Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

POLÊMICO, ORLEY QUER FAZER HISTÓRIA NO FORA

“Prazer, meu nome é polêmica”. Não é assim que Orley Colla se apresenta, mas não seria surpresa se o fosse. O leitor com certeza já deve ter jogado contra ele, ou leu alguns de seus polêmicos comentários, mas não sabe que por trás de seus 1m90 e 82 quilos encontra-se uma pessoa autêntica, sem medo de falar o que pensa e que não se amedronta quando está dentro de quadra praticando aquilo que mais gosta: jogar futebol.

O fato de dizer o que pensa é que acaba gerando toda a fama do jogador. Afinal, não é nada incomum ele fazer comentários no site e ouvir respostas atravessadas simplesmente porque externou uma opinião. Fanático torcedor do São Paulo, Orley joga o Chuteira de Ouro desde 2009, quando aconteceu a 1ª edição da Série Prata. Apareceu no Primatas, campeão daquela edição, e agora está perto de fazer história no comando de ataque de um dos finalistas da Série Ouro: o Fora de Série. Afinal, pode ser o único jogador a ganhar a Série Prata e a Ouro.

Orley sonha com o título, mas quer mesmo é continuar a marcar seus gols e manter-se na equipe que o acolheu de braços abertos. A seguir, uma entrevista com o polêmico jogador de língua bastante afiada, mas que também sabe dar trabalho aos zagueiros adversários.

Você era zagueiro e se tornou atacante. Como foi essa troca de posição?
Então, eu era zagueiro ou meia marcador no Primatas. Nunca cheguei a compor a zaga, mas estava sempre por perto. Só que sempre joguei de pivô, tanto no salão como no society. Nunca joguei campo, só um jogo pelo Guapira, um clube aí (deixar bem claro isso porque tem muito astro e grandes jogadores de campo no Chuteira que jogam muito, sabe?). No Fora, durante a Série Prata, nós tínhamos muitos caras pro meio, e só o PH no pivô. Foi nessa que eu falei com o pessoal que sabia fazer o pivô. Comecei esse semestre no Festival, eles gostaram e eu joguei a Ouro nessa posição. Agora vou sempre jogar de pivô porque é aonde eu gosto mais de jogar e aonde eu acho que eu rendo mais em campo.

Ao mencionar o Guapira, você disse “deixar bem claro isso porque tem muito astros e grandes jogadores de campo aqui no Chuteira que jogam muito, sabe?”. Por quê?
Não é porque o cara jogou em algum lugar que ele vai ser melhor que o outro. Os caras que aqui se acham ‘jogadores’ teriam que, no mínimo, ser MVP e artilheiro de todos os campeonatos. E aqui isso não acontece. Aí falam “ah, mas quem vê isso são os repórteres”. Se o cara é bom, fala que é o jogador. Não tem como o repórter tirar isso dele. E também pra parar um pouco os comentários de “Você jogou aonde, fera?”, essas coisas.

Você trocou um time que estava subindo para a Ouro (Primatas) por outro que estava caindo para a Prata (Fora de Série). Por que você resolveu fazer essa mudança? Em algum momento chegou a se arrepender dessa escolha?
Ganhamos a Prata e joguei um semestre na Ouro, quando perdemos nas quartas de final. Aí preferi não continuar no semestre seguinte na Ouro pelo Primatas. Foi nessa que resolvi falar com o Clebão e o Rica. Falei que estava disponível a ajudar o Fora a subir de novo pra Ouro, já que tinham justamente caído naquela ocasião. Eles aceitaram, subimos e estamos agora nessa grande final contra o belo time do SNG.

Em algum momento chegou a se arrepender dessa escolha?
Não me arrependo de ter mudado de time por alguns motivos. Hoje eu jogo na posição que gosto, e no Primatas não daria porque tem muito atacante, o time tem uma concepção diferente. O Fora traz jogadores que acham que vão entrar de coração no time. Mesmo não conhecendo ninguém, ele vai se tornar amigo durante o campeonato. Não é só respeitar e ser compromissado com o Fora: tem que gostar de jogar lá. E caso não se ajuste no time, sai e procura outro. Já teve alguns casos na Prata do semestre passado. No Primatas, só amigos jogam lá. Penso que dificilmente eles vão chamar um cara que achem que joga muito no Chuteira, por julgar que este não terá comprometimento. Podem até ter mudado de opinião, e eu respeito. Porque chamar um cara, se você não o conhece, não sabe se é responsável ou não, é f*. Tem essa concepção que eu respeito, porém, não concordo.

Você citou que no Primatas tem jogadores indicados por amigos, por pensarem que outros atletas não terão o comprometimento exigido para uma equipe. Chegou a ter algum problema de relacionamento com alguém dentro do Primatas?
Ter problemas à altura de sair briga não. Mas discussão sim, como todo time tem e discordância. Mas foi só isso: discordei de algumas coisas e preferi sair do time.

Como explicar o fenômeno chamado Fora de Série, que foi a maior surpresa da competição?
O Fora de Série não tem explicação. Simplesmente você tem que entrar com o coração no time em todas as partidas que vem a disputar pelo Fora, e mostrar o porquê você é merecedor de estar vestindo esta camisa.

O Fora apareceu pra ti, e você se sentiu muito bem lá. Como é essa relação com o Clebão e com o Rica? No Fora já chegou a ter algum problema de relacionamento?
A minha relação com eles é a melhor possível. Posso opinar em tudo, e se for válida, eles acatam a minha opinião. Levo novos jogadores pra ver se eles gostam e se encaixam no perfil adotado pelo time neste ano. E todo jogador do Fora tem que estar a par de tudo no time, quem sai e quem entra, e concordar. Não tive nenhum problema lá até o momento.

Já teve algum problema de relacionamento dentro do Chuteira? Com algum atleta, organizador, repórter, árbitro, torcida, etc?
Sim, com atletas de algumas equipes (Arouca e Só Resenha, por exemplo). Mas nunca com o time todo, só um ou outro jogador. Mas tudo isso é do futebol, e dentro da quadra de jogo. Saiu dela, se vier trocar uma ideia, sem problemas. De resto, não. Em relação à torcida, acho que ninguém tem problemas com torcida, porque o que eles falam entra por um ouvido e sai pelo outro. Eu escuto e nem ligo. Dou risada, às vezes.

E quem é ou quais são as pessoas de que você não gosta?
Não gosto mais do (técnico do Bengalas) Bizu (risos). É brincadeira minha. Acho que não tem essa de gostar ou não gostar de uma pessoa. É sempre assim, você tem umas rinchas com uma ou outra pessoa, é normal. Mas é não levar pro lado pessoal e jogar bola numa boa. Eu deixo sempre dentro das quadras minhas discussões, socos, pontapés, tapas etc (risos).
Comentários (0)