O TeJanto é Série Ouro! Criada em 2016, a equipe vem subindo sem parar desde a extinta Copa Olé|Chuteira (que viria a se tornar Estrelato), quando foi vice-campeão da 1ª edição (derrota para o Catado) há quase dois anos. Depois disso, passou como meteoro por Chuteira 5 (semifinalista, mas campeão do grupo), Aço (vice-campeão, perdendo para o Guaxupé) e nem tão bem assim na Bronze (quartas de final, ficando com uma vaga na Prata graças a desistências).
Um dos fundadores, diretores e principais jogadores do time é uma figura que divide opiniões. Há quem o ame e quem o odeie. Quando os jogos ficam tensos, não é raro ver adversários apontando o dedo com cara feia. Zé Blois é sempre apontado como um dos “mais folgados” da equipe. “Se tem uma coisa que eu não gosto é de perder. Sou um cara muito competitivo e na hora do jogo tenho muita vontade”, justifica o camisa 10.
Neste bate-papo, Blois conta de seu passado no futsal, a história da equipe e a dificuldade de disputar a mais alta divisão do Chuteira. Também fala sobre o “tapetão” que subiu a equipe no semestre passado e não deixa de alfinetar o agora “Judas” Bocão.
Na atual Prata, o TeJanto está voando e já garantiu o acesso para a Ouro. A que se deve isso?
Ser um time criado por amigos acho que é bem positivo. A maioria se conhece há bastante tempo, estamos juntos quase todos os dias, seja no bar, na casa de alguém ou jogando uma peleja. Todo mundo acaba se unindo mais e isso com certeza influencia positivamente dentro de quadra. E, realmente, nesse começo de 2018 o TJ tá voando! Foram seis jogos e seis vitórias na Copa Apertura (título conquistado) e nesta Prata por enquanto seguimos invictos, com sete vitórias e um empate. Isso mostra o quanto nosso time está focado. Todo mundo levando a sério. Até porque semestre que vem estaremos na Ouro. Aí o buraco é mais embaixo, né? A brincadeira muda
(risos).
Antes de fundar o TeJanto, você jogou pelo Corleone, fazendo inclusive boas campanhas e já se destacando. Como foi esse período inicial?
Foi muito bacana ter jogado pelo Corleone. Foi minha primeira vez no Chuteira, não conhecia o campeonato direito. Logo no primeiro semestre fui um dos destaques do time, entrei na seleção do campeonato, então não tenho do que reclamar. Essa atmosfera do Chuteira é muito fera. Acho que todo cara que é apaixonado por futebol como eu tem prazer em estar lá todos os sábados. Quem me chamou pra jogar no Corleone foi o Rô junto com o Jong
[conhecido como Johny nas matérias dos jogos]. Eles levaram o Biulas e o Mijo, que são meus amigos desde infância, no semestre anterior e depois me convidaram. Me animei e fui me aventurar. Desde então todo sábado estamos lá, para alegria da patroa. Daquele time conhecia só os quatro. No semestre seguinte entraram o Grandão, Bruninho e Monts, aí o time acabou ficando mais competitivo.
Como surgiu a ideia de sair para fundar um novo time?
Certa vez ficamos na resenha pós-jogo Biulas, Bruninho, Monts e eu. Lembro que fechamos o Playball nesse dia depois de alguns litros de cerveja
(risos). Estávamos falando do Chuteira e surgiu a ideia: "Pô, a gente tem vários
brothers bom de bola. Por que não montamos nosso próprio time?". Pegamos um papel e uma caneta e fomos colocando vários nomes de amigos e conhecidos. A lista tinha uns 20 caras pelo menos. Aí foi amadurecendo a ideia, uns aceitaram o convite. Depois fizemos outra lista gigante para então decidir o nome. Foi assim que nasceu o TeJanto – Futebol, Amigos e Danone, ou TeJanto F.A.D.
Lembro que na estreia de vocês na Aço, em 2017, o primeiro jogo foi logo contra o Corleone. Teve muita rivalidade e provocação antes do jogo? Ficou alguma rusga com o ex-time?
O Lucas gosta, né?! Logo no primeiro jogo já nos colocou contra eles
(risos). Mas foi tranquilo, não teve nada de provocação não. O time deles tinha mudado bastante já, vários jogadores novos. O Tchelo, capitão do Corleone, lembro que não estava muito feliz não desde a nossa saída. Além de nós quatro levamos o Rô e o Jong [este no semestre seguinte]. Praticamente metade do time tinha saído. Durante o jogo chegou a ter alguma discussão dele com o Rô, mas ficou tudo numa boa. Lembro que o jogo foi pegado mas saímos com a vitória
(leia matéria daquele jogo clicando aqui). Pena que hoje eles não estão mais no Chuteira. Era um time com uma molecada muito gente boa.
Cobrindo jogos do TeJanto várias vezes vi adversários reclamando com você, não gostando de alguma coisa dentro de quadra. Como é essa relação com os adversários em quadra e fora dela? Você se considera um jogador polêmico?
Essa pergunta é boa. Desde o começo do TJ já colocaram o título de odiados: ‘Zé Blois e os 8 odiados’, ‘Zé Blois polêmico’. Acho engraçado tudo isso. Não me considero um jogador polêmico, mas admito que devo ser um jogador chato
(risos). Acredito que por ser baixinho e rápido, os adversários têm um pouco de dificuldade de marcar, né? Então acabo sendo tachado disso aí. Mas, pô, quem me conhece fora de quadra sabe que sou um moleque tranquilo! Já dentro de quadra a história é outra. Se tem uma coisa que não gosto é de perder. Sou um cara muito competitivo e na hora do jogo tenho muita vontade, dou meu sangue como se cada jogo fosse uma final.
Apesar de sempre fazer boas campanhas, o TeJanto ainda não conseguiu levar um troféu de temporada no Chuteira. Perderam final da Copa Olé|Chuteira pro Catado, da Aço para o Guaxupé, caíram na semifinal do Chuteira 5 para o poderoso Taurus e nas quartas da Bronze pro All Games. O que faltou para conseguir ser campeão?
Com certeza o título do Chuteira é algo que está engasgado na nossa garganta desde a Copa Olé. Como falou, em todos os campeonatos fizemos boas campanhas, subindo de divisão todo semestre, porém o caneco ainda não veio. São dois anos só de time. Nesse pouco tempo já evoluímos muito.
Será que esse ano a zica acaba? TeJanto campeão da Prata?
Esperamos que sim! Esse título da Prata vai ser muito disputado. Acho que tem pelo menos uns quatro ou cinco times candidatos. Sabemos da dificuldade, mas com certeza esse é nosso objetivo principal e vamos pra cima, com força total em busca do caneco prateado. Um dos objetivos, que é a Ouro, já está confirmado, porém isso não pode atrapalhar a gente no mata-mata. Será outro campeonato, então a vontade e a dedicação têm que ser o dobro desta primeira fase. Não podemos deixar o ritmo cair, manter a pegada que fizemos na fase de grupos e jantar todo mundo pra chegar na final e gritar "É CAMPEÃO".
Em 2017 o TeJanto até foi bem na Bronze, mas acabou perdendo o primeiro lugar do grupo para o StarFucks. Esse ano o time veio mais forte e não deu chance para ninguém. Qual o principal diferencial para esta temporada? A saída do Bocão ajudou o time a melhorar?
Não vou dizer que foi a saída do Judas, como ele é conhecido pelo TJ agora, que fez nosso time melhorar, mas isso com certeza foi um fator que fez nosso time se fechar mais. A gente brinca com os moleques do StarFucks que eles tiraram um peso das nossas costas. Agora a dor de cabeça foi para eles
(muitos risos). Mas, como falei anteriormente, nosso time vem crescendo bastante. Ganhamos uma bagagem boa desde quando começamos, lá em 2016, e nesse ano de 2018 realmente iniciamos bem demais. Fizemos uma Copa Apertura excelente, conquistando o título, e começamos a Prata a milhão com uma ótima campanha.
O que vocês esperam ao chegar na Ouro e enfrentar times mais fortes como o tetracampeão Nóis Que Soma e outros? Aliás, Bocão volta para jogar a Ouro?
A Ouro não era algo que imaginávamos que aconteceria agora. Na verdade, nem era para termos subido para a Prata no último semestre. Deixando claro aqui que foi o Sr. Lucas quem subiu o TJ no tapetão, como foi falado em algum Planeta Chuteira. Nós mesmos queríamos ter jogado a Bronze novamente depois daquela eliminação ridícula contra o All Games ano passado
(matéria daquele jogo pode ser lida aqui). Enfim, subimos e estamos fazendo uma campanha muito boa, já garantido o acesso à elite do Chuteira. Sabemos que vamos ter que melhorar muito. Nosso estilo de jogo com certeza deve ser diferente quando pegarmos um NQS ou Mulekes, por exemplo, mas temos como exemplo nossos parceiros do Wake 'n’ Bake, time de amigos igual ao nosso e que está na Ouro fazendo uma excelente campanha, jogando de igual para igual contra os favoritos ao título. E sobre o Judas, ele até pode estar na Ouro semestre que vem se o StarFucks subir ou se jogar em algum outro time porque no TJ a chance é zero.
Zé, qual sua história no futebol? Conte um pouco da sua trajetória com a bola no pé.
Coincidência ou não, meus primeiros passos no futebol foram jogando
society quando tinha uns sete ou oito anos na escolinha. Depois disputei alguns campeonatos da federação pelo Olimpia e pude jogar com alguns craques que hoje também jogam no Chuteira (Nieto e Ricardinho, do Wake ‘n ‘ Bake, Pet, Cassio e Alayon do StarFucks). Em 2005, com 11 anos, fui para o futsal, no qual joguei até os 17 anos pelo Círculo Militar de São Paulo. Foi nesse período que pude "crescer"
(nem tanto, risos) e desenvolver meu futebol. O futsal é um jogo muito intenso, em que você tem pouco espaço e tempo pra pensar, então você acaba tendo recursos que outros jogadores que nunca jogaram salão não têm. Por isso o cara que joga futsal, realmente é diferenciado dos demais. Depois dos 17, entrei no Mackenzie e, claro, não larguei o futsal. Joguei pelo time de Economia durante os cinco anos de faculdade junto com Arthur Fon e Cesinha (Arouca) e Baiano (Mulekes), além de outras feras que tinham por lá. Por isso sempre digo que o futsal me proporcionou muitas coisas boas, sou apaixonado pelo esporte. Mas agora dei uma largada. Às vezes até jogo um salãozinho, mas
society muito mais, né? TEJANTO neles!
(risos)
O jogo mais marcante pro Zé Blois no Chuteira foi...
Acho que por enquanto foram dois jogos que me marcaram. Claro que nosso título da Copa Apertura esse ano, contra o Zenite, o primeiro caneco do time. E o outro foi o primeiro jogo oficial do TJ, contra o Villa Grano pela Copa Olé
(relembrar é viver). Ver o time que você ajudou a criar junto com seus amigos, tudo com uniforme novo e ainda ganhar o jogo, com certeza jamais vou esquecer. Foi uma alegria muito grande naquele dia onde tudo começou!
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