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PRELEÇÃO # 01 – O PODER DO BOM RELACIONAMENTO NO CHUTEIRA

A partir deste semestre, Rodrigo Barath assina a coluna PRELEÇÃO, focada em discutir o nosso futebol além do jogo dentro de quadra. Será um espaço para estimular o desenvolvimento humano, já que o futebol, hoje, é estratégia técnica e comportamental. Nas palavras do próprio Barath, “o objetivo é sensibilizar qualquer participante do Chuteira para com ferramentas que sejam úteis no dia a dia, no futebol, no trabalho e em casa. Acreditamos que, desta forma, com o autoconhecimento, todos viverão ou, transformarão seus ambientes, em ambientes bem melhores”



por Rodrigo Barath

O Chuteira está aí e, independentemente do metal que define cada uma das séries, podemos dizer que a essência de cada um que participa das quatro divisões conta, e muito, para a multiplicação de resultados positivos. Essência essa que é definida pelo comportamento, caráter, comunicação, idade e disposição de todos que estão lá mais do que jogando, mas se relacionando com pessoas, pessoas que não pertencem geralmente a seus convívios diários.

Na era da comunicação e tecnologia é mais fácil se relacionar com o próximo, já que as redes sociais nos dão essa liberdade e velocidade. A facilidade de fazer e comprovar novas amizades é enorme, basta chegar no estacionamento que já é possível fazer um contato e, muitas vezes, um grande negócio.

Quando falamos de grandes negócios podemos pensar em uma bela contratação para o time, e também, de um técnico. Sabe aquele jogador que você sempre quis ter no elenco, foi aceito como amigo na internet e até este dia você só viu a foto, o perfil dele? Pois é, esta é uma oportunidade que pode virar um negócio de ouro.

Dos jogadores e técnicos passamos aos negócios mesmo, que conhecemos, do inglês, business. Certamente, em uma boa conversa e uma pergunta poderosa, você descobre aquela pessoa que fez um curso de especialização, trabalha em uma área específica e pretende mudar de ares, de empresa. Olha só (bingo!) a oportunidade batendo à sua porta: justamente a sua empresa, ou a empresa do seu amigo, necessita de um profissional com o perfil desta pessoa que está na sua frente. Além de um ótimo jogador, ele também pode trabalhar com você, pode ser seu futuro sócio. Estes são alguns resultados do poder do bom relacionamento.

Quando falamos em relacionamento de uma forma técnica, passamos para o campo das competências que, atualmente são desenvolvidas com leituras, palestras, treinamentos e outros meios. Nas empresas chamamos esta competência de Relações Interpessoais, e é, hoje, uma das mais importantes para se conseguir parcerias, além de que, na rotina de trabalho, é uma competência altamente observada.

Quando falamos em qualquer competência, precisamos pensar que uma competência é composta por três ingredientes, ou, no nosso caso, três jogadas: conhecimento (conhecer como fazer – é o estudo), habilidade (saber fazer – é a prática) e atitude (querer fazer – é o sair da zona de conforto).

O primeiro passo é se perguntar: possuo (pouco, muito ou talvez) esta competência? Se não possuo, como desenvolver esta competência?

Fique ligado em como você se relaciona e direcione-se por evidências de comportamento. As evidências são as provas de que algo acontece. Exemplo: um jogador que fez um golaço e fala que realmente foi um golaço. Qual poderia ser a evidência? Eis as respostas:

- Primeiro a afirmação de quem conta: “um jogador fez um golaço”;

- Depois, um vídeo gravado e que vai para o TV Chuteira;

- O grito de GOLAAAAAÇO, da torcida.

E assim por diante. Quando falamos de evidências de comportamento para comprovar que possuímos uma competência, devemos pensar em tudo aquilo que percebemos, ou seja, visto pelos nossos olhos, escutado pelos nossos ouvidos e lido com a nossa boca. Os cinco sentidos que possuímos e aquilo que sentimos comprovam se há, em uma pessoa, a competência discutida. No nosso caso, hoje, a competência Relações Interpessoais.

Termino por aqui com algumas evidências de comportamento de uma pessoa que deseja desenvolver o poder do bom relacionamento, na linguagem do futebol, mas facilmente adaptadas para o lar, trabalho, em qualquer lugar.

Pergunte-se e depois colha os resultados de suas ações pensando: para eu trabalhar esta competência e melhorar meus relacionamentos, quais as ações que posso tomar?

1) Trabalhar bem com todos os times, organização, arbitragem para alcançar os melhores resultados de relacionamento de mim e de minha equipe;

2) Compartilhar meus objetivos com outras equipes para melhor alinhamento;

3) Em um conflito, individual ou coletivo, buscar a melhor forma de esclarecimento e alinhamento das diferenças;

4) Entender os problemas dos outros e buscar, sugerir soluções;

5) Trabalhar para ampliar e manter a rede de contatos.

Sobre esta última, em especial, deixo uma pergunta para cada um dos que vivem conosco, no Chuteira. Com quantos amigos, colegas e conhecidos você se relaciona hoje?

Desejo que sejam relações sustentáveis e de ganha-ganha. E aproveitem as mais de possíveis duas mil pessoas que gostam de futebol e também de ótimos, ou novos, relacionamentos. Aquele grande parceiro pode estar lá, ao lados de vocês, tomando uma bela gelada.

E, sem me esquecer da mais importante das dicas: converse, pergunte, relacione-se com as pessoas, ou seja, faça sua boca mexer com os estímulos que o seu corpo lhe dá.

“As relações interpessoais fortalecem o trabalho em equipe”

Até a próxima!
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