fomos citados como favoritos, porém vamos entrar em campo respeitando qualquer adversário. Vamos fazer de cada jogo uma final, pois partida na véspera não se ganha.
As opiniões sobre os grandes adversários de tais equipes parecem recair, no Grupo A, o do Rabeloska, a Coringa, Basicus e XTJ, com algumas incógnitas como My Balls, Lunáticos e Derrubada. O Só Quem Sabe mostrou bom futebol em amistosos. No Grupo B, onde está o CAV, boa impressão deixou o Só Canelas, que mostrou velocidade e bom toque de bola. O Xoras parece primar pela boa organização dentro de campo, enquanto os demais novatos soam como enigmas à maioria. Aos já conhecidos, reforços e o mistério rondam a estreia.
Pode-se conjecturar a respeito das equipes, porém fato é que amistoso é amistoso e jogo é jogo. O que vale é o que se verá com o início do torneio. Aí sim já se poderá ver quem vai se destacar – tanto positivamente como negativamente. O pontapé inicial da temporada 2011 será dado neste sábado, dia 26 de fevereiro, com o II Chuteira de Bronze.
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