O confronto Bengalas x SNG é inédito no Chuteira. Afinal, desde que o Bengalas adentrou o torneio, no VI Chuteira de Ouro, eles nunca se enfrentaram. Agora, numa final de campeonato, haverá o início de uma história que promete se acirrar daqui pra frente.
Além de inédito, a final deste VIII Chuteira de Ouro traz como chamariz um duelo entre duas estrelas do Chuteira. o primeiro deles, já consagrado, Renê, artilheiro do SNG, mais de 120 gols no Chuteira, cujo nome não há jogador do Chuteira que não conheça. Do outro lado, a estrela do ano, melhor, a celebridade chuteirense do ano, Ritolê, com seu mais de 40 gols marcados em duas competições, jeito moleque e introspectivo.
Aliás, os artilheiros têm personalidades opostas. Enquanto Renê é o boa praça, assiste a todos os jogos, conversa com todos os jogadores de todos os times, bebe cerveja a rodo, torra seu salário no PlayBall e é corneteiro e falador, Ritolê carrega um padrão bem antagônico. O R9 é calado, não é de muita conversa, chega, joga e vai embora, em campo não olha nem para os lados, além de não ser visto muito em companhia dos companheiros além campo. Longe de parecer antipático, mas sim apenas reservado.
Dentro de campo, Renê é o artilheiro que faz o pivô e serve os parceiros. Ajuda na marcação, faz a parede, dá assistências e luta dentro da área para balançar as redes. A fama de reboteiro nasceu de tanto gol anotado quase em cima da linha após arremates de seus companheiros. Referência do ataque do SNG, a visão de jogo e agilidade no giro são suas características.
Já Ritolê traz na camisa a marca do matador frio e calculista. Bem ao estilo Romário, fica morto em campo até que – bum! – dispara como um tiro e quando o adversário vê ele está a saltar e socar o ar, comemorando mais um gol. Homem do contra-ataque bengalano, a velocidade e a frieza são suas características.
Vença quem vencer, os dois times estão bem representados com seus matadores. A história escreverá mais uma linha da história dos grandes do Chuteira. Cada um a seu modo já tem seu nome lá. Mas uma linha a mais sempre é bom, não?
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